sábado, 11 de abril de 2015

Estreia do filme O SOLAR DOS JORGES, a 17 de Abril, que continuará em exibição diária, acompanhado por uma exposição fotográfica documental.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pequena Galeria: Retratos

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Auto-retratos e retratos de fotógrafos

Podem percorrer-se as duas paredes compactas de fotografias seguindo-lhes os números e o roteiro impresso. Pode deambular-se livremente pela Pequena Galeria apontando reconhecimentos ou preferindo a disponibilidade para os encontros ocasionais. Podem identificar-se figuras com notoriedade pública, nomes conhecidos, ou perseguir afinidades pessoais e gostos próprios, os desconhecidos.
A quantidade (e as qualidades) das fotografias reunidas pelo Guilherme Godinho e a Marta Cruz oferece múltiplas pistas e permite muitos diferentes itinerários. Por exemplo através dos auto-retratos: de Emílio Biel, circa 1895 (que também aparece logo ao lado fotografado por Carlos Relvas, numa prova com o passepartout impresso do autor, apresentada em Paris em 1882), de Fernando Lemos, de José Cabral (por duas vezes, em família, em provas vindas da mostra "Anjos Urbanos" (P4, 2008), e também retratado por Luís Basto, em 2004), de José M. Rodrigues e António Júlio Duarte, de Rita Barros (na foto junta).
E mais de Inês Moura aka Cretina ( http://c-r-e--t--i-n-a.tumblr.com/ ) e da sueca Malin Bergman https://instagram.com/vivaladiva_/ , já com uma outra dinâmica serial e de projecto, encenando o autor como actor, ou como modelo num jogo de construções-ocultações. E entre outros casos ainda a averiguar o Self Portrait de Guilherme Godinho é já outra coisa.
Aos quais - auto-retratos - se podem juntar os retratos de fotógrafos por olhos alheios: Man Ray por Ida Kar, Ricardo Rangel por Sérgio Santimano, no lançamento de Pão Nosso de Cada Noite, em 2005, numa prova pertencente a José Cabral; Manuel Álvarez Bravo por Clara Azevedo (nos Encontros de Coimbra de 1984), Paulo Nozolino por Luís Pereira, de 2012.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Exposição Colonial de 1934, Henrique Galvão (doc.)

 "O império Português na primeira Exposição colonial Portuguêsa : realizada no Palacio de Cristal do Pôrto de junho a setembro do ano de 1934, Album-catálogo oficial : documentário histórico, agrícola, industrial e comercial - paisagens, monumentos e costumes, 1934"




sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Brito Camacho, 1923

A caminho d'África

"O preto é mais do que uma besta e menos de que uma pessoa?
Ha, então, que fazer, em relação a elle, uma zootecnia que seja um pouco mais do que élevage, a creação e preparação de animaes de trabalho, tanto mais uteis quanto forem mais aptos e mais fortes.
O preto é um homem como o branco, apenas retardado de muitos séculos no seu desenvolvimento moral?
Ha, então, que o instruir e educar como se fosse branco, desenvolver gradual mas sucessivamente as suas faculdades animicas, só com o elementar cuidado de não exigir que elle faça o que os brancos não puderam fazer, isto é, saltar d'um estado de sociabilidade rudimentar, quasi zoologica, para um estado de socialização perfeita.
Se o preto, nas regiões tropicais, não pode ser substituido pelo branco nos seus labores agricolas, tudo aconselha, o humanitarismo e o interesse, a olhar para elle com solicitude, impedindo que se desvalorize pela doença e prematuramente se aniquile pela morte. Sinto-me negrophilo pela razão e pelo sentimento, ficando assim marcada uma orientação ao meu procedimento governativo."

Alto comissário em Moçambique de 1921 a 1923
Manuel de Brito Camacho foi um médico militar, escritor, publicista e político que, entre outros cargos de relevo, exerceu as funções de Ministro do Fomento e de Alto Comissário da República em Moçambique. Fundou e liderou o Partido Unionista. Wikipédia

domingo, 28 de dezembro de 2014

Dr Elmano, 4 fotos em leilão

O dr Elmano no mercado internacional...


com referências e imagens suspeitas. Reedições recentes numeradas...
Tiragens de 2010 (em ed. de 8 ex.) postas à venda em 2011. Por quem???

Certamente contrafacções, realizadas talvez a partir de provas de alguma colecção ou, mais provavelmente, de uma antiga cedência da Agência Geral das Colónias, já que os negativos conhecidos são sempre de formato quadrado, neste caso impressas sem o cuidado de seguir as tonalidades em geral sépia das provas de época. É essa 2ª hipótese a mais segura, justificando a inclusão da foto dita de Moçambique.

ver tb em Artprice:   http://fr.artprice.com/artiste/527501/elmano-cunha-e-costa/lots/passes/6/Photo
(cons. 29-12-2014)

referência no site Artprice:
"Smile black bride, la souriante future mariée, région de Cuanhama-Angola"
Tirage argentique, 2010
Date de création: c.1940
Signes distinctifs: #1/8 Titre Cachet atelier / verso 
Date de vente: 18/12/2011  



Smile black bride, la souriante future mariée, région de Cuanhama- Angola

 , um 1940 Medium: gelatin silver print: 40 x 30 cm (15,7 x 11,8 in)



Old man, Muchicongo- Angola -RDC

 To 1930

Black girl, jeune femme aux ornements 

To 1940

Black man - Roi d'un empire du Gungun Hana - Mozambique

 , um 1940


No 1º caso é possível encontrar na colecção do AHU pelo menos 3 fotos da mesma mulher, identificada sempre como noiva:
Noiva risonha n10123

Uma noiva n10190

Noiva cuanhama n10118
A 1ª das três fotos pode ser a imagem reeditada (ou é  um momento imediato), mas a busca permite observar o modo de trabalho do dr. Elmano, que não poupa negativos ao retratar os seus modelos.

No caso da 2ª foto, encontra-se no AHU o seguinte negativo

Tipo de velho dos Congos n9743 (no capítulo: Congos - Muchicongo - São Salvador do Congo a)
Author: Elmano Cunha e Costa; Local: São Salvador do Congo, Angola; Data: 1935-1939)    

A 4ª foto é + improvável... Não consta que o dr. Elmano tenha fotografado em Moçambique, embora seja ambígua a frase que se lê na pág. 271 do catálogo da Secção Colonial da Exposição do Mundo Português:  
"A documentação fotográfica exposta na sala nº 6 diz respeito à etnografia de Angola e Moçambique. Dela faz parte o notável documentário especialmente mandado organizar para esta exposição e que foi obra do Dr. Elmano da Cunha e Costa." 
                                                                 

domingo, 16 de novembro de 2014

Joao Francisco, "Ondas", 2014

 16/11/2014, blog Typepad

Ondas, Escritório, 14 / 15 novembro 2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

João Francisco, Torres Vedras 2012

 13/11/2012

Galeria Municipal, Torres Vedras. Obras de 2005 a 2012.

O João Francisco a par de nos mostrar as obras aponta-nos as pistas para seguirmos com elas.

Além dos desenhos e pinturas motivados pela colecção do Museu Leonel Trindade de Torres Vedras, e que mais obviamente se lhe referem, a exp. inclui

a instalação "Sem título - trazido pelo mar para Joseph Cornell, 2005 - ... / brinquedos recolhidos na praia (dimensões variáveis)" (Gal. 1),
as séries de pequenas pinturas "Sem título - retratos de família, 2005-2012, 50 pinturas a óleo sobre cartão ou madeira, molduras encontradas (dimensões variáveis)" (Gal. 2)
"Sem título - 14 retratos, 2012, pinturas a óleo sobre madeira, molduras encontradas, dimensões variáveis" (Gal. 1)
a obra conjunta "Sem título - o naturalista, 2009-2012, 16 pinturas a guache sobre papel, 70x50 cm cada", já antes exposta em progresso na 111 em 2010 e na Sala do Veado ( o Naturalista ) em 2009;
e por fim "Sem título - o catálogo dos pássaros, 2009, 31 pinturas a acrílico sobre papel, 60x60 cm cada" (2009 - então com 4 pianos verticais com partituras de o melro pretoo tordoo pisco de peito ruivo e a cotovia extraídos de Pequenos estudos de pássaros de Olivier Messiaen, 1985). (Gal. 2)

Considerando a referência que o autor faz aos "três projectos anteriores", depreende-se que estes três são os que mostram na galeria 2 e que quer a série dos 14 retratos (com data de 2012) quer a instalação dos objectos recolhidos (embora com data que vem de 2005 e continua, ou, melhor, continuará) fazem parte igualmente dos trabalhos desencadeados pelo ou no Museu. A diversidade das práticas associadas ao trabalho sobre as reservas, para lá do desenho e da pintura que mais obviamente as representam, mostra que o trabalho do J.F não se encerra num caminho apertado (a exp. actual da 111 também o mostra)...

Este é um dos mais surpreendentes trabalhos de artista pintor que se vão fazendo no presente, e é um muito jovem artista que expõe. E esta, não sendo uma exp. "antológica", é uma mostra muito importante no seu itinerário. Apresentada em Torres Vedras, a sua terra de origem, não é uma exposição "local".