I. Qual é o lugar da Alice Neel na arte do séc. XX - na arte norte-americana e em geral?
Alexandre Pomar
coisas várias, artes (plásticas, fotográficas e comestíveis), escritos, promoções e embirrações
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
2026, Alice Neel em "The American Century. Art & Culture (1950-2000)", Whitney
2026, Alice Neel, "The American Century" Parte II, a vaga dos realismos nos anos 60-70
II. Alice Neel, em "The American Century" Parte II, Whitney Museum 1999, é primeiro associada à vaga do "expressionismo figurativo" de meados de 1950, depois ao cinema Beat de Robert Frank e Alfred Leslie, de 1959, e volta a comparecer nos anos 1970 numa nova conjuntura de "retorno" à figura.
NA exposição anual do Whitney de 1972, "The Family (John Gruen, Jane Wilson and Julia)" de 1970
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
2026 Fátima Mendonça na 111
É uma pintura que conta histórias, no caso o lobo e o capuchinho vermelho, ou que se apropria de fragmentos desse conto para tratar questões pessoais (e não só pessoais... há perigos reais, medos colectivos, ameaças que rondam). Se o medo está presente, e é o lobo, esta é uma história de luta contra o medo, e de libertação. O lobo dança mascarado com o rabo de fora, numa cena de sedução enganadora, mas a faca está prestes a espetar-se-lhe nas costas, alerta. Há sangue que é preciso lavar - no quadro maior, o retábulo da vitória, o banho purificador (um dos raros e grandes banhos femininos modernos), ficam ao lado as etapas do perigo vencido, e a fera dá lugar ao gato doméstico. Havia - em dois menores formatos sobrepostos - ameaças na floresta escura, o lobo e outros olhos ameaçadores, mas a menina do capuz vermelho está firme e determinada, é o rosto forte da coragem. Adiante o lobo é, afinal, um cavalo de pau com que se pode brincar - a ameaça era real ou só imaginária? A Fátima Mendonça que responda: é uma pintura feminina.
ALICE NEEL E A BEAT GENERATION "Pull My Daisy" e Allen Ginsberg
ALICE NEEL E A BEAT GENERATION
2026, Cabrita Reis no MAAT
Mais do que "esfregonismo" enquanto estilo, como Cabrita propõe no Público, porque usa a esfregona para espalhar tintas, em vez do pincel, como outros a vassoura, ou a lata furada, ou o pote entornado, eu falo de facilitismo, uma espécie talvez inovadora de espontaneísmo sem metafísica, notoriamente desinibida, franca, porque se trata de experimentar e propor uma prática acessível a todas as mãos (mas não a todas as bolsas), contando com grandes suportes de madeira ou tela - ou extensas e acumuladas estruturas metálicas para o que se poderá dizer escultura: há no interior espelhos que multiplicam imagens pouco distintas, ampliando caleidoscópios de brincar. Uma grande produção, portanto.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Alice Neel década a década. Cronologias, em Serralves
Alice Neel dizia que pintava o Zeigeist, o espírito do tempo. Argumentava que os seus retratos - as suas figuras - exibiam as marcas dos anos 50, 60, 70 e que elas eram também a sua verdade...
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Não se trata de acrescentar um nome à lista dos famosos, ou ao que chamam o cânone. Essa é a pista preguiçosa e mesmo cúmplice de quem excluía Alice Neel.






