Kerry James Marshall: no Musée d'Art Moderne de Paris de 18 de setembro de 2026 a 24 de janeiro de 2027
ZURBARAN
7 Oct 2026 - 25 Jan 2027, Louvre
TINTORETO
11 set a 24 jan, Jacquemart-André
coisas várias, artes (plásticas e comestíveis), escritos, promoções e embirrações
Kerry James Marshall: no Musée d'Art Moderne de Paris de 18 de setembro de 2026 a 24 de janeiro de 2027
ZURBARAN
7 Oct 2026 - 25 Jan 2027, Louvre
TINTORETO
11 set a 24 jan, Jacquemart-André
€79.950 pelo varão de roupa usada?
€40.000?
2.
"ALGUÉM ESTÁ METER A UNHA NAS COMPRAS DO ESTADO (do Estado da Sandra).
Pancho Guedes [Lisboa, 1925 - Joanesburgo, África do Sul, 2015]
"Família vegetal", 1974 / "A força do seu olhar", 1996 / "Um navio aborigene", 2005
Guache sobre papel, 51 x 73 cm / Acrílico sobre tela, 50 x 40 cm /
Tinta-da-china sobre papel, 21 x 30 cm
Valor de aquisição: €41.032
Maria José Aguiar (Barcelos, 1948)
Festas das cruzes, 1974
Óleo e acrílico sobre tela, 160 x 130 cm
Valor de aquisição: €40.000
A Comissão para Aquisição de Arte Contemporânea 2025/2026, escolhida pela directora da chamada Colecção do Estado. https://colecaodoestado.pt/missao/caac/
Em 2025 a MMP, através da Comissão para a Aquisição de Bens Culturais para os Museus e Palácios (CABC), integrada por cinco directoras/es, adquiriu 16 obras para oito entidades/equipamentos no valor de 650 mil euros.No mesmo ano de 2025, a Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea (CACE) gastou 780 mil euros (58 obras de 35 artistas), para além de haver avultadas contribuições para Serralves e o chamado MAC/CCB, mais os apoios da DG Artes que alimentam coisas e diversões sem sentido público, mais bienais e outras extravagâncias - e o panorama fragiliza-se e adoece com tanta intervenção oficial. Entretanto o MNE não tem meios para se impor e o MAP, ali em Belém, está parado: seriam dois pólos de atracção (a atratibilidade em burocratês) em Lisboa.
À margem destas comissões e orçamentos, Foi aprovada a atribuição ao MAC/CCB de uma verba anual de 500 mil euros para aquisições de obras.
A Fundação Centro Cultural de Belém (FCCB) e o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, através do Fundo de Fomento Cultural, assinaram ontem o protocolo que estabelece uma linha de financiamento anual de 500 mil euros destinada à aquisição de obras de arte para a coleção do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB). A decisão, aprovada em Conselho de Ministros, permitirá ao Museu do CCB reforçar a construção de um núcleo patrimonial próprio e desenvolver uma política de aquisições consistente consolidando assim a sua projeção nacional e internacional. (...) Nuria Enguita anunciou ainda a constituição da comissão de aquisições do CCB, presidida pela Diretora Artística do MAC/CCB e composta por Amanda Carneiro, curadora no MASP — Museu de Arte de São Paulo e curadora da Bienal de São Paulo de 2027, François Quintin, diretor da Collection Lambert, em Avignon, Antónia Gaeta, curadora e produtora independente, e Marta Mestre, curadora do MAC/CCB. (Artecapital)
Quase todos os artistas adquiridos são anónimos (nem emergentes, nem promessas). Quase todas as obras são irrelevantes, gratuitas (mas caras). Quase todos os valores são absurdos e feitos à margem do mercado, são especulativos sem haver procura (como se constituem os preços?, e a favor de quem, autores ou intermediários?). Todos ou quase todos os membros do júri são irresponsáveis, convidados aleatórios que nada representam. As aquisições do Estado e a respectiva "colecção" nunca foram tão aberrantes, abaixo de arbitrárias.
Pancho Guedes [Lisboa, 1925 - Joanesburgo, África do Sul, 2015]
"Família vegetal", 1974 / "A força do seu olhar", 1996 / "Um navio aborigene", 2005
Guache sobre papel, 51 x 73 cm / Acrílico sobre tela, 50 x 40 cm /
Tinta-da-china sobre papel, 21 x 30 cm
Valor de aquisição: €41.032
Maria José Aguiar (Barcelos, 1948)
Festas das cruzes, 1974
Óleo e acrílico sobre tela, 160 x 130 cm
Valor de aquisição: €40.000
"Fiel a uma conceção de arte como intervenção cívica, a obra em análise apresenta uma crítica à burguesia e ao conceito de família, recorrendo à representação de uma fotografia de retrato doméstico segundo os estreitos cânones formais oitocentistas."
Margarida Correia
05/18/2007 (no Blog Typepad, depois Wordpress, agora Blogspot)
Com Edgar Martins, com Brígida Mendes, com Margarida Correia, e outros haverá, muitas das fotografias de novos autores portugueses estão a ser feitas fora de portas. Importa agora a terceira, com uma primeira exposição na Galeria 111, "Things", depois da presença forte na Monumental em 2006, com "Saudade", onde tinha sido também possível consultar o prometedor catálogo de "Gueiko e Maiko", de uma exposição em Torres Vedras.
A partilha de espaços de escrita <no Expresso>tinha então adiado um primeiro comentário, e agora confirma-se que se consolida a coerência do trabalho e a continuidade dos processos e projectos, com a variação suficiente para se tratar de um aprofundamento de direcções. A revisão do percurso pode fazer-se em https://www.margaridacorreia.com/
Living room I, 2006, C-Print (74 x 94 cm)
Tratava-se então (2006) de uma série de trípticos ou de composições triplas, onde constavam uma fotografia familiar recuperada, em geral cena ou retrato de grupo; o registo isolado e objectivo, actual, de um objecto reconhecível nessa primeira imagem, quase sempre uma peça de vestuário (ou chapéu, óculos), e de um retrato contemporâneo de alguém que usa esse mesmo objecto. Nesse jogo de reconhecimentos abria-se um trânsito entre épocas, gerações, gostos ou modas vestimentares, mas era também o retrato contemporâneo, em condições de encenação e cumplicidade com o fotógrafo, que se afirmava como género, ou como problematização de uma prática. De uma adivinhada circulação familiar (passando de mães a filhas os objectos e as suas memórias, ou situações) transitava-se também para uma relação de companheirismo entre artista e modelo. O que poderia ser um exercício escolar tinha uma eficácia e uma abertura de sentidos, uma suspensão de certezas, que lhe asseguravam outra projecção.
Agora importam os cenários domésticos e os retratos neles situados, sempre discretamente expostos, avolumando-se uma ideia de concentração sobre dois lugares (Roterdão e Lisboa) e duas famílias, num processo de lenta aproximação do observador a espaços e relações de intimidade - o site confirma a identidade e a localização de duas séries paralelas. Importam as figuras retratadas, entre exposição e intimidade, os espaços ou cenários em que se incluem, a relação entre ambos (as figuras e os seus lugares), alguns objectos que assumem uma presença mais relevante e certamente significativa, algumas redes de relações familiares que se sugerem ou esboçam, mas também os lugares por si mesmos, só parcialmente ou parcimoniosamente legendados. Há sempre sucessivas leituras para cada fotografia, isolada, em sequência, revendo-se o conjunto, etc.
Numa grande variedade referencial das imagens fotográficas, surgem fotografias isoladas (retratos, pormenores de interiores domésticos, objectos), mas também dípticos e trípticos, por vezes incluindo páginas de álbuns fotografadas onde se reencontram os objectos vistos nas fotos actuais. Havendo um prévio projecto estabelecido, a produção dos trabalhos (as fotografias isoladas ou em séries) parece construir-se como o avolumar da distância entre o programa e o resultado - nada é óbvio ou unívoco. A cada aproximação as imagens parecem resistar mais à ideia da ilustração de um projecto, ganham sempre mais densidade significante, atraem mais a curiosidade do observador e mantêm-no à distância.
Note-se como mesmo no caso mais directo de apropriação de uma fotografia anterior se criam as sucessivas instabilizações de sentidos, num contexto (ensaio ou ficção?) em que o que se vê é sempre a pequena parte do iceberg.
(?)
Daphne de Jong, MOMA (1982), 2006, C-Print, 25" x 20" (64 x 51 cm)
OS PINTORES DA EUROPA, parte I, 16 maio 1987
Propostos 16 pintores para a escolha de 2 nomes pelos leitores do Expresso
UM EPISÓDIO EUROPEU EM 1987, OBVIAMENTO ESQUECIDO
A PINTURA DA EUROPA APRESENTADA EM ESTRASBURGO, EXPOSIÇÃO CONCURSO por iniciativa da revista EIGHTY
16 países e 75 artistas - 4 portugueses.
Por Portugal: António Dacosta e Graça Morais, por escolha dita institucional; Paula Rego e Eduardo Batarda escolhidos por votação "popular". Participaram na selecção o Diário de Lisboa, o Diário de Notícias, o Tempo e o Expresso (4 páginas e "16 PINTORES DOS ANOS 80", na Revista de 16 maio)
Arquivo Expresso, 12 dezembro 1987 (artigos de José Luis Porfírio: "Grandes e pequenos em Estrasburgo" e A P: "Por um lugar no mercado" - exposição e colóquio no Parlamento Europeu com Bonito Oliva)