A documentação apresentada é um dos trunfos da exp da Lourdes Castro na SNBA.
É talvez excessivo o número de obras expostas, prefiro mostras mais compactas e escolhidas quando a produção é continuada.
É excessivo o número de obras dos primeiros anos de Lisboa, a "abstracção" impressionista/expressionista que era então a regra. Os objectos e as caixas dos primeiros anos 60 ficaram de lado no itinerário, e são o começo parisiense.
Gostava que as obras do espolio da artista fossem identificadas como tal, em vez de referenciadas como "colecção particular" sem distinção de colecções privadas. O herdeiro e sobrinho Nuno Brasão depositou em 2022 316 objetos e 241 conjuntos documentais no Mudas - Museu de Arte Contemporânea da região. “O contrato em causa tem a vigência de cinco anos, renovando-se automaticamente por períodos sucessivos de um ano”.
As obras decorativas, tapeçarias e azulejos, da "fase" madeirense tardia têm uma sólida presença.
O catálogo da retrospectiva de 1992 na Gulbenkian, organizada por Lourdes Castro e Manuel Zimbro, além de Sommer Ribeiro, continua a ser a leitura de referência.
Mas é só uma primeira impressão, tenho de voltar.
O Grand Magic Circus de Jerome Savary, "Chroniques coloniales ou Les aventures de Zartan, frère mal-aimé de Tarzan", que vi na Cité Universitaire em 1971 (onde está a Lourdes?).
E fui repescar os artigos sobre a exp. no CCB sobre o grupo-revista KWY no Expresso de 2001



