sábado, 18 de julho de 2026

2010, Bienal Portugal Arte nº 3

Páginas de história 

Da Rua Augusta aos Restauradores:


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(extra-catálogo): veículos de homeless: 


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(lá calhou parecer um sombra projectada da Lourdes Castro)


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Será um caso de conto do vigário (modalidade "arte pública")?  Será a ocupação do campo institucional da arte contemporânea pelo mercado dos cromos?  Será um corajoso pôr à prova do juízo crítico e dos critérios de qualidade? Será a prova que faltava da irresponsabilidade dos assessores culturais?

Esta é – sem qualquer dúvida – a parte mais idiota da chamada bienal Portugal Arte 2010 que nos propõem a Fundação EDP e a CML.

2 respostas a “Bienal 2”


  1. Diana

    Aleluia, finalmente encontro alguém que desassombradamente escreve “talqualmente” o que eu mxma penso.
    Qtas vezes fico pasmada a olhar para coisas a que chamam obras d´arte? Ñ dá para acreditar… alguma vez conseguiu saber qto foi pago por cada peça dessas? São autênticos balúrdios… completamente obscenos. Uma vergonha, anda tudo doido e nós deixamos, impávidos?
    É conto do vigário… ñ duvide. O rei vai nú e todos nos calamos, por medo de nos chamarem de incultos?
    Pois que chamem, quero lá saber.
    (texto escrito de supetão, antes que me passasse e perdesse o seu post… bgd)



  2. AP

    “Qtas vezes fico pasmada a olhar para coisas a que chamam obras d´arte?” Calma, é mesmo da natureza da arte esse tipo de pasmo. E mais, a arte não tem “natureza”, nem essência, nem definição essencialista. A sua história (a da arte), o seu existir social ao longo do tempo, é ir assimilando coisas que antes não eram consideradas arte (por exemplo, os manipansos ou fetiches dos pretos, e agora são mesmo), e ir extinguindo ou desvalorizando áreas artísticas que foram muito importantes (como o vitral ou a arte dos jardins). É tudo relativo: na cultura japonesa o chá é uma arte. Mas devemos ser prudentes com o relativismo… E, tudo podendo ser arte, devemos ser capazes de distinguir a arte melhor e pior. Ou pelo menos tentar.

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