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terça-feira, 23 de junho de 2026

2018, A carta dos 200 artistas; 2019-20, início das aquisições e primeira exposição. Uma polémica entre artistas em 2020

Em 2018 (10 10 )

"Primeiro-ministro anuncia programa a dez anos para comprar arte portuguesa"

"António Costa anunciou medida, inscrita no próximo Orçamento do Estado, ao receber artistas que escreveram carta de protesto sobre o estado das artes plásticas no país. Para 2019 prometeu 300 mil euros, um valor que deverá vir a aumentar gradualmente. Para os artistas "é um princípio", falta ainda muita coisa."

https://www.publico.pt/2018/10/10


SUMÁRIO:

 2018 10 09: Mais de 200 artistas plásticos escrevem ao primeiro-ministro: "Perdeu-se uma geração de artistas"

 2020 07 27 "No Museu de Arte Antiga, a ministra anunciou um reforço de verbas para a arte contemporânea" 

 2020 Público 26-08 e 03-09
José Loureiro A caixa de tintas e pincéis 




A carta, emoldurada, entregue ao primeiro-ministro na residência do primeiro-ministro 
Foto Miguel Manso / Público


quarta-feira, 27 de maio de 2026

2026, a arte contemporânea do Estado, as aquisições de 2025 são caso de polícia

€79.950 pelo varão de roupa usada?

€40.000?

€41.032??
Quem está a roubar? (notas publicadas no facebook desde 15 05, revistas)
Algum jornal dito de referência pega no escândalo dos preços pagos pelas aquisições anunciadas para a chamada colecção do Estado no Relatório de 2025 agora divulgado? Sim, parece que um orgão da Imprensa vai tratar do assunto> A empresa MMP (Museus e Monumentos, que depende do MC) foi alertada sobre as dúvidas que se levantam, e agradeceu a informação que enviei, mas fará averiguações? Da PJ nada se sabe.
São bastantes as vozes informadas que falam em casos de polícia e que dão exemplos de valores anteriores dos mesmos artistas que agora surgem multiplicados por insondáveis manobras comerciais, à distância dos preços do mercado. Obras ora relevantes ora indigentes, de artistas com e sem notoriedade ou só "emergentes", aparecem com números empolados e injustificados, que não são especulativos porque o mercado está sem regras e sem procura.



O caso mais espantoso é a "obra" The Tearoom (blusões de cabedal, cabides, etc) vinda directamente de algum bar especializado ou loja de roupa usada e que teria custado ao Estado €79.950...
João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira.
Adquirido na Galeria Cristina Guerra

Descrição: Blusões de cabedal, cabides, estrutura metálica e espelho. Dimensões variáveis

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

AS COMPRAS “DO ESTADO” DESDE 1976. (4) A COLECÇÃO SEC DESTINADA A SERRALVES, E DEPOIS DE 2019

AS COMPRAS “DO ESTADO” DESDE 1976: NEM SEMPRE SE DESRESPEITARAM OS MUSEUS COMO AGORA (4)
As aquisições programadas de obras de artistas nacionais (para além das compras do antigo MNAC até c.1987, de compras para sedes de embaixadas e outros destinos estatais) foram iniciadas por David Mourão-Ferreira, então secretário de Estado da Cultura (1976-Janeiro de 1978, e 1979), sendo Fernando Calhau, funcionário da Divisão de Artes Plásticas da Direçcão-Geral da Acção Cultural (DGAC), o seu primeiro responsável.
Nos anos 70 e 80, "o compromisso entre a ação do Estado e a Coleção teve maior continuidade" (cit. A. Carita, abaixo), através de Fernando Calhau e Fernando Pernes, no quadro do projecto do Museu de Arte Moderna no Porto, que viria a ser Serralves. E em 1985, a SEC apresentou a sua colecção destinando-a expressamente ao MAM do Porto.
Em 1995, o previsto MAM surge designado como Museu Nacional de Arte Contemporânea, fixado o limiar dos anos 60 como programa de acção, em articulação com a periodização prevista para o Museu do Chiado, instalado em 1994, após o fecho do MNAC em 1987.
V. Todolí fixa, em 1997, um novo programa cronológico para a colecção de Serralves, que passa a ter por limiar o final da década de 60, de acordo com uma suposta «mudança de paradigma» que será exemplificada na exposição inaugural «Circa 1968». Através de novo protocolo com o MC, Serralves abdica das obras que lhe tinham sido antes atribuídas e não se enquadram nesse período, a favor dos Museus Soares dos Reis e do Chiado, mas a partilha com este foi um processo tempestuoso. Entretanto um conjunto de obras foi entregue em depósito à Câmara de Aveiro, num episódio mal esclarecido.
Nas décadas que vão de 1990 a 2019, as aquisições da chamada Colecção SEC pararam, mas outras sempre aconteceram por iniciativa de diversas entidades, a Assembleia da República, Comissão dos Descobrimentos, Museus de Serralves, do Chiado e CCB (foi importante a parceria Berardo/Estado, com 1 milhão de euros/ano, obras que vieram a ser recompradas por Berardo)... E é em 2018/19 que António Costa responde a reivindicações económicas de alguns artistas re-iniciando a velha colecção, mas então sem destino atribuído e à revelia dos Museus.
Em 2022 a Fundação de Serralves, a Fundação do Centro Cultural de Belém, a Fundação e Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, o Museu do Chiado ou Museu Nacional de Arte Contemporânea, o Município de Aveiro e o Centro de Arte Contemporânea de Coimbra (?) eram os espaços que acolhiam a ex-Coleção SEC e nova Colecção do Estado.
É de 2022 uma notícia-entrevista com David Santos no Observador, por Alexandra Carita, que fornecia alguns dados sobre a actualidade da ex-Colecção SEC. David Santos era então o coordenador da Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea (CAAC) e/ou curador da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE). https://observador.pt/.../para-preservar-patrimonio-e.../#
Fotos do catálogo de 1985 e da insólita montagem da exp na então Galeria Almada Negreiros, na sede da SEC. Uma notícia da colecção em Aveiro, anos 90. Extracto da entrevista citada.