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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

2026, Cabrita Reis no MAAT

 Mais do que "esfregonismo" enquanto estilo, como Cabrita propõe no Público, porque usa a esfregona para espalhar tintas, em vez do pincel, como outros a vassoura, ou a lata furada, ou o pote entornado, eu falo de facilitismo, uma espécie talvez inovadora de espontaneísmo sem metafísica, notoriamente desinibida, franca, porque se trata de experimentar e propor uma prática acessível a todas as mãos (mas não a todas as bolsas), contando com grandes suportes de madeira ou tela - ou extensas e acumuladas estruturas metálicas para o que se poderá dizer escultura: há no interior espelhos que multiplicam imagens pouco distintas, ampliando caleidoscópios de brincar. Uma grande produção, portanto.

Importa a quantidade e a dimensão, importa a repetição e a variação (seguindo a lição dos grandes ateliers do barroco, e a estratégia da Factory), importa o local de acolhimento e exposição, com vantagem de se associar a um programa comemorativo (10 anos de MAAT, 70 anos do artista).