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domingo, 12 de julho de 2026

1988 e 1989, do MNAC ao Museu do Chiado em 1994. e 2010

 Antes do Museu do Chiado, 1988 e 89

BLOG 2010


A comemoração do centenário do decreto fundador do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), de 26 de Maio de 1910 (que também criou legalmente o Museu Nacional de Arte Antiga, com a mesma determinação republicana), proporcionou hoje a oportunidade de um útil exercício de rememoração pública por parte dos principais implicados na inauguração do Museu do Chiado, a 12 de Julho de 1994, que àquele sucedeu no mesmo espaço, muito renovado, após o respectivo encerramento compulsivo em Outubro de 1987 e, depois, a retirada da colecção por ocasião do incêndio de 1988.




As memórias foram as de Raquel Henriques da Silva, 1ª directora do Museu do Chiado, que apresentou as linhas gerais de uma interessante tese sobre o poder dos artistas (vivos) no princípio do séc. XX, dos naturalistas e do Grupo do Leão, que fazem a SNBA e o MNAA; 

de Simonetta Luz Afonso, 1ª presidente do Instituto Português de Museus e também comissária de Lisboa Capital Cultural em 1994, depois de idênticas funções na Europália'91 (um trânsito de 91 a 94, ...os supostos ou alegados "anos de ouro" de Santana Lopes, com muitas polémicas políticas e de que datam quase todos os novos equipamentos culturais lisboetas); 

e António Lamas, presidente do Instituto Português do Património Cultural, que encerrou o MNAC e iniciou o processo que conduziu ao novo Museu do Chiado (por sinal, também ia encerrando o Museu de Arte Popular, o que é outra história). 

Por último, também do arquitecto João Herdade, do IPM/IMC, que acompanhou a construção do projecto de Jean-Michel Wilmotte, parte decisiva em todo o episódio.


sábado, 10 de janeiro de 2026

JÚLIO POMAR, 1989 - 2025, a Colecção Manuel de Brito e quatro exposições monográficas

 A Colecção Manuel de Brito foi apresentada pela primeira vez em 1994 no Museu do Chiado, na programação de Lisboa Capital Cultural. A exp. teve o subtítulo "Imagens da arte portuguesa do século XX" e foi comissariado pelo próprio e Raquel Henriques da Silva. Um última secção do catálogo, "Escolhas electivas" incluiu Júlio Pomar (12 pinturas) entre Dacosta, Menez, Eduardo Luiz, Paula Rego e Graça Morais. Foi depois apresentada em Macau, na Galeria do Forum 1995; no MASP em São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,

Já em 1989 MB apresentara uma mostra antológica de Júlio Pomar na Galeria do Leal Senado em Macau com um texto crítico de Helmut Wohl no catálogo. (eram 8 pinturas da colecção MB, 2 indicadas como de Arlete Alves da Silva, e outras proveniências)
Nova exp em Macau aconteceu em 2000, no Centro de Arte Contemporânea de Macau com apoio da Fundação Oriente. Catálogo com texto de José Luís Porfírio, "Mudança e estrutura . J.P. em 26 exemplos 1948-1998" (com 26 obras da colecção de Manuel de Brito). Foi seguidamente apresentada na Galeria Nacional de Pequim, em 2001

Mais tarde Júlio Pomar no Centro de Arte Manuel de Brito, Palácio Anjos, Algés, 2009. Texto de Celso Martins, "JP e o princípio da adequação" (30 pinturas)

A colecção foi depois parcialmente dividida com o filho mais velho de M de B, de nome Manuel Brito, que apresentou a sua colecção em 2024 sob o título "O nome igual nos dois? Um receituário para a Liberdade na coleção de Manuel Brito", na Galerias da Casa Comum (Reitoria) da Universidade do Porto. Com 8 pinturas de Júlio Pomar. O título veio de uma obra de circunstância, oferta do artista por ocasião de uma homenagem.

Em 2026, desdee 10 jan. no actual Centro de Arte Manuel de Brito, Campo Grande, antigas instalações da Galeria 111. até 12.06