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sábado, 28 de maio de 2016

2016, António Carrapato, Módulo

Módulo 

2016 


António Carrapato é um fotógrafo com uma carreira original, iniciada como fotojornalista, mas já com diversas exposições que foram mostrando o seu trabalho de autor (Museu de Évora, 2009, apresentada por Joaquim Caetano; A Pequena Galeria - esta uma mostra de grupo e itinerante, em 2013, que organizei ). 





Está agora na galeria Módulo. Alentejano, é um homem com um humor raro - e o humor é uma das marcas fortes do seu trabalho fotográfico - de que se serve com um excepcional sentido de oportunidade para dar a ver e comentar a sua região (e não só - outra das suas direcções de trabalho é intencionalmente europeia). Com a atenção muito desperta para o acaso, para o encontro imprevisto e acidental que marca muitas das suas fotografias, o que implica um muito ágil sentido de composição <o instante decxisivo>, ele constrói, de facto, séries temáticas que se assemelham a programas conceptuais. 

A opção seguida pelo comissário da mostra e pelo galerista consistiu em apresentar mais de uma centena de imagens em pequeníssimos formatos (9, 12 cm), agrupadas em conjuntos que apontam pistas de entendimento ou núcleos de trabalho. Pode não ter sido a melhor estratégia para introduzir a obra de António Carrapato no circuito dos coleccionadores de fotografia, mas esta é, por outro lado, a possibilidade de uma abordagem antológica que confirma a respectiva importância. 

Não é um jovem fotógrafo (um artista emergente, uma revelação, um nome descartável na próxima época) e não tem o apoio de uma rede suspeita, para não dizer mafiosa, que consegue, por exemplo, ocupar o Museu do Chiado com uma exposição comercial acompanhada por uma iniciativa editorial também comercial - o acesso aos dinheiros da DGPC (Património Cultural, supõem-se) assegura essas e outras facilidades. Carrapato é um artista com obra feita, que às vezes me lembra o meu fotógrafo espanhol preferido, o Cristobal Hara, que ele naturalmente não conhecia.


(...desagradado dessa opção expositiva com miniprovas - acho que fazem falta formatos razoáveis).


press:

28 maio de 2016até 28/06


António Carrapato foi durante bastante tempo fotojornalista do jornal Público, mas em paralelo foi desenvolvendo um trabalho de fotografia criativa. Conhecido num grupo mais restrito de pessoas do meio fotográfico, tem agora a sua primeira exposição antológica nesta galeria cobrindo um período desde que vai de 1985 a 2015, começando no preto e branco e prolongando-se pela cor.

A exposição tem a curadoria de José Soudo, que realizou um trabalho verdadeiramente notável na selecção e montagem das 103 fotografias que constituem a exposição. 

Encantamento é o título dado pelo curador a esta seleção do trabalho fotográfico de António Carrapato, mas passemos ao texto escrito por José Soudo para a ocasião: 


(... Vilém Flusser ) Vem tudo isto a propósito dos trabalhos, deste trabalho fotográfico em concreto, do António

Carrapato, amigo de longa data, com quem me cruzo há mais de 25 anos, pois sempre que os

“leio”, sou remetido para um estado de “ENCANTAMENTO”.


Estas séries, que nos são dadas a ver neste espaço da Galeria Módulo, carregadas de pequenas e enormes subtilezas, assim como de abordagens tão delicadas e intimistas, têm (para mim), o condão de nos evidenciar os poderes ocultos deste fotógrafo, qual mágico, para nos seduzir e inebriar, provocando sensações de embriaguez e felicidade, apenas porque lhe olhamos as imagens.


Percam o vosso tempo com elas, pois quem sabe se não é isto que o velho Flusser nos quer dizer quando afirma que …”as fotografias não têm nada de mágico porque são técnica pura, no entanto são imagéticas, porque vivem de magias...



António Carrapato, nascido em Reguengos de Monsaraz no ano de 1966, começa a sua carreira nos anos 90, a fotografar para os principais jornais portugueses.

        Em paralelo desenvolve um trabalho de autor, em que constrói uma temporalidade de     

        acasos significativos com um humor muito específico.

É no território rural do Alentejo, mas também em contextos urbanos internacionais, que utiliza a sua capacidade de observação para criar um universo visual onde a relação entre o homem e a sua envolvente revelam subtis ironias ou absurdas coincidências.


António Carrapato estou fotografia no Ar.Co e apresenta um curriculum de exposições colectivas apreciável de que poderemos destacar Aldeias Gémeas, Museu da Aldeia da Luz (2013), Riso, Fundação EDP (2012), Nós, Museu de Évora (2009). Recentemente figurou na exposição intitulada Grupo de Évora com curadoria de Alexandre Pomar ,que se iniciou na Pequena Galeria em Lisboa e depois circulou por Sines (Centro Cultura Emérito Nunes) e Évora (Palácio D.Manuel) durante o ano de 2013.


A obra fotográfica de António Carrapato encontra-se em várias publicações como Planeta Ovibeja(2008, Arte na Fundação Luso-Brasileira(2007) e Extensão do Olhar, Uma antologia visual da fotografia portuguesa contemporânea (2005) da Fundação PLMJ.


domingo, 29 de setembro de 2013

Sines, Grupo de Évora - reportagem II

Encerrada a 28 de Setembro, depois de ter sido apresentada, em diferentes configurações, em Évora (Palácio D. Manuel) e em Lisboa, na Pequena Galeria:




António Carrapato
e abaixo, David Infante
representado pela galeria Módulo

sexta-feira, 26 de julho de 2013

António Carrapato na Aldeia da Luz


Duas fotografias feitas por António Carrapato na Aldeia da Luz, em 1993 e 2003, estão em Sines, no Centro Cultural Emmerico Nunes, na exposição "Grupo de Évora" (e estiveram antes em Lisboa e em Évora, em anteriores edições da mesma mostra). Daí partiu o Museu da Luz para uma exposição alargada que reúne uma produção realizada em visitas sucessivas ao longo dos anos. Por exemplo:
2003
2008

quarta-feira, 10 de julho de 2013

“GRUPO DE ÉVORA” AGORA EM SINES




Centro Cultural Emmerico Nunes
12 Julho - 28 Setembro

Fotografias
António Carrapato, João Cutileiro, Pedro Lobo, José M. Rodrigues + David Infante

Já existiram vários Grupos de Évora, mas neste caso em que se trata de fotografia o grupo não existe, ou melhor, só passou a existir por efeito de uma exposição que se inaugurou em Lisboa, seguiu depois com o nome “4 em Évora” para esta cidade, e está agora em Sines numa nova configuração.

A exposição junta cinco fotógrafos que residem e trabalham em Évora, um deles mais conhecido como escultor, mas que há muito pratica a fotografia. Quatro deles foram  reunidos numa recente exposição d'a Pequena Galeria sob a designação “Grupo de Évora” que assinalou a circunstância de existirem várias obras de grande qualidade que partilham a luz do mesmo lugar, ao mesmo tempo que interrogava essa coincidência, acidental ou talvez não. Entre eles não existiam cumplicidades de trabalho nem qualquer rede de relações comuns, e alguns dos quatro, cinco agora, não se conheciam pessoalmente antes de serem desafiados a associarem os seus trabalhos. Mas sendo a cidade fértil quanto ao surgimento de artistas e iniciativas colectivas (1) importava dar a ver, fotograficamente, esta concentração excepcional, ou única no país, de talentos e de carreiras confirmadas.

Grupo d'Évora no Público (8 de Maio)

por Sérgio Gomes, do Público (#2, Revista,  8 de Maio, pág. 36-39) 

http://artephotographica.blogspot.pt


A Pequena Galeria juntou o Grupo d"Évora, fotógrafos que estavam juntos sem o saber

Damos o primeiro passo e, sem aviso prévio, encontramos logo o riso e a chalaça visual (António Carrapato). Damos outro passo e somos invadidos pelo cheiro a sacristia, cercam-nos os santos, bamboleiam os altares a cair de podre (Pedro Lobo). Um passo para a direita e vemo-nos ao espelho através de um patchwork de retratos pouco vistos no álbum de família da cultura portuguesa (João Cutileiro). Outro passo mais para a esquerda e somos armadilhados pelo jogo sedutor das imagens duplas (José M. Rodrigues). Já no fim, ao quinto passo, voltamos ao início, à fotografia alegre e divertida (Carrapato) e também aos tons de roxo, ao odor a cera e... ao Senhor dos Passos (Lobo).

Mas isto é um grupo? É - o Grupo d"Évora que, sem saber, já existia. Quem os juntou foi Alexandre Pomar para a terceira exposição na Pequena Galeria, em Lisboa, que pretende tão simplesmente reunir fotógrafos que gravitam em torno daquela cidade alentejana mas que têm um olhar muito para lá da geografia. "A ideia foi dar a conhecer um núcleo de fotógrafos de carreira excepcional que não tinha uma dinâmica de grupo. Acontece que Évora já teve uma grande dinâmica de grupos de artistas e por isso achei interessante juntá-los pegando num título que já vem de trás", explica Pomar.

A mescla de estilos, formatos e famílias fotográficas de Grupo d"Évora (até 11 de Maio) é grande, diversidade que o comissário transformou num desafio de montagem nas paredes altas da Pequena Galeria que tem um espaço expositivo que se percorre em breves cinco passos (mais coisa menos coisa). Alexandre Pomar vê esta limitação como uma mais-valia, já que implica mostras com trabalhos de dimensões reduzidas, o que, em regra, também faz baixar os preços (aqui começam nos 100 euros). Pedro Lobo costuma expor o seu trabalho em grandes formatos, mas para esta exposição foi obrigado a repensar as imagens da série In Nomine Fidei, trabalho sobre a decrepitude de espaços e objectos religiosos que o levou a procurar molduras antigas que ditaram novos reenquadramentos (cada trabalho é por isso um objecto único).

Tentando contrariar uma tendência de "usa e deita fora" de muitas galerias que trabalham na área da fotografia de novos autores, Pomar sublinha a importância de mostrar o trabalho menos conhecido de nomes já firmados. Como o de João Cutileiro, dono de um acervo de retratos da cena cultural portuguesa pouco vistos em público. Cutileiro (que nem quer ouvir falar em séries numeradas) optou por mostrar impressões a jacto de tinta feitas na sua impressora caseira. José Manuel Rodrigues, por seu lado, revela uma série de fotografias inédita (água, paisagem e auto-retrato), instaladas com papel vegetal por cima, também ele impresso com imagens da sua autoria. De António Carrapato (colaborador do PÚBLICO) mostra-se uma faceta autoral rara em Portugal: a do humor, da fantasia e do divertimento. Porque rir nunca foi tão preciso.

Da série In Nomine Fidei
© Pedro Lobo

Évora, 2010
© António Carrapato

Gérard Castello Lopes, 1962, Praia da Salema - Algarve
© João Cutileiro

Viana do Alentejo, 2-17-2012, 1h31
© José M. Rodrigues

domingo, 7 de julho de 2013

A seguir SINES

12 de Julho, inauguração às 21h, Centro Cultural Emmerico Nunes


Quatro fotógrafos com carreiras diferentemente extensas e reconhecidas que foram associados para a exposição sob uma designação já usada com frequência por artistas nascidos ou a trabalhar em Évora. Ou seja, o Grupo não existia nem passou a existir, e vários dos fotógrafos nem se conheciam pessoalmente. 
Há outros fotógrafos activos e reconhecidos em Évora, mas a escolha foi esta:
Com o escultor João Cutileiro, também fotógrafo desde os anos 50 (expôs fotografias pela 1ª vez em 1961, publicou em 1971 fotos de 1959 e 1963 - Cutileiro fotógrafo ); o "consagrado" José M. Rodrigues, Prémio Pessoa; o brasileiro de longa obra e itinerância Pedro Lobo e o fotojornalista António Carrapato, 

e agora também
com David Infante (col. Galeria Módulo)

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 Évora, Palácio da Galeria, 17 de Maio a 8 de Junho: "4 em Évora" 

ver: 4 em Évora / Grupo de Évora // “ÉVORA GROUP” / “4 IN ÉVORA”

 




 

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A Pequena Galeria, Lisboa ( 26 de Abril a 11 de Maio )





domingo, 19 de maio de 2013

"4 in ÉVORA"

“ÉVORA GROUP” / “GRUPO DE ÉVORA”
a Pequena Galeria, Lisboa (de 26 de Abril a 11 de Maio, 2013)

“4 IN ÉVORA” / “4 EM ÉVORA”
Palácio D. Manuel, Évora (de 17 de Maio a 8 de Junho)

Fotografias de / Photographs by António Carrapato, João Cutileiro, Pedro Lobo. José M. Rodrigues

IMG_6280(Pedro Lobo)

The exhibition gathers four photographers who reside and work in Évora, one of whom is better known as a sculptor, although he has long been involved in photography. They were brought together in Lisbon, for an exhibition at the “Pequena Galeria”, under the name “Grupo de Évora” (Évora Group); an opportunity for the simultaneous recognition of four bodies of work of great importance and varying visibility, that share the light of the same city. There are not, amongst all of them, complicities of work , nor do they share a common network of relations; some of them didn’t know each other personally before they were presented the challenge of congregating their work. But, in a city that has been fertile when it comes to the emergence of artists and collective initiatives, an exceptional - even unique, in the whole of the country - concentration of talents and established careers in photography also arose.

sábado, 18 de maio de 2013

"4 em Évora"

Inaugura hoje no Palácio D. Manuel, em Évora, em versão alargada.  António Carrapato, João Cutileiro, Pedro Lobo e José M. Rodrigues, com mais obras de cada um.

a PEQUENA GALERIA em itinerância e em maior formato.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Grupo de Évora, no Expresso e no Público

 Jorge Calado, Expresso, Actual, 4 Maio 2013





Público, 2, Revista, pág. 36


Pág. 38, tx de Sérgio B. Gomes, fotos de José M. Rodrigues (auto-retrato) e João Cutileiro (retrato de Gérard Castello Lopes)
Pág. 39. Pedro Lobo I e II, em baixo António Carrapato.

quinta-feira, 21 de março de 2013

a pequena galeria em 2013

Inaugurada em 21 de Março de 2013



realizou ao longo do ano (dez meses) doze exposições ( onze de fotografias e uma de gravuras associada a um leilão ); das exposições de fotografia foram quatro colectivas (três Salões e uma colectiva do acervo), duas mostras de grupo e cinco individuais. As duas mostras de grupo foram apresentadas também em Évora e Sines, uma delas, e a segunda noutro espaço de Lisboa. Apresentou obras de x fotógrafos

Salão #1 (Inauguração), até 31 de Março

  • Expuseram-se obras de Ágata Xavier, António Júlio Duarte, Carlos M. Fernandes, Carlos Oliveira Cruz, Céu Guarda, Filipe Casaca, Guilherme Godinho, Jordi Burch, José Cabral, José M. Rodrigues, Mário Cravo Neto, e também de António Almeida, Augusto Cabrita, Silva Nogueira e vários autores anónimos.





Foto de Luís Pereira ( http://www.imagemfix.blogspot.pt/)

António Júlio Duarte, Shangai #379, 2002