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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

A AMEAÇA DO DESIGN. UM CATÀLOGO DO MNE

 Deixam os designers à solta e fazem asneira. Ficam a brincar com coisas sérias, aqui numa publicação académica (e que também é acessível para quem tem o MNE como um pólo precioso na cidade)!

Exemplo: as cores a complicar a página, e o texto não justificado. Passa-se do azul a um ocre algo apagado na capa (aí está bem) e dentro em cada página, sem se saber porquê, a fazer feitios em manchas irregulares, variáveis e arbitrárias. São supostas "modernices" que dificultam a leitura.




Mas muitas vezes os designers gráficos não lêem, não precisam nem gostam de ler... interessa-lhes fazer "arte". A distribuição do texto pelas páginas que a máquina cumpre com a eficácia pedida passa então a dar lugar a efeitos acidentados e inúteis, a preciosismos inúteis.
No caso assinaa o Design Lisa H. Moura (Frau im Monde)




Acontece que é uma edição do Museu de Etnologia assegurada pela nova Museus e Monumentos EPE (a mostrar "imaginação" onde devia haver sentido patrimonial) e pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, que tem ou tinha competências conhecidas.






quinta-feira, 25 de junho de 2015

Ângela Ferreira, com uso indevido de Jorge Dias e Margot Dias

A amálgama realizada por Ângela Ferreira ao juntar imagens documentais filmadas por  Margot Dias e as montagens saudosistas do vídeo "Moçambique - Do outro lado do tempo" (de Luiz Beja - Prod. Beja Filmes, Massamá), projectadas sem identificação reconhecível, vem agravar a repugnância crescente que me tem provocado a actuação tida por artística da referida srª. 
 Parece-me do domínio do abuso de confiança, do desvio delinquente, do confusionismo ideológico primário a coberto do "pensamento pós-colonial". Não estando editados os filmes de Margot Dias, tratou-se de uma utilização autorizada? E por quem? A "obra" de A. F. tem por objecto ou ambição  denunciar o colonialismo de Jorge e Margot Dias e também a cumplicidade entre o Museu Nacional de Etnologia e o antigo Ministério do Ultramar - tudo com base na indigência analítica, na preguiça metodológica e na debilidade formal das fotos que mandou fazer, bem como da construção apresentada como escultura. 


Tratar-se-ia, diz a apresentação no catálogo, de uma "visão perspicaz da vida e da obra dos antropólogos" Jorge Dias e Margot Dias..., sobre "a agenda política escondida por trás das investigações do casal Dias e das suas alianças com o regime salazarista"..., que "faculta ao público a possibilidade de ler nas entrelinhas". É grave o equívoco em que induz os incautos.



"escultura" - apropriação arquitectónica do antigo Ministério do Ultramar, hoje Ministério da Defesa


Ora nem se trata do resultado inédito de alguma investigação original, ou do uso de informação desconhecida, nem as afirmações que constituem a denúncia de uma "agenda escondida" são legítimas e correctas.

Há mais alguém (da área da Antropologia, por exemplo) que se incomode?