Considerando a exp do Atelier-Museu "A cola não faz a colagem", deve dizer-se que os comissários não entenderam seguir um critério estritamente focado na colagem e assemblagem, fazendo digressões periféricas e interrompendo a exibição sequencial de colagens entre 1980 e 2000. Parte-se, sem ordenação cronológica (há vários começos), de uma pintura que se pode dizer premonitória, um Metro de 1964 (50x150cm), incluindo o motor de um brinquedo colocado no lugar de um rasgão da tela: foi um acidente feliz e um 1º objecto colado. Está bem no Piso 1 ao lado de uma das 1ªs colagens.
domingo, 7 de junho de 2026
2026, Atelier-Museu: A sequência da colagem e da assemblagem na obra de JP. Parte I
sábado, 30 de maio de 2026
2026, "A cola não faz a colagem", Atelier-Museu Júlio Pomar, visita orientada: uma cronologia, antes das colagens e das rupturas de 1966-68
Antes da colagem. E a ruptura de 1967
Com obras que vão de 1944 (pinturas anteriores ao neo-realismo) até aos anos 2000 (as pinturas com objectos, em especial), a exp "A cola não faz a colagem", centrada na prática da colagem e da assemblage, não segue um itinerário cronológico, e ainda bem. Uma visita pode ter vários começos e proporcionar pistas diversas sobre uma produção sempre a transformar-se.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
2026, COLAGEM / ASSEMBLAGEM, Atelier-Museu Júlio Pomar: de 1964 a 2002
1. 1964
A primeira inclusão de um objecto num quadro de JP aparece numa pintura de 1964: METRO (col. Manuel de Brito, exposto pela 1ª vez em 1966 na SNBA e depois incluído em várias antologias). Um corte acidental da tela justificou a colagem de um motor de brinquedo, o que se adequa bem ao tema da energia mecânica do Metro e à questão da velocidade do trânsito que é representado e em especial do movimento como aparição-formação-passagem de uma imagem fugaz. O formato de 50x150cm encontra-se noutras telas da época (Uccello em 1964 - e corridas de cavalos/Vincennes por três vezes, os primeiros Rugby já de 1967).

