3 de setembro de 2023
Conteúdo partilhado com: PúbliO acervo de Luís Amorim de Sousa, que doou a colecção de Alberto de Lacerda, é outro assunto a tratar. Foi apresentado em Cascais em 2005.Sobre Amorim de Sousa, (Angola 1937) poeta - foi diretor de programas da seção portuguesa da rede BBC, trabalhou para o Ministério de Negócios Estrangeiros e foi assessor de imprensa da Embaixada de Portugal em Washington - tinha escrito no Expresso em 2005 (26-11-2005):
«Memorabilia»
C. Cultural de Cascais
Luís Amorim de Sousa, poeta e autor do recente Londres e Companhia (ed. Assírio & Alvim), sobre os anos de exílio de 1959 a 74 e os artistas e escritores que foi conhecendo, apresenta obras de arte, cartazes, convites e catálogos, revistas e livros de poesia, fotografias e outros documentos de um muito rico espólio de memórias pessoais com interesse já histórico. Incluem-se esculturas e retratos fotográficos de João Cutileiro, obras de Menez (em especial um belo pano bordado a lã), Bartolomeu dos Santos, Paula Rego, António Sena, Cesariny, João Vieira, Jasmim, Maria Beatriz, etc., e também de Lourdes Castro e Costa Pinheiro, vindos do continente, de Hockney, etc. E uma escultura de Waldemar d’Orey, aluno e professor de St. Martin’s, discípulo de Antony Caro, o primeiro a integrar-se no panorama britânico, até interromper bruscamente o trabalho artístico. O livro é um relato tocante de vivências e cumplicidades, quando Londres se tornava um decisivo pólo de atracção para os artistas portugueses, e a mostra ilustra-o na mesma escala intimista com um itinerário por obras e autores que representam bem uma época. (Até 11 Dez.)
Tinha escrito no blog:
Legada a Luís Amorim de Sousa, poeta também, que viveu em Londres entre 1959 e 1976 (e outra vez mais tarde), a colecção de Alberto Lacerda acrescenta-se (à) e amplia muito a sua própria colecção, que mostrou em 2005 no Centro Cultural de Cascais: "Memorabilia", baseada no livro de relatos e memórias que se chama "Londres e Companhia", ed. Assírio & Alvim, 2004.
É certamente em Cascais que deverão vir a ser sediadas as duas colecções (de livros, catálogos, obras de arte, discos, fotografias, documentos pessoais, etc), que traçam os mapas culturais de Londres ao longo de várias décadas e também dos caminhos e interesses dos artistas e poetas que aí permaneceram ou permanecem. Com a Casa das Histórias e dos Desenhos Paula Rego a inaugurar dentro de meses, a instalação geograficamente próxima das duas colecções e bibliotecas seria uma ligação e uma rectaguarda particularmente enriquecedoras, estabelecendo um contacto mais documentado com o panorama de Londres com que a pintora se relacionou e com abertura a outras redes de referências artísticas e literárias mais alargadas.
Assim não aconteceu.
Conteúdo partilhado com: PúbliO acervo de Luís Amorim de Sousa, que doou a colecção de Alberto de Lacerda, é outro assunto a tratar. Foi apresentado em Cascais em 2005.
Sobre Amorim de Sousa, (Angola 1937) poeta - foi diretor de programas da seção portuguesa da rede BBC, trabalhou para o Ministério de Negócios Estrangeiros e foi assessor de imprensa da Embaixada de Portugal em Washington - tinha escrito no Expresso em 2005 (26-11-2005):
«Memorabilia»
C. Cultural de Cascais
Luís Amorim de Sousa, poeta e autor do recente Londres e Companhia (ed. Assírio & Alvim), sobre os anos de exílio de 1959 a 74 e os artistas e escritores que foi conhecendo, apresenta obras de arte, cartazes, convites e catálogos, revistas e livros de poesia, fotografias e outros documentos de um muito rico espólio de memórias pessoais com interesse já histórico. Incluem-se esculturas e retratos fotográficos de João Cutileiro, obras de Menez (em especial um belo pano bordado a lã), Bartolomeu dos Santos, Paula Rego, António Sena, Cesariny, João Vieira, Jasmim, Maria Beatriz, etc., e também de Lourdes Castro e Costa Pinheiro, vindos do continente, de Hockney, etc. E uma escultura de Waldemar d’Orey, aluno e professor de St. Martin’s, discípulo de Antony Caro, o primeiro a integrar-se no panorama britânico, até interromper bruscamente o trabalho artístico. O livro é um relato tocante de vivências e cumplicidades, quando Londres se tornava um decisivo pólo de atracção para os artistas portugueses, e a mostra ilustra-o na mesma escala intimista com um itinerário por obras e autores que representam bem uma época. (Até 11 Dez.)
Tinha escrito no blog:
Legada a Luís Amorim de Sousa, poeta também, que viveu em Londres entre 1959 e 1976 (e outra vez mais tarde), a colecção de Alberto Lacerda acrescenta-se (à) e amplia muito a sua própria colecção, que mostrou em 2005 no Centro Cultural de Cascais: "Memorabilia", baseada no livro de relatos e memórias que se chama "Londres e Companhia", ed. Assírio & Alvim, 2004.
É certamente em Cascais que deverão vir a ser sediadas as duas colecções (de livros, catálogos, obras de arte, discos, fotografias, documentos pessoais, etc), que traçam os mapas culturais de Londres ao longo de várias décadas e também dos caminhos e interesses dos artistas e poetas que aí permaneceram ou permanecem. Com a Casa das Histórias e dos Desenhos Paula Rego a inaugurar dentro de meses, a instalação geograficamente próxima das duas colecções e bibliotecas seria uma ligação e uma rectaguarda particularmente enriquecedoras, estabelecendo um contacto mais documentado com o panorama de Londres com que a pintora se relacionou e com abertura a outras redes de referências artísticas e literárias mais alargadas.
Assim não aconteceu.