Manuel Brito nos 20 anos da Galeria 111
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
1984, a GALERIA 111 por MANUEL DE BRITO: 20 anos
sábado, 15 de julho de 1995
1984, 1995, René Bertholo, índice
René Bertholo 1984 -
1984 Abril
08 - «O jogo das memórias de René Bertholo», DN
14 - «René Bertholo: num quadro há milhões de histórias», entrevista, «Expresso Revista», 14-IV-84.
14 - «O regresso» (R. Bertholo e os outros), «Esta semana», crónica , DN
«René Bertholo», «Expresso Revista», 7-IV-84 e 21-IV-84.
«René Bertholo», «Expresso Revista», 23-IV-88 e 14-V-88.
«René Bertholo», «Expresso Revista», 23-V-92.
«Anos 60/Anos 90», «Expresso Cartaz», 13-VIII-94.
«Contramundos», «Expresso Cartaz», 15-VII-95. - #
«René Bertholo», «Expresso Cartaz», 17-II-96 e 9-III-96. - #
«A máquina de pintar», «Expresso – Cartaz», 14-XI-98. - #
«René Bertholo», «Expresso Cartaz», 17-X-98. - #
RENÉ BERTHOLO
Palácio Galveias - 17-02- 1996
Depois das
últimas exposições no Porto, a pintura de R.B. volta a poder ver-se em
Lisboa, por iniciativa da galeria Fernando Santos, numa situação em que a
sua obra atravessa algumas renovadas direcções temáticas e
construtivas, na sequência da passagem de Paris para o Algarve.
Entretanto, é uma abordagem retrospectiva que continuará a aguardar-se,
conhecida a originalidade com que a sua obra se inscreveu na corrente da
figuração narrativa dos anos 60 e o sólido percurso posterior pelos
objectos mecânicos e pelo «retorno» à pintura. Ainda que a sua produção
se encontre disseminada por colecções de vários países, o que torna o
projecto particularmente complexo para a preguiçosa rotina das
instituições, há que pôr à prova a respectiva competência... e também o
seu sentido das responsabilidades.
09-03-1996
Em cada quadro há milhares de histórias, disse R.B.
numa velha entrevista. O pintor não as «conta»: oferece-nos, pintura a
pintura, a possibilidade de fazer de cada personagem, revisitado ou
inédito (os «mal-educados», os marcianos, o coelho de Alice revisto por
Dacosta, a Abelha Maia a filha de Costa Pinheiro, os pássaros-aviões),
de cada objecto ou lugar, «reais» ou inventados, o suporte de um jogo
infindável de efabulações e reencontros. É um outro universo, de R.B. e
nosso, que vamos ganhando, devorador de outros universos de fábula e de
história, onde, por exemplo, o feijoeiro mágico é árvore da vida, coluna
sem fim e pintura de motivos vegetais — natureza morta ou viva? — como
há muito não se via. É de inventividade da pintura que se trata, e R.B.,
que fragmenta as composições com uma nova eficácia, que experimenta
inéditas aplicações da cor (as «quadricomias») e a ampliação da escala
das figuras, que retoma com outro fôlego alguns temas já experimentados
(«o quarto da Torre») e alarga a dimensão imaginária, surreal, da sua
obra, está num momento particularmente feliz da sua pintura. A
exposição, em últimos dias, reapresenta telas já expostas recentemente
no Porto («Cartaz», 15-07-95) e acrescenta novas obras.
René Bertholo
Centro Cultural da Gandarinha, Cascais
17-10-1998
Pinturas
recentes, de 1996-98 (e não «mais ou menos recentes», que tem outro
sentido no texto de apresentação de Carlos França para o livro editado).
A uma primeiro olhar poderia estar-se perante uma simples continuidade
de trabalho, reconhecendo-se a retoma de soluções de composição
experimentadas (a construção do quadro com dois, três, quatro ou mais
espaços repetidos, com referência à estrutura da BD e também a Magritte)
ou a presença de personagens e elementos figurativos «já vistos». De
facto, a pintura de R.B. atravessa uma «fase» em que o aparente reciclar
de materiais explode com uma imprevisível liberdade imaginativa,
convocando todas as suas memórias para as reinvestir com mais energia e
sentido do risco, no ensaiar de novas situações enigmaticamente
narrativas (Malabarismos, O Diabo, a Pára-Quedista, Etc., Plantas
Locais). O espaço cenográfico desaparece por completo, ao mesmo tempo
que a escala dos personagens aumenta (por exemplo, A Heroína, herdada de
O Capuchinho Vermelho?, de 94; Sem Sombra de Dúvida e Oh Céu de Agosto,
afastando-se aqui da estratégia da acumulação e do horror ao vazio), ou
que as construções em fragmentos sucessivos se interpenetram com uma
crescente complexidade. Entretanto, é também a fórmula da «quadricomia»
que é radicalizada, usando, no limite, apenas as cores azul e vermelho,
numa prática da pintura que se diverte com a redução dos seus meios sem
se autolimitar no poder de questionar o quotidiano com a irrupção do
sonho. (Até 25)
sábado, 14 de abril de 1984
1984, René Bertholo, Entrevista, Expresso
sexta-feira, 8 de maio de 1981
Encontros de Coimbra 1981-84 a 2003: sumário
08/09/2024
Encontros - Coimbra - sumário
Registo (provisório)
Encontros de Coimbra
1981: 2ª ed. - Programa, 8 a 17 Maio: Nozolino (exp. e workshop) + Molder (exp.) + A. Sena (2 comunicações, uma com Nuno Félix da Costa), etc. Alice Gentil Martins, Paul Hill, Gilles Mora, F. Pernes, A. Pedro Vicente, Manuel Miranda. Artigo de A. Sena no JL, "Coimbra é uma lição", 26 Maio
1982: 3ª ed. - Programa 7 a 16 de Maio: José M. Rodrigues + Perspektief / Ether & Ant. Sena: "Lisboa" e comunicação / José Reis / Luís Pavão // Floris Neususs, Gilles Mora, Ernesto de Sousa, João Bafo, Manuel Miranda, etc.
1983: 4ª ed. - Programa 7 a 15 Maio (1). Exp. "Lugar implícito" c/ Paul den Holander e outros, org. José Rodrigues e Perspektief / Plossu, por Gilles Mora / Strategies/Estratégias, c/ R. Gomez-Perez, Paul Graham, Karen Knorr, Martin Parr/Bad Weather e outros (cat.) / colect. port. (2) Catálogo com grafismo Manuel Miranda, "supervisão da foto-mecânica por Ether", Litografia Tejo. (3) Workshops. (4) Dossier de imprensa
"Nozolino respondera em 1980 a um concurso de apreciação de portfolios para um projecto de encomendas que se expôs sob o título «Quatro Olhares sobre Coimbra». Uma iniciativa da Comissão de Turismo local negociada com o Centro de Estudos de Fotografia da Associação Académica substituiu-se então aos tradicionais concursos salonistas e permitia lançar um programa de mais exposições. Os 1ºs Encontros descobrem Nozolino, que regressara há pouco a Portugal depois de estudar no London College of Printing, mas, como hoje se pode entender vendo as fotografias, é a sua presença que lhes assegura imediata projecção e consequências.
Regressa no ano seguinte com uma exposição individual, numa edição em que Jorge Molder também já está presente. Na terceira edição (82) comparece José Manuel Rodrigues, e António Sena apresenta o livro Lisboa Cidade Triste e Alegre, relançado pela Ether.
Em 83, expõem Bernard Plossu e Paul den Hollander, este num grupo holandês apresentado por J. M. Rodrigues, começando a ultrapassar-se a dependência do circuito das embaixadas graças a uma rede de contactos internacionais que se sustenta na projecção alcançada em especial por Nozolino. Na sequência dos «Olhares sobre Coimbra», Albano Silva Pereira expõe nessa quarta edição; em 1986 assumirá a direcção dos Encontros (os 7ºs), sucedendo a um colectivo de que o elemento mais constante fora Manuel Miranda.
in "Coimbra", CAV, 2003
1984
1986: 7ª ed. - Catálogo: Col. Graham Nash / André Gelpke (W) / Max Pam + Molder* e J. Martins + Homen. a Augusto Cabrita (ndia e Macau anos 60) + Blossfeldt/Fontcuberta* (W) + Didier Morin (W) + Brancusi + Os fotógrafos do Centro (M.Miranda, Vital Moreira e outros). Director: Albano Silva Pereira + Graf. e montagem: M. Miranda + Resp. visual: Delfim Sardo. Consultores: * + P. Salaun (W) e J. Schmidt (C)// Desdobrável: exposições, workshops (W) e comunicações (C) (5-15 Nov.)
1987: 8ª ed.: Alvarez-Bravo, D. Michals, Neal Slavin, W. Wenders; Plossu, Fontcuberta, Rudolph Schafer
ver. apresentação prévia (roteiro) por A. Sena, Expresso Revista 7 Nov. "Fotografia: 4 encontros em Coimbra", p. 70-71R.
...
1994: 14ª ed. - Itinerários de fronteira" Pub. +
1994: Jardim do Paraíso no CCB - nota
1995: Norte, desnorte
1996: 16ª ed. - "Língua Franca" / Lehnert & Landrock / Pierre Verger ("Vozes de África")
...
2003: Centro de Artres Visuais, CAV - abertura e exp. retrospectiva "Coimbra"
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