CACE COMO?
O “Curador” da Colecção de Arte Contemporânea do Estado é uma entidade ou estrutura unipessoal integrada na Museus e Monumentos de Portugal EPE, e esta tem por competência gerir todos os museus do Estado, as aquisições aprovadas para todos esses museus por uma comissão de directores, bem como a circulação nacional e internacional de obras públicas e particulares. O Curador depende da ministra da Cultura que o/a nomeia (depois de ter sido primeiro “curador” o David Santos, a actual “curadora” nomeada em Conselho de Ministros veio a ser confirmada por um concurso à maneira) e a ministra aprova (assinando de cruz) as aquisições de obras de arte a adquirir pelo ou para a CACE.
O Curador (agora curadora) que está estabelecido nos Estatutos da MMP EPE nomeia uma comissão de aquisições que faz as suas compras anuais para a agora chamada CACE. As compras de 2025 mereceram fundadas dúvidas e reclamou-se um inquérito.
Entretanto, a Curadora decidiu e a ministra aprovou que o armazém onde se guardam as obras adquiridas e outras que vêm da antiga Colecção SEC , sita em Alcabideche (era Rua das Fisgas, agora promovida a Alameda das Fisgas, Alcoitão), deve projectar-se à condição de centro de arte. Foi o Art Centre da Fundação Ellipse do falido e falecido João Rendeiro. Não é Museu mas um edifício de reservas visitáveis por marcação onde o “público” poderá conhecer os respectivos bastidores.
A Curadora Sandra Vieira Jürgens é uma figura de grande ambição pessoal que tomou conta da antiga Colecção da SEC ampliada por um programa de apoio aos artistas e compras de obras contemporâneas que vem de 2019.
O protagonismo (a respeitabilidade) dos museus do estado, o seu papel próprio e os seus programas de compras (aliás sem verbas atribuídas) foram substituídos pela arbitrariedade e incompetência da Curadora. E pela insegurança da ministra.
Carlos Botelho, Os filhos do artista. Compra da Comissão de Aquisições do MMP.EPE