Museus em pré campanha
03-06-95
ver abaixo: Do Chiado a Alcântara, com volta por Belém 30-9-95
A Gare Marítima de Alcântara irá ser utilizada como um espaço dedicado à arte contemporânea, de acordo com um protocolo assinado no dia 24 entre o Instituto Português de Museus e a Administração do Porto de Lisboa. A «Gare de Alcântara», nome a usar pelo novo «espaço», estará na dependência institucional do Museu de Chiado, dirigido por Raquel Henriques da Silva, prevendo-se que aí se apresentem exposições de grande dimensão, que têm obrigado à desmontagem da respectiva colecção permanente, e também iniciativas que prolonguem até à contemporaneidade o horizonte cronológico até agora definido para o Museu (1850-1950).
Está ainda por definir o respectivo programa nas suas possíveis vertentes museológicas ou de centro de arte, mas encontra-se já em estudo o depósito de longo prazo da colecção da Fundação Luso-America e também de outros acervos. Para a inauguração do novo local prevê-se uma exposição de arte contemporânea nacional com base naquela e noutras colecções institucionais, comissariada por Delfim Sardo.
O edifício da Gare, que é um exemplo da arquitectura dos anos 40 e conserva um importante conjunto de pinturas murais de Almada Negreiros, manterá usos e serviços portuários, uma vez que continuarão a aportar na Gare de Alcântara os navios de cruzeiro. A adjudicação das obras deverá ser feita a breve prazo, assumindo a APDL os custos da adaptação e o IPM o dos equipamentos directamente museológicos.




