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sexta-feira, 17 de abril de 2026

1999, Carlos Carreiro na Árvore e em 2005 na Sala Maior, Porto (Expresso)... e já em 1982

 CARLOS CARREIRO

Árvore 

In "Três artistas no Porto", com Fátima Mendonça e Pedro Cabrita Reis  

Exoresso 27-11-99



Os truques do Adamastor
180x200cm, 1999
Assembleia da Republica


Carlos Carreiro dá agora às suas pinturas um título geral, «Dos Truques do Adamastor à Vingança dos Perus», que as situa de imediato no seu terreno habitual da celebração do imaginário, onde impera a fantasia, o humor e também algum comentário corrosivo.

 Com as novas obras, que, entre outras motivações pessoais, terão tido algum ponto de partida concertado com o calendário comemorativo dos Descobrimentos – lá estão, na tela maior que é referida na primeira metade do título geral, as caravelas e bandeiras pátrias, uma torre de Belém de barbatanas a tentar andar em direcções opostas, um Adamastor marionetista (seria imperdoável que este exemplo excepcional de «pintura de historia» no presente não tivesse destino institucional,... mas não podemos ter ilusões sobre os museus que temos <acertei ou ouviuram-me: a Assembleia da República comprou e expôs o quadro>) –, assiste-se a mais uma inflexão fortemente afirmativa do trajecto de pintor, prosseguido como um percurso original e solitário, marginal, se se usar o termo com sentido positivo face a valores correntes e dominantes.

terça-feira, 14 de abril de 2026

2026, Carlos Carreiro na galeria São Mamede

 Carlos Carreiro reivindica-se do surrealismo, mas não segue o cansado formulário surrealista. O seu surrealismo quer-se antigo e intemporal, inato, diz. É o direito ao delírio, o jogo das aproximações insólitas: "Vou fazer 80 anos no próximo mês de Julho, ando a participar em exposições de pintura colectivas e individuais há 59 anos. E parece-me que sempre tive uma tendência para o Surrealismo, ou pelo menos para o delírio. O Surrealismo não tem tempo, nem moda, é uma expressão inata ao ser humano, que conseguiu apagar a fronteira entre o sonho e a realidade, o consciente e o inconsciente, é um exercício a jogar com o paradoxo das aproximações insólitas, que vão além do racional. O Surrealismo é um símbolo da união dos contrários e identidade dos opostos: os sonhos, o nonsense e o automatismo são ferramentas recorrentes."

até dia 21 04



Chamou à exposição "A Festa do Costume", o que é uma auto-provocação, porque vemos os seus quadros sempre como se fosse pela primeira vez (e fez mais de 75 individuais, conta-as). Há sempre novas histórias, que não são histórias narrativas, mas conjunções de episódios, situações, imagens e objectos díspares dispostos em espaços complexos, que são paisagens impossíveis só viáveis na imprevisibilidade das telas. Há personagens, arquitecturas, máquinas, brinquedos - aqui os "paper toys" que talvez apareçam pela primeira vez - e pinta a cores como poucos, que por cá os "curadores" não gostam de cor. Aliás, vai uma grande diferença entre a imagem que a fotografia reproduz e o plano material da pintura, que é denso ou intenso, rico e não liso. Há também que fazer um baloiço permanente entre a configuração total de cada quadro e a acção em pormenor das figuras que se dispersam em movimento. E note-se como a luz é uma invenção constante e mutável ("A propósito da luz", "Pirilampos implicam com o Dr. Tibúrcio").