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sábado, 14 de fevereiro de 2026

2026, Helena Lapas na Monitor

 Ontem fui à inauguração da exp da Helena Lapas na galeria Monitor (ao Sol ao Rato). Estou ainda a pensar sobre estes trabalhos (esta obra) que vêm da nova tapeçaria de artista dos anos 60, que ganhava volume e a mão directa do/da artista, para a construção de formas escultóricas complexas (a chamada técnica mista) de matriz orgânica e volumetria original. Lembram casulos, ninhos, colmeias, geologias, rochas abertas com formações minerais, lembram esqueletos, entranhas, mas não é preciso "lembrarem", são objectos enigmáticos que não existem para ser decifrados ou explicados, são materiais pacientemente trabalhados (papeis acumulados sobre estruturas interiores de arame, sucessivamente colados, amalgamados, pintados) que se tornam relevo, rede, pedra, parede... (espelho?)

De matriz orgânica e também mineral, geológica, pedras que escondem fósseis, favos.







a vida "natural" das pedras, os fósseis, trazer à luz um mundo subterrâneo, fazer um mundo oculto, só entreaberto.





Há também obras planas, pintura feita com linhas sobre pano, que passam subtilmente da tapeçaria à pintura matérica informal.