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sábado, 10 de janeiro de 2026

VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 1: a montagem

Uma das razões da excelência da exposição dedicada a José Veloso de Castro é o cuidado posto pelo Pedro Reigadas na sua montagem
São inúmeras a associações de fotografias a peças do Museu Militar, proporcionando comparações e melhor visibilidade da obra do militar-artista





 

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

José Veloso de Castro, Fotógrafo de Angola 1904-1914 (III)


 É, sem dúvida, um grande fotógrafo, com uma prática diversificada, em cenas de acção e guerra, na observação de nativos e retratos, lugares e cenas de trabalho, com um notável sentido da composição e enquadramento no espaço natural, com um forte interesse sociológico que parece respeitador dos seus modelos, e um gosto pelo auto-retrato que também o identifica como fotógrafo consciente da sua arte. 

Um grande fotógrafo de ou em Angola, fotógrafo militar e colonial, antes de Elmano Cunha e Costa (1935-1939). Foi editor de séries de postais, revistas e livros, mas que pouco expôs em vida, em mostras colectivas relacionadas com a 1ª Guerra, em Londres, Paris e Lisboa (ainda não identificadas) e certamente nunca numa exposição individual.

Curadoria: Carlos Pedro Reigadas. Impressões de Roberto Santandreu (colaboração da Galeria Arte Periférica)

Tenente Veloso de Castro - 1910
(legenda?) Combate no reconhecimento a Macuvi - 1907


Na Sala Vasco da Gama

 
 "Mulher do Lubango". 1910

'Prisioneiros de guerra' - 1907

Congo - Ribeira do Bende - 1914

 "Actual rei do Congo" - 1914


https://www.belasartes.ulisboa.pt/jose-veloso-de-castro-a-revelacao-de-um-artista/

terça-feira, 30 de setembro de 2025

José Veloso de Castro, major; Fotógrafo de Angola 1904-1914 (II)

 O Pedro Reigadas dá a conhecer um grande fotógrafo no Museu Militar: “José Veloso de Castro. A Revelação de um Artista” até 31 de dezembro.

Com muito boas impressões feitas pelo Roberto Santandreu ( dimensão 46x61cm).

As fotografias não eram desconhecidas na área da história militar e colonial (foi também editor de séries de postais, de livros e álbuns, e revistas), mas é agora que surge agora como um excelente fotógrafo, um artista, de facto.

120 fotos são apresentadas no Museu, distribuídas ao longo de 22 salas do Palácio/Museu - se as fotografias perdem assim alguma visibilidade é certo são uma oportunidade para (voltar a) visitá-lo, e recomenda-se.




Sem querer exagerar, arrisco que por vezes me faz lembrar o Sebastião Salgado, pela relação entre a figura e a paisagem, ou o contexto próximo, pela empatia pelos personagens e grupos nativios, e a atenção à sua dignidade - pelo menos nas fotografias escolhidas para a exposição.



segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Veloso de Castro no Museu Militar (I)

 O major José Velloso de Castro não era um desconhecido, mas antes de Pedro Reigadas e Roberto Santandreu imprimirem as chapas de vidro em magníficas provas modernas não era reconhecido como um dos grandes fotógrafos das décadas de 1900-1910 - com a altura de um Benoliel seu contemporâneo.

Editou livros e séries de postais, públicos revistas, escrevia muito bem e era um dos “coloniais” (a distinguir de colonos) crítico da administração centralista e defensor de uma crescente autonomia.

As suas fotografias acompanham acções militares (a “pacificação” e ocupação de território em cumprimento de acordos internacionais) e explorações do interior de Angola; vêem indígenas e colonos brancos com as famílias mistas, costumes e trabalhos; encenam retratos e auto-retratos notáveis. É um fotógrafo consciente do valor estético das suas imagens e é um artista - agora revelado no Museu Militar de Lisboa até 31 de dez.José Veloso de Castro.  




#

Datas de produção 1904  a  1914 

existem 1 álbum com 2355 positivos fotográficos e 7 caixas de negativos em vidro.

Veloso e Castro prestou serviço como militar durante cerca de quatro décadas em África, sobretudo em Angola, terminando a sua carreira como Major de Infantaria em 1924. Durante a sua passagem por Angola dedicou-se não só às operações militares, como também à fotografia, deixando-nos um valioso legado fotográfico onde são retratadas não só a fauna e a flora angolanas, como também a sociedade, cultura e elementos geográficos desse mesmo país. É ainda autor de livros técnicos militares e, também, de história militar do Ultramar.


Divulgação: FBAUL
 José Veloso de Castro: A Revelação de um Artista, a primeira grande exposição dedicada à vida e obra do major e fotógrafo José Veloso de Castro (1869-1945).
Com um espólio de enorme relevância histórica, composto por 2.355 positivos fotográficos e sete caixas de negativos em vidro, esta mostra reúne 120 provas inéditas, realizadas a partir de negativos originais (1904-1912), preservados desde 1917 no Arquivo Histórico Militar.

As imagens foram captadas em Angola, durante as comissões militares de Veloso de Castro, e revelam muito mais do que documentação colonial: mostram um olhar artístico singular, sensível ao movimento, à paisagem e ao quotidiano humano no início do século XX.
Nascido em Braga, em 1869, Veloso de Castro serviu o exército português durante 38 anos, primeiro sob a Coroa e, após 1910, ao serviço da República. Entre 1902 e 1919, passou 16 anos em Angola, onde conciliou operações militares com levantamentos topográficos, fazendo da fotografia uma ferramenta científica e criativa.

A sua obra distingue-se pela modernidade e experimentação: registo de velocidade e movimento, exploração de ângulos inusitados, uso de primeiros planos para criar profundidade. Retratou o seu grupo militar em ambiente natural, mas também dirigiu a lente ao “outro lado” da estrutura colonial, documentando habitantes locais, costumes, rituais, práticas de trabalho, saúde e habitação.

O auto-retrato, presença constante, evidência a afirmação da sua personalidade e o desejo de marcar a sua posição enquanto artista.
Nascido em Braga, em 1869, Veloso de Castro serviu o exército português durante 38 anos, primeiro sob a Coroa e, após 1910, ao serviço da República. Entre 1902 e 1919, passou 16 anos em Angola, onde conciliou operações militares com levantamentos topográficos, fazendo da fotografia uma ferramenta científica e criativa.

A sua obra distingue-se pela modernidade e experimentação: registo de velocidade e movimento, exploração de ângulos inusitados, uso de primeiros planos para criar profundidade. Retratou o seu grupo militar em ambiente natural, mas também dirigiu a lente ao “outro lado” da estrutura colonial, documentando habitantes locais, costumes, rituais, práticas de trabalho, saúde e habitação.

O auto-retrato, presença constante, evidência a afirmação da sua personalidade e o desejo de marcar a sua posição enquanto artista.
Ao longo de 26 salas, a curadoria estabelece diálogos entre o espólio fotográfico e as coleções do Museu Militar, revelando coincidências temáticas, simbólicas, materiais e temporais entre as imagens de Veloso de Castro e o património artístico e militar português.

Na Sala de Exposições Temporárias mostram-se documentos do Arquivo Militar de Lisboa e livros da Biblioteca do Exército que contextualizam o autor e o seu legado fotográfico.
A exposição é comissariada por Carlos Pedro Reigadas, no âmbito do mestrado em Curadoria, Crítica e Teoria da Arte da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em colaboração com a Direção de História e Cultura Militar, que tutela o Museu Militar de Lisboa, o Arquivo Histórico Militar e a Biblioteca do Exército.
 
 





Na Sala Vasco da Gama, a representação de Vénus em Concílio dos Deuses, 1903, de Carlos Reis, associada à fotografia Mulheres do Lubango, 1919.


Castro, José Veloso de, 1869-1930

1.

Representações metropolitanas do(s) Outro(s) colonizado(s) nas fotografias
da campanha do Cuamato de 1907 no sul de Angola: Hugo Silveira Pereira

2.
http://www.culturaspopulares.org/textos7/articulos/costa1.htm
Costa, Cátia Miriam. “O outro na narrativa fotográfica de Velloso de Castro: Angola, 1908”. Culturas Populares. Revista Electrónica 7 (julio-diciembre 2008)