
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
AS COMPRAS “DO ESTADO” DESDE 1976. (4) A COLECÇÃO SEC DESTINADA A SERRALVES, E DEPOIS DE 2019

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
JULIO POMAR e a GALERIA 111 (4) : ANOS 2000
2002. 19 fev : OS TRÊS EFES - fábulas, farsas e fintas
obras de 1996 a 2002, com um desdobrável e a edição do livro "Apontar com o dedo o centro da terra " com texto de António Lobo Antunes, ed. D. Quixote / Galeria 111 (lançamento a 21 fev.).

2013, 12 jan. ATIRAR A ALBARDA AO AR, pinturas e desenhos.
Exp. proposta por Alexandre Pomar, vinda da Árvore, Porto, 2012, por ocasião do Prémio Casino do Estoril (a qual foi acompanhada pela edição de um catálogo e do livro, textos de Laura Castro) e da realização do filme "Só o teatro é real" Um filme de Tiago Pereira sobre Júlio Pomar, produção da Fundação Júlio Pomar com música de Ricardo Jacinto.
Júlio Pomar : atirar a albarda ao ar / org. Árvore-Cooperativa de Actividades Artísticas ; coord. Laura Soutinho ; comis. e texto Laura Castro.
https://www.rtp.pt/noticias/cultura/julio-pomar-atira-a-albarda-ao-ar-em-lisboa_v624936
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No livro que assinalou os 50 anos da 111 (1964-2014), um pequeno texto dedicado a Manuel de Brito abre o volume.
30.10.2014
Se Manuel de Brito não tivesse existido não seria fácil inventar um outro igual, ou pelo menos, a ele semelhante.
A chave do seu indiscutível êxito está em que Manuel de Brito era tão bom conhecedor do meio que o viu nascer e em que cresceu que, como a história o provou, não se viu segundo.
Tímida e pouco informada a sociedade portuguesa (da época?) não era naturalmente propícia a que lhe pusessem em causa hábitos e convicções.
As mãos e os olhos, conjuntamente hábeis, que o instinto de Manuel de Brito soube usar, foram a alavanca do êxito.
Usei a palavra alavanca levado pela voga que hoje lhe dão, mas logo me apetece recusá-la por inadequada: em vez de alavanca, termo que me soa de modo demasiado brutal, assaz mecânico, prefiro evocar a habilidade de Manuel de Brito, qualidade que na gíria das famílias da época se usava aplicar aos artistas.
Assim se poderia dizer (e ele bem gostaria de o ouvir) que na sua época Manuel de Brito foi um artista.

Mais tarde a Gal, 111 deixou de referir J. Pomar entre os artistas da galeria, sem ter havido uma ruptura comunicada. A decisão resultava de questões de exclusividade devido à realização de exposições noutras galerias, de desenhos e azulejos: a Gal. 111 não se interessava pela comercialização de desenhos, mas reagiu às outras exposições em galerias.
2001: QUELQUES DESSINS (1965-1988), Gal. Flora J, Paris, catálogo tx de Lydia Harambourg e JP (extractos) / ALGUNS DESENHOS, Gal. Valbom (2003)
2002: TROIS TRAVAUX D'HERCULE ET QUELQUES CHANSON RÉALISTES, Gal. Patrice Trigano, Paris, cat. com tx de Pierre Cabanne
2003: DESENHOS PARA GUERRA E PAZ, Gal. João Esteves de Oliveira, catálogo.
2004: MERIDIENNES-MERINDIENNES, Gal Patrice Trigano, cat tx de Marcelin Pleynet
2004 FABLES ET FICTIONS, esculturas (em bronze) e as suas fotografias por Gérard Castelo Lopes, Gal. Le Vion Bleu, Sidi Bou-Said, Tunísia, catálogo
2009: 9 avril - 9 mai, NOUVELLES AVENTURES DE DON QUIXOTTE ET TROIS (4) TRISTES TIGRES, Gal. Patrice Trigano, desdobrável
2008, nov,. Desenhos para Dom Quixote de la Mancha, Gal. João Esteves de Oliveira, cat. com tx do artista e J. esteves de Oliveira
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Na 111 em 2016 "Júlio Pomar e Vítor Pomar - Ver o que salta aos olhos", exp. proposta por Vítor Pomar 30 de junho a 09 de setembro de 2016
https://111.pt/wp-content/uploads/2016/07/Press-realese-Julio-Pomar-e-Vitor-Pomar.pdf
sábado, 17 de janeiro de 2026
VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 6: pretos e brancos
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
JULIO POMAR e a GALERIA 111 (3) Anos 1980 e 1990
3. JP e a 111 - ANOS 80. Depois de 1985: 1989 e 1990 (as séries brasileiras)
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 4 : NATIVOS
Sem se tratar de um levantamento etnográfico programado ou metódico, tanto quanto se percebe pelo acervo que deixou - sempre em chapas de vidro, aqui impressos por Roberto Santandreu a partir dos negativos integrais -, Veloso de Castro fotografou lugares e grupos indígenas, à margem, mas no ambiente, das suas responsabilidades militares. É um observador interessado, atento aos usos locais, onde os registos em pose, mesmo quando são frontais, nunca têm a rigidez hierática e submissa da então habitual fotografia etnográfica e antropométrica. A composição recusa a simetria e a imobilidade obrigatória das figuras, na necessária posição de autoridade, apesar de ter de empregar sempre o tripé e de encenar ou imobilizar os "figurantes", mas aceitando movimentos e imprevistos. A última destas imagens é um raro instantâneo.
Divergindo dos "levantamentos" anteriores (Cunha Moraes e Serpa Pinto) e seguintes, já dos anos 30 (a Missão Suíça de 1932-33 editada em 1934 pelo Museu de Neuchâtel, Fernando Mouta 1934, Elmano da Cunha e Costa (1933-29), as fotografias não incidem sobre o "primitivismo" e a "rudeza" dos indígenas, não objectificam os corpos e as figuras. Pelo contrário parecem resultar da curiosidade e da empatia estabelecida com os seus modelos. Não fotografa o "gentio", os cafres, e percebe-se que o enquadramento militar (as "campanhas de pacificação") estabelecia uma relação mais digna e correcta do que o que se reconhece nos meios das missões ou dos agricultores colonos. Depois de os sobas prestarem vassalagem, as relações de trabalho parecem seguir com préstimo para as duas partes. Não conheço outras fotografias assim.
É um artista, um amador, e um militar, e um colonial. É assim que fotografa.
Ver a seguir nº 5 O Trabalho e depois os colonos, famílias mistas
"Celeiros do Libôlo - Dala Cachibo" 1908 (neg. 80x 101mm)
"Dala Cachibo - Tipos Libôlo", 1908 (81x106mm). Junto ao celeiro, provável família polígama
"Entrada de uma casa indígena" 1912 (neg. 87x120mm) - é certamente a casa de um feiticeiuro
cemitério indígena usando vasos e recipientes europeus
Dois sobas com as suas famílias
"Soba Cachiga e outros importantes", 1908 (neg. 81x111mm) com soldados nativos e um graduado negro, mais um oficial branco
"Mucusso - Mulheres do Baixo Cubango" 1910 (neg. 86x115mm)

VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 3 : OS RETRATOS
O retrato na obra de Veloso de Castro, numa brevíssima amostra diversificada.
Os auto-retratos não só actos narcísicos, é evidente a ambição de se afirmar como artista







































