sexta-feira, 11 de julho de 2025

2025 EDUARDO LUIZ (CAMB), Campo Grande)

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Conteúdo partilhado com: Público
Um grande pintor de regresso à antiga 111: Centro de Arte Manuel de Brito, Campo Grande. Eduardo Luiz (aqui pequenos formatos)
1973, s/t 39x29cm;
1975, Caixa de ovos 40x20cm;
1977 Petit diable entièrement fait à la main, 25x19,5cm.


(...que o anedotário de Magritte muitas vezes me chateia, e o E.L. tem um magnífico humor que é desafiador)


Col. M de B


LA BRULURE DE MILLE SOLEILS, 1965, PIERRE KAST E CHRIS MARKER (montagem), DESENHOS DE EDUARDO LUIZ. 25 min. com as vozes de Pierre Vaneck e 
Barbara Laage. Produção Clara d'Ovar

OUTRAS COLECÇÕES

A grande lousa, 1966
Óleo sobre tela, madeira 109.5x142.5 cm


\Colecção Ilidio Pinho





Conteúdo partilhado com: PúblUm grande pintor de regresso à antiga 111. Eduardo Luiz (aqui pequenos formatos)1973, s/t 39x29cm; 1975, Caixa de ovos 40x20cm; 1977 Petit diable entièrement fait à la main, 25x19,5cm.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

2025, Cassi Namoda

 Cassi Namoda, Maputo 1988

> Los Angeles e New York



"WHEN WE SEE US", ed. Koyo Kouoh
To Live Long Is To See Much (Ritual Bathers III)" 2020
Oil on canvas
Courtesy of Jorge M. Pérez Collection, MiaMI



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“Já tivemos muitas exposições que exploraram temas similares com outras linguagens e mediums. Há várias razões para a escolha da pintura. Queríamos mostrar a pintura da diáspora africana. A pintura celebra o corpo humano, nós exploramos o mundo com o nosso corpo. Por outro lado, a pintura é uma linguagem que, quase todos os anos, as pessoas declaram morta, mas por alguma razão continua a ressoar. É uma das formas mais antigas de representação usada pelos seres humanos. Basta pensar na pintura rupestre, nas pinturas realizadas sobre rochas. A pintura é uma das formas mais antigas que os seres humanos usaram para deixar uma marca no mundo. É a mais acessível, tal como a própria figuração que proporciona uma representação mais icónica e elementar da expressão ou do corpo.”

“A exposição não pretende ser representativa ou exaustiva”, recorda a curadora. “Não estão representados todos os países da diáspora africana ou do continente africano, mas quisemos sublinhar aqueles artistas que foram catalisadores nos seus contextos locais, ou colocar, no mesmo espaço, artistas que provavelmente não se conheceram. O que nos interessou foi procurar relações, paralelismos. O Malagantana é um dos melhores artistas vindos de Moçambique e descobrimos que em 1962 participou, ao lado do Kingsley Sambo, na primeira exposição do ICAC – International Congress of African Culture, na Rhodes National Gallery [actualmente, National Galery do Zimbabwe], e foi convidado, uma década depois, a colaborar no Mbari Art Club na Nigéria.” (ERRO 1961 OU 62; LONDRES ICA EM 64  confirmar)


"No coração da Europa, mostra-se um século de pintura figurativa negra"

No Kunstmuseum Basel, a exposição When We See Us propõe uma viagem pela alegria e pela sensualidade das diásporas africanas.

quarta-feira, 14 de maio de 2025

2025, When We See Us, Bruxelas - pintores de Moçambique

Bozar, 3 - “Triunfo e Emancipação”



"What underpins When We See Us is the perpetuation, essence and phenomenon of Black joy. Joy can be radical and political. Even without reactively resisting, it can be a profound tool used to dislodge harmful tropes and refute the centrality of colonialism, as emphasized by Achille Membe in ‘African Modes of Self-Writing’. Furthermore, the exhibition goes far beyond the lament of scholar Kevin Quashie when he says “nearly all of what has been written about Blackness assumes that Black culture is, or should be, identified by resistant expressiveness - a response to racial oppression, a speaking back to the dominant ideology”. Rather, When We See Us challenges this by focusing on how Black artists see themselves and each other apart from imposed or reductive narratives associated with the spectacle of Black pain. The theme of Joy thus manifests in the exhibition in the form of euphoric revelry, repose, the quotidian, sensuality, triumph and the metaphysical. What makes this exhibition different is that it is a large conglomeration of diverse painting traditions by Black artists from around the world, conceived and held on African soil. It demonstrates how Black artists have been seeing and celebrating themselves for the last one hundred years. A fete of this scale and dynamism is seldom seen." Catálogo









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3 moçambinanos no Bozar (2 com carreira internacional), representados em "When We See Us", Bruxelas:

Cassi Namoda (1988, Maputo) na secção "Espiritualidade", tal como o Malangatana (1936-2011), Luís Meque (1966-1998), secção Triunfo e Emancipação, entre os retratos

2025, When We See us, KOYO KOUOH, Bruxelas, Bozar

 14-05



Koyo Kouoh e When We See Us em Bruxelas
WHEN WE SEE US - Quando nos vemos - , a grande exposição que encerra a carreira de KOYO KOUOH (morreu antes de anunciar a sua Bienal de Veneza de 2026), vista no Bozar de Bruxelas, vinda da Cidade do Cabo (2022-23) e de Basileia (2024). Em Outubro segue para Estocolmo, até 2026.

domingo, 11 de maio de 2025

2025, Paris Noir, Beaubourg

11/05/2025

2025 Paris Noir (2), Beauford Delaney e alguns outros artistas


alguns artistas em PARIS NOIR
 



 

 

BEAUFORD DELANEY 1901-1979 



 
 



 
 
VITEIX 

 
 

quarta-feira, 26 de março de 2025

2025, Porto, Colecção Ilidio Pinho apresentada pela Universidade do Porto

 26 03 25 no facebook

"Aula do visível, obras da coleção Ilídio Pinho"

Edificio Abel Salazar, antiga Faculdade de Medicina





A colecção Ilídio Pinho (aliás, da Fundação com o seu nome) é uma das maiores coleções privadas de obras de artistas portugueses - seria possível apresentar mais outra exposição, ou mais duas ou três, a partir do seu acervo.

E seria mais conveniente ter como comissário de uma tão alargada apresentação pública outro que não o seu responsável, Miguel von Hafe Perez - seriam outros critérios, outros olhares, outra leitura da colecção e das aquisições, recentes ou não.
O menos que se pode dizer por agora é que a seleção é irregular e conjuga peças de museu e obras relevantes e outras que o não são. A "abrangência" não resulta, nem efectivamente importa numa colecção acertada. Privilegiaram-se aquisições do comissário? Compromissos locais? Acasos do mercado? A série de fotografias de grande formato, no final, não parece convincente, e resultará de um "fenómeno" cronológico.

Se o espaço no edifício restaurado (agora pertencente à Universidade, e com o nome de Abel Salazar) é ingrato, ou mesmo impróprio, com a sequência árida de pequenas salas em dois pisos superiores, assinale-se a falta de informação na fachada, sem a projeção mediática que tem a Reitoria próxima. Percorri-o sozinho, entre as meninas vigilantes, apesar de estarmos no centro do Porto.

A colecção tem sido mostrada com frequência (nomeadamente em 2021 na Fundação Arpad e Vieira da Silva, muito abreviada) e muitas obras têm sido cedidas para diversas exposições.




Júlio, 1930, sem título conhecido.e Almada Negreiros, 1941, Natureza morta.
Mário Eloy, 1935, Uma mulher e dois homens (?).

Amadeo Souza Cardoso


Ainda a colecção e duas considerações (II):
além dos núcleos de obras de Amadeo Souza Cardoso (5) e Vieira da Silva (18 títulos!), os outros núcleos da colecção mais numerosos, poderosos e representativos são dedicados a dois Júlios, Pomar e Resende, os quais constituíram grandes opções iniciais do coleccionador. Ora a exposição actual reduz Resende a uma obra única de 1973 e Pomar a 3 obras (1972 e 1985) que não se podem considerar os melhores exemplos das suas carreiras e da colecção. Porquê? O que aconteceu? Alguma coisa contra? A colecção aparece assim muito desfalcada e ficará a justificar-se uma futura exposição conjunta dos dois Júlios, com as obras da colecção IP, dois pintores de longo curso com com origem ou passagem no Porto e itinerários cronológicos paralelos.


Alentejanos, 1951 96x72cm


Pintura #9, 1959 100x80cm

Pintura, 1975 69x55cm


Mulher de balança, 1978 90x120cm





Paula Rego (O meu tio no Dordogne 1972) e Júlio Pomar (Nevermore 1985)

Este é um espaço difícil para fazer exposições, e não foi adaptado para o efeito. A montagem é precária, improvisada, usando-se apenas painéis construídos para poupar (?) as paredes, deixando vazio o grande espaço central ao longo do qual se sucedem as salas como portas de escritórios - é tudo muito económico, apressado e sem catálogo.




Começa-se muito bem o percurso com uma parede de Amadeos (5 obras) e 3 paredes 3 (!) de Vieiras (10), mas a seguir a coisa complica-se. Depois ou a par da Vieira, os núcleos mais visíveis da colecção não são os dos Júlios Pomar e Resende, que chegaram a constituir o alvo principal do coleccionador. O comissário Miguel von Hafe Pérez* não os quis destacar, ou porque não lhe interessam ou para dar lugar a mt coisa diversa e de importância variável, que corresponderá às aquisições que tem orientado depois de dividir o acervo em dois capítulos com bastante arbitrariedade: a "Coleção Vivências" (que reune artistas que se poderão dizer históricos, e também outros actuais) e a "Colecção Sonhos", com "contemporâneos" ou mais recentes - na realidade a divisão não se entende.

A exposição é em grande medida uma oportunidade perdida, e não teve o impacto público que a colecção merecia.
A Colecção Ilídio Pinho é uma das maiores do país e é dedicada à arte portuguesa dos séculos XIX a XXI, com raras excepções.

*O Miguel H.P. é também curador desde 2025 da Colecção da FLAD, em Lisboa, e igualmente do Centro de Artes Visuais (CAV), em Coimbra, além desta Col. Ilídio Pinho no Porto (e ainda? do Museu do Futebol Clube do Porto)