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domingo, 12 de julho de 2026

MNAC, 1938, uma nova sala para os modernistas

 


data desconhecida

1938































1990 / 12 julho 1994, Inauguração do Museu do Chiado, ex-MNAC

Salvo pelo fogo, 12 julho 1994 (inauguração do novo museu de Jean-Michel Wilmotte)

O próximo MNAC, 3 jan 1990 (com hesitações quanto ao mapa cronológico e pressões de Serralves)


e mais história desde 1987 a 1994 (encerramento compulsivo, mudança de governos, e os protagonistas)


e lá mais abaixo, já em 1995, memória do projecto Alcântara


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"Salvo pelo fogo"


12 Julho 1994 - EXPRESSO Revista pp 24 a 27


O  MUSEU ESTAVA ENCERRADO À DATA DO INCÊNDIO E RENASCEU DAS CHAMAS  QUE NÃO O ATINGIRAM COM UM MAGNÍFICO PROJECTO OFERECIDO PELA FRANÇA 



 

SE NÃO fosse o incêndio do Chiado, se não fosse a Capital Cultural, que teria acontecido ao velho Museu Nacional de Arte Contemporânea, agora rebaptizado Museu do Chiado? 

É o primeiro edifício, mesmo ao lado das obras de Alvaro Siza, a marcar o novo Chiado. Renasceu das cinzas que não chegaram a atingi-lo na noite de 25 de Agosto de 1988 e vai ser inaugurado no próximo dia 12, para ficar como uma das memórias de Lisboa 94, tal como as obras do Museu de Arte Antiga e do Coliseu, ou o «lifting» da Sétima Colina. 

No mesmo local, aparentemente quase inalterado, da Rua Serpa Pinto, situa-se agora uma excepcional obra de arquitectura, que constitui - para além da revalorização do antigo recheio do Museu, balizado por um século, de 1850 a 1950, e da prometida actividade futura da galeria de exposições temporárias, que abrirá com os calotipos do pioneiro Frederick William Flower, apresentado pelo Arquivo Nacional de Fotografia - uma intervenção exemplar no centro histórico da cidade. 


1988 e 1989, do MNAC ao Museu do Chiado em 1994. e 2010

 Antes do Museu do Chiado, 1988 e 89

BLOG 2010


A comemoração do centenário do decreto fundador do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), de 26 de Maio de 1910 (que também criou legalmente o Museu Nacional de Arte Antiga, com a mesma determinação republicana), proporcionou hoje a oportunidade de um útil exercício de rememoração pública por parte dos principais implicados na inauguração do Museu do Chiado, a 12 de Julho de 1994, que àquele sucedeu no mesmo espaço, muito renovado, após o respectivo encerramento compulsivo em Outubro de 1987 e, depois, a retirada da colecção por ocasião do incêndio de 1988.




As memórias foram as de Raquel Henriques da Silva, 1ª directora do Museu do Chiado, que apresentou as linhas gerais de uma interessante tese sobre o poder dos artistas (vivos) no princípio do séc. XX, dos naturalistas e do Grupo do Leão, que fazem a SNBA e o MNAA; 

de Simonetta Luz Afonso, 1ª presidente do Instituto Português de Museus e também comissária de Lisboa Capital Cultural em 1994, depois de idênticas funções na Europália'91 (um trânsito de 91 a 94, ...os supostos ou alegados "anos de ouro" de Santana Lopes, com muitas polémicas políticas e de que datam quase todos os novos equipamentos culturais lisboetas); 

e António Lamas, presidente do Instituto Português do Património Cultural, que encerrou o MNAC e iniciou o processo que conduziu ao novo Museu do Chiado (por sinal, também ia encerrando o Museu de Arte Popular, o que é outra história). 

Por último, também do arquitecto João Herdade, do IPM/IMC, que acompanhou a construção do projecto de Jean-Michel Wilmotte, parte decisiva em todo o episódio.


sábado, 13 de janeiro de 1990

1990, 1994, Museu do Chiado ex-MNAC: "O próximo MNAC", 1990 e "Salvo pelo fogo", 1994

 Franceses renovam MNAC - 1 Dez.90 

O próximo MNAC


13 Janeiro 1990. Cartaz, Actual, pág. 35


Depois do incêndio: O museu fora encerrado em 1987, passando a considerar-se a possibilidade de o instalar noutro local. Pelo despacho nº 37/89, de 10 Abril, Teresa Gouveia nomeia RHS para dirigir o tratamento da colecção, referindo a adaptação do local a galeria de exposições, até à ulterior redefinição dos espaços e da segurança do antigo MNAC.



QUE seria do Museu Nacional de Arte Contemporânea se não fosse o incêndio do Chiado? O mais provável era que todos se fossem esquecendo que um dia o eng. António Lamas (ex-IPPC... ) mandara fechar as portas à indigência em que sobrevivia. 

Houve o incêndio, voltou a falar-se da reanimação da zona, o Governo francês dispos-se a lançar uma acção local de apoio, um arquitecto de nomeada deixou-se fascinar pelo velho Museu, em Maio de 89 foi nomeada uma comissão de reinstalação. E as obras já começaram. O projecto de arquitectura, sob o patrocínio de um «Comité de Parrainage» presidido por Mitterand, integrado por três dos seus ministros, instituições e personalidades francesas, só estará concluído por Março ou Abril, mas já há andaimes na Rua Serpa Pinto e fazem-se sondagens arqueológicas no antigo jardim. 

Jean Michel Wilmotte é um dos arquitectos responsáveis pelas novas áreas do Louvre (nomeadamente aquela onde é evocada a própria história do edifício), especialista na reinstalação de antigos museus. Para o MNAC tem o projecto de integrar o edifício anexo (comprado em 1965 e onde apodreciam as reservas) utilizando-o como entrada principal, área de recepção e distribuição da circulação, zona de exposição de escultura e depois, já no piso superior, como galeria de exposições temporárias. No topo abrir-se-á ainda um enorme terraço com vista para o Tejo. É um edifício misterioso, este anexo, de grossíssimas paredes, enorme pé direito e tecto abobadado a sugerir antiga cisterna; sobre ele ainda subsistem os fornos improvisados para que os frades de S. Francisco abastecessem de pão a cidade que sobrevivera ao terramoto (irão ficar integrados na nova galeria temporária). A passagem às antigas instalações abrir-se- á ao nível do actual jardim, que será escavado para alargar espaços. 

Por outro lado, deverá proceder-se a um reordenamento de zonas interiores por troca com a ESBAL. Para uma fase ulterior, quando, um dia, um qualquer ministro ou secretário conseguir negociar ou impor-se à PSP, ficará a solução dos graves problemas de vizinhança com o paiol, a garagem e a cantina da corporação.