Isabel Sabino, "Do, don't", 2026, tríptico 81x270cm, técnica mista de tintas acrílicas sobre tela.
coisas várias, artes (plásticas, fotográficas e comestíveis), escritos, promoções e embirrações
terça-feira, 21 de julho de 2026
2026, Isabel Sabino, "NADA", em Loures: uma conversa
quinta-feira, 2 de julho de 2026
2026, CACE COMO? CACE O QUÊ? sobre a "colecção do estado " e o armazém de Alcabideche
CACE COMO?
quinta-feira, 25 de junho de 2026
2025, 2026. De Art Centre Ellipse a CACE Centro para mostrar os bastidores da colecção do estado
A Ellipse Foundation e os armazéns da Rua das Fisgas, que passou a Alameda das Fisgas
terça-feira, 16 de junho de 2026
2026, "Colecção do Estado": questão de preços, competência e idoneidade: "Como paga o Estado?"
Como paga o Estado? A quem?
O que se passou com os 40 mil euros pagos por uma importante pintura da Maria José Aguiar, a melhor compra da chamada “colecção do estado” em 2025, deve ser esclarecido. Deve saber-se quem vendeu e de que modo se comprou, mesmo que eu não concorde com essa suposta “Colecção do Estado” , uma espécie de saco roto (das esmolas?), nem respeite a comissão de compras.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
1996, 2026, HOCKNEY em Nova Iorque: "Snails Space" (e Arikha e Ross Bleckner)
Hockney (duas exposições em NY) mais as flores de Arikha – 1996
Nova York 1996. Por ocasião de Picasso e o retrato, no MoMA, Hockney, numa coincidência feliz, e também Arikha e Ross Bleckner
EXPRESSO/Revista de 10-08-96, pp. 72-76
"Flores de Nova Iorque"
"Três exposições voltam à pintura de flores: Hockney, Arikha e Ross Bleckner. As emoções continuam a habitar o território da arte"
Os girassóis de David Hockney são uma homenagem a Van Gogh e fazem parte de uma série de naturezas mortas de 1995. As figuras humanas, que foram, por muito tempo, o motivo mais constante da sua pintura, desapareceram das últimas obras, mostradas em Maio-Junho em duas exposições simultâneas em diferentes andares do mesmo edifício da rua 57, nas galerias Andre Emmerich e Robert Miller.
No início dos anos 90, a abstracção passou a dominar a pintura de Hockney, aplicada numa exploração de formas e ilusões espaciais que partiu da observação da paisagem e do mar para prescindir depois de toda a aparência representativa, seguindo uma nova direcção mais especulativa, sem, no entanto, nunca se afastar da comunicabilidade directa e lúdica. Como que a compensar essa deriva pelos caminhos do imaginário, estimulada pela experiência do desenho cénico para óperas, o pintor regressa agora ao real através da observação dos objectos mais próximos e simples, naturezas mortas em que os motivos (girassóis ou antúrios, três pães num prato, algumas maçãs sobre uma toalha, duas alcachofras, uma truta sobre uma mesa azul, etc) são vistos num enquadramento cerrado, em pinceladas muito rápidas de cores quase puras.
1995, 2026, HOCKNEY: That's the Way I See it ("A mão e a máquina")
That's the Way I See it (1993 Thames & Hudson, Londres)
(Así lo Veo Yo, Ediciones Siruela, Madrid / C'est Ainsi que Je le Vois, Éditions Plume, Paris)
Hockney em 1995, a propósito do livro That's the Way I See it (de 1993 Thames & Hudson): "A mão e a máquina", Os últimos 20 anos da obra de Hockney mostrados e contados pelo próprio pintor: do corpo-a-corpo com Picasso e dos cenários para óperas até às pesquisas de fotografia e das novas tecnologias. Com 'regresso à pintura'
Antes, a Gulbenkian e Sommer Ribeiro tinham exposto Desenhos de David Hochney em 1977 (há catálogo), com grande escândalo de Azeredo Perdigão por causa de dois homens deitados na mesma cama, escândalo que o presidente traria à superfície muito mais tarde;
em 1985 mostraram David Hochney – Fotógrafo (catálogo),
e pouco antes em 1984 Rake's Progress, juntamente com as gravuras de Hogarth. Foi aí que assisti à mais extraordinária cena do presidente, diante do embaixador inglês e outros dignatários, num ataque descabelado a DH – "arte é arte, isto (Hogarth) é arte e aquilo não é nada", irado quando alguém ousou apontar a evolução das artes ou dos gostos. "O belo é o belo, e o belo não se discute", gritava ele frente ao representante de sua magestade, tudo por causa dos tais dois homens muitos anos antes, sem que disso se tivesse falado na ocasião, ao que julgo. A inauguração tinha pouca gente, mas a cena foi uma vergonha. Eram "bons tempos", apesar de tudo, e comparando com o que veio depois.
Além de peças soltas, nunca mais se viu Hockney por cá, que é persona non grata para muita gente, desde que ousou fazer perguntas sobre uns ladrilhos comprados muito caros, de um tal Carl André. Chamava-se qualquer coisa como "Não há alegria na Tate" o artigo que então publicou.
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Expresso Revista de 29-04-95, pp. 102-105
a propósito do livro That's the Way I See it (1993 Thames & Hudson, Londres)
(Así lo Veo Yo, Ediciones Siruela, Madrid / C'est Ainsi que Je le Vois, Éditions Plume, Paris)
"A mão e a máquina"
Os últimos 20 anos da obra de Hockney mostrados e contados pelo próprio pintor: do corpo-a-corpo com Picasso e dos cenários para óperas até às pesquisas de fotografia e das novas tecnologias. Com regresso à pintura"
1999 em Paris, HOCKNEY
Em Lisboa foi exposto três vezes (1977, 1984 e 1985). Fui ver o David Hockney a Paris em 1999, a Londres em 2012 e a Rouen em 2024, mas não o quis ver na Louis Vuitton e até estava em Paris.
Em 1999 eram 3 exposições 3, no Centro Pompidou, no Museu Picasso e na Maison Européenee de Photographie. Ele tinha então 61 anos e estava em plena forma.
Em Lisboa teve 3 exposições na Gulbenkian, ao tempo de Sommer Ribeiro: 1977, desenhos; 1984, The Rake's Progress, gravuras, com Hogarth; 1985, polaroids.
Fui vê-lo a Londres em 2012 e a Rouen em 2024. Em 2025 estava em Paris mas evitei o gigantismo da exp. da Louis Vuitton/Frank Gehry (400 obras…), e a opção de privilegiar os últimos 25 anos, que não são os melhores da carreira. E não gosto do edifício que representa o mercado do luxo e do turismo de massas.
No site oficial: https://www.thedavidhockneyfoundation.org/chronology














