Quatro exposições individuais do AUGUSTO ALVES DA SILVA na galeria Pedro Oliveira, de 1999 a 2009.
coisas várias, artes (plásticas, fotográficas e comestíveis), escritos, promoções e embirrações
domingo, 17 de agosto de 2025
1999-2009, 2025, Augusto Alves da Silva, Galeria Pedro Oliveira
2025, Augusto Alves da Silva : Apontamentos
apontamentos
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
1944 (cronologia) FERROS, "PINTURA", CAFÉ e TABERNA, os retratos (A.P.)
Por ocasião da exp no Atelier-Museu ("Neorrealismos ou a politização da arte em Júlio Pomar") pode tentar fazer-se uma cronologia comentada, a acompanhar a sequência das obras e das datas.
1. FERROS, 1944 (col. CAM - FCG)
Em 1944 Pomar inscreve-se na Escola de Belas Artes do Porto, depois de ter frequentado a Escola de Lisboa desde 1942, com 16 anos, e antes a António Arroio. Já em 1942 participara numa mostra com colegas vindos da António Arroio (Fernando Azevedo, Vespeira, Pedro Oom) num quarto/atelier na Rua das Flores: essa primeira mostra fora notada no meio artístico do Chiado e na Imprensa (a revista 'Panorama' reproduz-lhe "Pintura" ou "Saltimbanco", uma obra perdida, e é relevante a atenção concedida a um muito jovem artista - Almada Negreiro compra o quadrinho e promove a sua apresentação na 7ª Exposição de Arte Moderna do SNI. Uma muito pequena pintura sobre madeira agora exposta "Sem Título [Rapaz]" pode ser dessa data.
No Porto Pomar integra-se rapidamente no grupo de estudantes (e alguns professores) que expõem com o nome de Independentes desde 1943, do qual se destacam Fernando Lanhas, com quem estabelece uma duradoura cumplicidade, e também Júlio Resende, Nadir Afonso, Amândio Silva, Victor Palla, igualmente ido de Lisboa. Expõe na 3ª Independente, no Coliseu.
Em FERROS nota-se o interesse por Léger ou a sua influência, confirmados por anotações desenhadas num pequeno álbum que se conservou. Terá chegado ao CAM por via de Manuel Filipe, sobre quem publicou uma entrevista no ano seguinte ("Arte") onde surgiu a primeira menção do neo-realismo. Foi exposto em 1945, na Exposição Independente vinda ao IST.
A GUERRA (nº 18) ficou com Fernando Lanhas, e Mário Dionísio referiu-se em 1945 na Seara Nova a outra pintura anterior de tema próximo que lhe pertenceu (título desconhecido, óleo sobre cartão, 46x39cm, CR. nº 9, aqui atribuído a 1942 e à exp. da Rua das Flores, o que parece incerto): "apontamento onde se vê um homem brutalizado pelo peso dum capacete e duma cartucheira, um vago arame farpado, uma forca, uma figura estranha que atravessa o campo (a morte? a humanidade chicoteada e desiludida, mas nem por isso capaz de parar?)" - reed. em M.D., "Entre palavras e cores", 2009.
Em FERROS encontram-se os planos recortados de cor lisa que caracterizam a produção desse ano, numa configuração que seria depressa abandonada.
De 1942 era o SALTIMBANCOS (Pintura) que veio do atelier da rua das Flores, passou pelo Salão do SNI e desapareceu. Conhece-se a reprodução no Panorama e um desenho preparatório, um estudo.
1942, em Panorama, Revista Portuguesa de Arte e Turismo, n.º 13, Fevereiro 1943
Na PINTURA (nº 16), que agora é peça maior da col. Rui Victorino, aparece ao centro uma auto-representação de punho erguido entre chaminés de fábricas e um corpo de mulher de pernas para o ar, que se disse premonitório de posteriores cenas eróticas.
Em CAFÉ aparece um retrato de Victor Palla, à esquerda, e outro de José Maria Gomes Pereira, também arquitecto, também transferido de Lisboa e um dos presentes na exp. de 1942
e em baixo um auto-retrato em 1º plano.
sábado, 12 de julho de 2025
sexta-feira, 11 de julho de 2025
2025 EDUARDO LUIZ (CAMB), Campo Grande)
LA BRULURE DE MILLE SOLEILS, 1965, PIERRE KAST E CHRIS MARKER (montagem), DESENHOS DE EDUARDO LUIZ. 25 min. com as vozes de Pierre Vaneck e Barbara Laage. Produção Clara d'Ovar
segunda-feira, 19 de maio de 2025
2025, Cassi Namoda
Cassi Namoda, Maputo 1988
> Los Angeles e New York
Oil on canvas
Courtesy of Jorge M. Pérez Collection, MiaMI
“Já tivemos muitas exposições que exploraram temas similares com outras linguagens e mediums. Há várias razões para a escolha da pintura. Queríamos mostrar a pintura da diáspora africana. A pintura celebra o corpo humano, nós exploramos o mundo com o nosso corpo. Por outro lado, a pintura é uma linguagem que, quase todos os anos, as pessoas declaram morta, mas por alguma razão continua a ressoar. É uma das formas mais antigas de representação usada pelos seres humanos. Basta pensar na pintura rupestre, nas pinturas realizadas sobre rochas. A pintura é uma das formas mais antigas que os seres humanos usaram para deixar uma marca no mundo. É a mais acessível, tal como a própria figuração que proporciona uma representação mais icónica e elementar da expressão ou do corpo.”
“A exposição não pretende ser representativa ou exaustiva”, recorda a curadora. “Não estão representados todos os países da diáspora africana ou do continente africano, mas quisemos sublinhar aqueles artistas que foram catalisadores nos seus contextos locais, ou colocar, no mesmo espaço, artistas que provavelmente não se conheceram. O que nos interessou foi procurar relações, paralelismos. O Malagantana é um dos melhores artistas vindos de Moçambique e descobrimos que em 1962 participou, ao lado do Kingsley Sambo, na primeira exposição do ICAC – International Congress of African Culture, na Rhodes National Gallery [actualmente, National Galery do Zimbabwe], e foi convidado, uma década depois, a colaborar no Mbari Art Club na Nigéria.” (ERRO 1961 OU 62; LONDRES ICA EM 64 confirmar)
"No coração da Europa, mostra-se um século de pintura figurativa negra"No Kunstmuseum Basel, a exposição When We See Us propõe uma viagem pela alegria e pela sensualidade das diásporas africanas.José Marmeleira em Basileia
quarta-feira, 14 de maio de 2025
2025, When We See Us, Bruxelas - pintores de Moçambique
(1988, Maputo)
"To Live Long Is To See Much (Ritual Bathers III)" 2020
Oil on canvas
Courtesy of Jorge M. Pérez Collection, MiaMI
(1936, Matalana Village, Mozambique-2011, Matosinhos, Portugal)
"O Curandeiro (The Sangoma or the Healer)"
1964
Oil on board
Courtesy of Pedro M. S. Monteiro
(1966, Tete - 1998, Harare, Zimbabwe)
Untitled 1992
Acrylic on paper
Courtesy of Harry Kantor Collection






























