coisas várias, artes (plásticas, fotográficas e comestíveis), escritos, promoções e embirrações
quarta-feira, 15 de julho de 2026
2025, AS COMPRAS “DO ESTADO” DESDE 1976. (4) A COLECÇÃO SEC DESTINADA A SERRALVES -- E DEPOIS DE 2019
sexta-feira, 27 de março de 2026
João Francisco, "Paredes de Papel" em Torres Vedras, "um jardim"
João Francisco em Torres Vedras: "Paredes Pintadas", duas instalações de pintura em salas da Fábrica das Histórias - Casa Jaime Umbelino. (02/10/25)
27 set. a 28 março 2026
Aqui, "Sem título - um jardim", 2025, tinta acrílica sobre papel, a ocupar todas as paredes:

"Este fantástico e raro prato chinês (em porcelana Kraak e possivelmente do séc. XVII) apresenta na decoração do seu painel central um jardim onde, rodeada por plantas, uma ave pousa numa estranha estrutura, quase uma escultura modernista. Esta "estrutura" representa na realidade, embora com alguma fantasia, uma pedra Gongshi, pedras com formas bizarras que eram apreciadas pelos eruditos chineses pelas suas qualidades estéticas e usadas em exercícios de contemplação e meditação.
O que encontramos na segunda sala é então, à imagem desta deliciosa imagem pintada em porcelana, "um jardim"."
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É o que se pode chamar pintura expandida, onde a "imitação" de papel de parede não se repete como padrão, antes se mostra como um jardim contínuo onde árvores e arbustos circundam o espaço sobre uma faixa de terra na qual se acumulam como restos objectos variados, pedras e folhas secas, livros e cartas de jogar, um caderno desenhado, meia caveira animal, uma sapatilha, etc. e também um auto-retrato pintado. Outro encontra-se numa árvore do painel central, entre janelas, acompanhado por retratos que o têm acompanhado em diferentes pinturas (Gauguin é o mais evidente, outros a identificar).
E nas árvores à volta há flores, fitas coloridas e pássaros pintados, por vezes acompanhados por outros empalhados, juntando peças das suas colecções às que pertenceram ao proprietário da casa, Jaime Umbelino.
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Passando do quadro à instalação de pintura, J.F. prossegue com o papel de parede ou "Parede de papel" a exploração que antes passou pela referência à tapeçaria "mille-fleur" (gal. 111 2018) e por outras árvores pintadas (Sintra 2022)
"mille-fleur" (gal. 111 2018)
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
JULIO POMAR e a GALERIA 111 (4) : ANOS 2000
2002. 19 fev : OS TRÊS EFES - fábulas, farsas e fintas
obras de 1996 a 2002, com um desdobrável e a edição do livro "Apontar com o dedo o centro da terra " com texto de António Lobo Antunes, ed. D. Quixote / Galeria 111 (lançamento a 21 fev.).

sábado, 17 de janeiro de 2026
VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 6: pretos e brancos
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
JULIO POMAR e a GALERIA 111 (3) Anos 1980 e 1990
3. JP e a 111 - ANOS 80. Depois de 1985: 1989 e 1990 (as séries brasileiras)
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 4 : NATIVOS
Sem se tratar de um levantamento etnográfico programado ou metódico, tanto quanto se percebe pelo acervo que deixou - sempre em chapas de vidro, aqui impressos por Roberto Santandreu a partir dos negativos integrais -, Veloso de Castro fotografou lugares e grupos indígenas, à margem, mas no ambiente, das suas responsabilidades militares. É um observador interessado, atento aos usos locais, onde os registos em pose, mesmo quando são frontais, nunca têm a rigidez hierática e submissa da então habitual fotografia etnográfica e antropométrica. A composição recusa a simetria e a imobilidade obrigatória das figuras, na necessária posição de autoridade, apesar de ter de empregar sempre o tripé e de encenar ou imobilizar os "figurantes", mas aceitando movimentos e imprevistos. A última destas imagens é um raro instantâneo.
Divergindo dos "levantamentos" anteriores (Cunha Moraes e Serpa Pinto) e seguintes, já dos anos 30 (a Missão Suíça de 1932-33 editada em 1934 pelo Museu de Neuchâtel, Fernando Mouta 1934, Elmano da Cunha e Costa (1933-29), as fotografias não incidem sobre o "primitivismo" e a "rudeza" dos indígenas, não objectificam os corpos e as figuras. Pelo contrário parecem resultar da curiosidade e da empatia estabelecida com os seus modelos. Não fotografa o "gentio", os cafres, e percebe-se que o enquadramento militar (as "campanhas de pacificação") estabelecia uma relação mais digna e correcta do que o que se reconhece nos meios das missões ou dos agricultores colonos. Depois de os sobas prestarem vassalagem, as relações de trabalho parecem seguir com préstimo para as duas partes. Não conheço outras fotografias assim.
É um artista, um amador, e um militar, e um colonial. É assim que fotografa.
Ver a seguir nº 5 O Trabalho e depois os colonos, famílias mistas
"Celeiros do Libôlo - Dala Cachibo" 1908 (neg. 80x 101mm)
"Dala Cachibo - Tipos Libôlo", 1908 (81x106mm). Junto ao celeiro, provável família polígama
"Entrada de uma casa indígena" 1912 (neg. 87x120mm) - é certamente a casa de um feiticeiuro
cemitério indígena usando vasos e recipientes europeus
Dois sobas com as suas famílias
"Soba Cachiga e outros importantes", 1908 (neg. 81x111mm) com soldados nativos e um graduado negro, mais um oficial branco
"Mucusso - Mulheres do Baixo Cubango" 1910 (neg. 86x115mm)

VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 3 : OS RETRATOS
O retrato na obra de Veloso de Castro, numa brevíssima amostra diversificada.
Os auto-retratos não só actos narcísicos, é evidente a ambição de se afirmar como artista





































