sábado, 7 de janeiro de 1995

1995, Expresso, Índice

 1995 EXPRESSO


Política cultural 


«Refundação da SEC », Cartaz, Tribuna, 31 Dez.94 # Bl


1. «Serralves, o ano decisivo», Actual, 28 Jan. # Bl

2. «São Carlos: contas desafinadas», Actual, 4 Fev. # Bl

3. «Recomeçar a falar», Fernando Pereira Marques, Livros, 11 Fev. # Bl

4. «Outras culturas» (Estados Gerais) Tribuna 1, 18 Mar. # Bl

5.  «Mudar a política» (Estados Gerais) 1º caderno , Opinião, 18 Mar. # Bl


6. «Museus em pré-campanha», Actual, 3 Jun. # Bl

7. «Lx 95» (Festas da Cidade e Mês da fotografia), Actual, Tribuna 2,  3 Jun. # Bl

. Entrevista com Manuel Frexes (c/ Fernando Diogo) Revista (10 Jun.)


8. «Cultura: todos na oposição (Programas eleitorais), Cartaz, Actual, 23 Set. # Bl

9. «Do Chiado até Alcântara, com passagem por Belém» (Museus, Chiado), Cartaz, Actual, 30 Set. # Bl


10. “Cultura democrática”, Actual, Tribuna 3, 7 Out # Bl

11. “CCB”, Revista (transição), pag 28, 21 Out. # Bl

12. “Dois nomes, duas políticas” (MC 87-95, os responsáveis) Revista, 21 Out. # Bl

13. “Parque Jurássico?”, Actual, Tribuna 4, 11 Nov.

14. “Pagar a factura” (Gulbenkian), Actual, Tribuna 5, 25 Nov.


+

IPM apoia feiras de arte, Actual, 07 Jan.

«CAM: programa para 95», Actual: 21 Jan.

«Chiado em movimento» (nota: Chafes, Alcântara, Grupo de Amigos) Actual: 22 Abr.

«Colecção Berardo vai ter museu em 1995», Actual: 6 Maio 

«Indústrias da cultura regressam à FIL» Actual: 27 Maio

«Três em Veneza», Actual, 3 Jun. # Bl


Arte internacional


1. «Arte de Feira» (Arco, Madrid), Revista, 18 Fev.

2. «A mão e a máquina (David Hockney), Revista, 29 Abr. *

3. «Hispano-luso» (Museu de Badajoz), Revista, 27 Maio

4. «Cem anos de guerrilha (Bienal de Veneza I), Revista, 17 Junho *

5. «Corpo a corpo» (Bienal de Veneza II), Revista, 24 Jun. *

Cezanne em Paris, Revista, 28 Out.


FOTOGRAFIA


1. «O que é Ist?» (Augusto Alves da Silva), Revista, 14 Jan.? # Bl

«Roubadas fotos da colecção da SEC», Actual 11 Fev. 

2. «Porto revisitado (Alfândega), Revista, 4 Mar.

«Porto perde foto histórica» (H.P.Robinson), Actual, 6 Maio

«Águas paradas» (Encontros de Braga), Cartaz 13 Maio # Bl

«Os lugares da luz» (António Júlio Duarte), Revista, 13 Maio

«Espanha arcaica» (Fontes da Memória II), CCB, Cartaz, capa, 20 Maio

«Gerard Castello Lopes na arte do pós-guerra», Actual, 1 Jul.

«Grande prémio europeu para Paulo Nozolino», Actual, 8 Jul.# Bl


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31 Dez.

Cartaz, Tribuna, «Refundação da SEC » (P1)

Livros, «Confidências para o exílio»

idem, «João Rodrigues», ed. Salamandra


INDICE


JANEIRO


07 Jan.

Actual: IPM apoia feiras de arte

Exp., Cx1: «O capital cultural» (Modigliani/Encontros Africanos, CGD Culturgest)


14 Jan.

Revista: «O que é Ist?» (Augusto Alves da Silva)* (data? 14 jan?) 


21 Jan.

Actual: «CAM: programa para 95»

Exp., Cx2: «Duas evocações», Dacosta na Casa Fernando Pessoa e Arpad, fotos de MC Galvão Teles, Museu Arpad


28 Jan. 

Actual: «Serralves, o ano decisivo» (P2)

«Mosaico brasileiro» (O Brasil dos viajantes, Lúcio Costa, etc, CCB) *


FEVEREIRO


04 Fev.

Actual: «Leonel Moura em França»

Id.: «São Carlos: contas desafinadas» (P3)

Exp., Cx4: «Má, muito má pintura», CCB, Pintura Maneirista # Bl


11 Fev. 

Actual: «Roubadas fotos da colecção da SEC»

Exp., Cx5: Lugares e corpos do Brasil», CCB, Mário Cravo Neto e Colecção Pirelli-Masp

Livros: «Recomeçar a falar», Fernando Pereira Marques


18 Fev.

Actual: «Veneza e Joanesburgo: bienais»

Revista: «Arte de Feira» (Arco, Madrid)* (II) RECORTE


25 -



MARÇO


4 Mar.

Revista: Porto revisitado (Alfândega)* (III) RECORTE


11 Mar.

Actual: Refundar a Fundação de Serralves (nota)

Revista: «Perdidos e achados (Jorge Vieira no Chiado)* (IV) Recorte


18 Mar.

Tribuna: «Outras culturas» (Estados Gerais» (P4) recorte

Opinião: «Mudar a política» (Estados Gerais) (P5) 1º cad.

TV: «Orsay: o século XIX à volta de um museu»


25 - 


ABRIL


1 Abr.

Exp.Cx6: «Lacunas, eixos e ruturas», Colecção CGD, Culturgest

TV: «A construção de Paris» (Orsay)

*Revista: «Américas perdidas (Gulbenkian)* (V) recorte


8 -


14 Abr.

Exp., Cx7, «A ideia de paisagem» (Biberstein e Calhau na Madeira)

Actual: «Nome: Menez»


22 Abr.

Actual: «Chiado em movimento» (nota: Chafes, Alcântara, Grupo de Amigos)

Exp., Cx8: «Jovens ou novos», Arte Jovem/Forum Maia


29 Abr.

Exp., Cx9: «Sem palavras», José Loureiro, Alda Cortez (C2)

* Revista: «A mão e a máquina (David Hockney»)* (VI) recorte


MAIO


6 Maio

Actual: «Colecção Berardo vai ter museu em 1995»

Id.: «Porto perde foto histórica» (H.P.Robinson)

Id.: «Feiras de arte em Lisboa e Compostela»

Exp., Cx10: «A Espanha como exemplo» (Calatrava, Fontes da Memória), CCB


13 Maio

Exp., Cx11: «Águas paradas» (Encontros de Braga)

*Revista: «Os lugares da luz» (António Júlio Duarte)* (VII) (C3)


20 Maio

Exp., Cx12: «Espanha arcaica» (Fontas da Memória II), CCB, capa 1


27 Maio

Actual: «Indústrias da cultura regressam à FIL»

TV: «Falar de pintura» (Bonnard, H. Wohl, Erice/López Garcia)

*Revista: «Hispano-luso» (Museu de Badajoz)* (VIII) Recorte


JUNHO


3 Junh.

Exp., Cx13: «A forma e a mão» (Ascânio MMM), 111 (C4)

Actual: «Museus em pré-campanha» blog

Id. «Três em Veneza» blog

Tribuna: «Lx 95» (Festas da Cidade e Mês da fotografia) (P6)


10 Jun.

Revista: Entrevista com Manuel Frexes (c/ Fernando Diogo) (IX) recorte


17 Junho

*Revista: «Cem anos de guerrilha (Bienal de Veneza I)* (X) bl -FALTA


24 Jun.

*Revista: «Corpo a corpo» (Bienal de Veneza II)* (XI) bl - FALTA


JULHO


1 Jul.

Actual: «Gerard Castello Lopes na arte o pós-guerra»


8 Jul.

Actual: «Grande prémio europeu para Paulo Nozolino»

Id.: Jorge Martins no metro de Washington

??? Id.: «Um ano de Museu do Chiado» ????

Exp., Cx 14, capa 2: «O corpo da escultura/'Esta arte de primitivos'» (Marino Marini), Chiado (C5)


15 Jul.

Exp., Cx 15, capa 3: «Contramundos» (René Bertholo), Fernando Santos (C6)


22 Jul.

TV.: «Arquitecturas ambulantes» (Roulottes)


29 - 


AGOSTO


5 - Agosto

Exp., Cx.16: «Um pintor desconhecido (Carlos Bonvalot), Gandarinha, Cascais (C7)


12 Agos.

Exp.Cx.17: «Artes de Verão» (Bienais das Caldas e Cerveira)

Livros: Artes & Leilões


19 Ago.

Exp.Cx.18: «Espaços infinitos» (Michael Biberstein), CAM (C8)

Cartaz: Hein Semke (1899-1995)


26 Ago.

*Revista: «Metro-Arte»* (XII) FALTA

Cartaz: Prémios AICA 1995


SETEMBRO


2 Set.

Revista: «Nemo em Lisboa»* (XIII) recorte


9 Set.

Revista: «Arte Total» (Ilya Kabakov)*  (XIV) (C9) *

Cartaz: Arte portuguesa em Paris


16 Set.

Cartaz, capa 4, cx 19: Made in England, Esculturas com histórias, Serralves (C10)


23 Set.

Cartaz, Actual: «Cultura: todos na oposição»

Cartaz: Cézanne e Vermeer na rentrée


30-Set.

Cartaz, Actual: «Do Chiado até Alcântara, com passagem por Belém»

Cartaz, cx 20: «Album de família», Photo World Press, CCB


# 8. «Cultura: todos na oposição (Programas eleitorais), Cartaz, Actual, 23 Set. # Bl

# 9. «Do Chiado até Alcântara, com passagem por Belém» (Museus, Chiado), Cartaz, Actual, 30 Set. # Bl




OUTUBRO


7 - cultura democrática tribuna


14 -


21 as políticas da cultura - revista

Dacosta monumento

Rentree port em Paris


# 10. “Cultura democrática”, Actual, Tribuna 3, 7 Out # Bl

# 11. “CCB”, Revista (transição), pag 28, 21 Out. # Bl

# 12. “Dois nomes, duas políticas” (MC 87-95, os responsáveis) Revista, 21 Out. # Bl



28 - 


NOVEMBRO


4 vila franca foto


11 feira

Revista Mexico, ALVAREZ BRACO - Recorte


18 -


25 - retratos Cecil Beaton e gageiro


DEZEMBRO


1 Gerard cx


8 P Proença


16 revista - sec xx hist da arte - recorte


23 - 


30 -



notasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasno

Exposições corridas


31-XII

Além da Taprobana, SNBA

Desenhos Contemporâneos, Museu Rafael BP


07-I

Além da Taprobana, SNBA

Ayres de Carvalho, Fundação RESS

Teresa Dias Coelho, Casa FP

Artistas da Flandres, Sintra

Colecção Manuel Brito, Chiado


14-I

Ricardo Lalanda, Central Tejo


21-I

Ana Marchand, CAM

Jaime Baptista, Barata

James Welling, Módulo

Luisa Correia Pereira, Valentim de Carvalho

Miguel Telles da Gama, Novo Século

Oscar Baeza, Monumental

Encontros Africanos, Culturgest

Arca de Noé, Serralves


28-I

Jorge Martins, Diferença

Josá Barrias, Casa FP

Cães d'Água, ZDB

Miguel Delibes, Inst. Cervantes

Julãio Sarmento, Pedro Oliveira


4-II

John Beard, Luis Serpa

José Barrias, Casa Fernando Pessoa

LúcioCosta, CCB

Um Gosto Privado..., Museu Arqueologia


11-II

Bernard Plossu, FG

Sid Kerner, Arquivo Municipal

Modigliani/Encontros Africanos - Culturgest

Pintura Maneirista, CCB/Joanni V Magnifico, Ajuda

Pedro Chorão, Quadrado Azul


18-II

-

25-II

Bernard Plossu, FG

Domingos Rego, Palmira Suzo

Jorge Queiroz, Alda Cortez

Luisa Correia Pereira, Valentim de Carvalho

Modigliani/Encontros Africanos - Culturgest

Sid Kerner, Arquivo Municipal

We met in London, SNBA

Pedro Chorão, Quadrado Azul

Alfândega Nova, Alfândega do Porto


4-III

Bernard Plossu, FG

Eurico Gonçalves, São Bento

Jorge Queiroz, Alda Cortez

Jorge Vieira, Chiado

Luisa Correia Pereira, Valentim de Carvalho

Pedro Casqueiro, Módulo

O Brasil dos Viajantes, fotog. e arquitectura, CCB

João Jacinto, Módulo/Porto

Obras de Arte de Matosinhos, Árvore


11-III

Donald Baechler, CAM

Luís Lemos, Galveias

Manuel Zimbro, Assírio & Alvim

Padro Casqueiro, Módulo

Um Paseo por los 90, Instituto Cervantes

Alfândega Nova, Alfândega do Porto

Fotografias da SEC, Serralves


18-III

António Quadros Ferreira, SNBA

Jorge Vieira, Chiado

José Aurélio, Culturgest

Manuel Magalhães, Diferença

Picasso/Disidn, Casa da Cerca/Almada

Pintura Alemã, deutsch Bank

Um Paseo por los 90, Instituto Cervantes

Fado, Etnologia


25-III

Gaetan, Valentim de Carvalho

Jorge Martins, Luis Serpa

Jorge Pinheiro, Arte Periférica

Jorge Vieira, Chiado

Manu

el Zimbro, Assírio & Alvim

Rosa Carvalho, Alda Cortez

Autocromos, Instituto Francês

Arte Moderna II, Culturgest


1-IV

-


8-IV

Anabela Costa, Central Tejo

Arpad Szenes, Museu

Carmo Moura Nunes, São Mamede

Joh, Museu Botânico

Jorge Martins, Luis Serpa

Tiago estrada, Módulo

Carlos Mesquita?, Módulo/Porto

João Penalva, Pedro Oliveira

Arte Joven, Forum Maia


15-IV

Francisco Ariztia, Espaço Oikos

Keith Haring, 1991

Tapeçarias, Museu Arte Antiga


22-IV

Arpad Szenes, Museu

Duarte Belo, Assírio e Alvim (Fós Côa)

Marta Soares, Boqueirão

Piet Mondrian, CCB

Nikias Skapinakis, Fernando Santos

Colecção foto SEC, Serralves


29-IV

Carlos Barroco, Novo século

Carlos Neto, Quadrum

Fernando Cruz, SNBA

Gaetan, Valentim de Carvalho

Jorge Vieira, Chiado e Palmira Suzo

José Alberto Reis Pereira, SÃo Mamede

José Manuel Castanheira, Museu do teatro

Manuel Vicente, diferença

Arte Moderna 2, Culturgest

Retratos da Alma, Papel e Companhia

Ângelo de Sousa, Quadrado Azul


6-V

António Júlio Duarte, Lagar de Azeite, Oeiras

Encontrosda Imagem, Braga

Albano Silva Pereira, ed. Caldeiras,Coimbra

José M. Rodrigues, Gal. Municipal, Caldas da Rainha


13-V

Ana Leonor, Museu Geológico

Costa Pinheiro, Tapeçarias Portalegre

Manuel Amado, Pal. Galveias

Microscapes, Arquivo Municipal

A Idade do Bronze, Museu Arqueologia

cx+Rev.


20-V

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

António Júlio Duarte, Lagar de Azeite, Oeiras

Augusto Alves da Silva, CGD, Culturgest

Cruzeiro Seixas, São Mamede

José Loureiro, Alda Cortez

Manuel Amado, Pal. Galveias

Rui Chafes, CAM

Imagens e Colónias, Museu Etnologia

Arte Moderna 2, Culturgest


27-V

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

Alain Volut, Instituto Francês

António Ole, Espaço Oikos

Costa Pinheiro, Tapeçarias Portalegre

Keith Haring, 1991

Jorge Martins, Casa da Cerca, Almada

Jorge Vieira, Chiado


3-VI

António Mira, Quadrum

Augusto Alves da Silva, CGD, Culturgest

Bruno sousa, Diferença

Maria João salema, Módulo

Valente Alves, Graça Fonseca

Desenhos de Escultores, Luis Serpa


10-VI

Ana Jotta, Alda Cortez

Júlio resende, Galveias

Richard Serra, CAM

Rosa Carvalho, Casa Fernando Pessoa

Susana Campos, Palmira Suso

Fontes da Memória, CAM


17-VI

-


24-VI

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

Eduarda Feio e Mário Peixoto, Valentim de Carvalho

Wallmate, Cisterna FBAUL


1-VII

Barbara Lessing, Museu Botânico

Jimmie Durham, Módulo

José Afonso Furtado, Diferença

Julião Sarmento, Palácio Sintra

Richard Serra, CAM

Mark Tobey, Museu Vieira

Marino Marini, M. Chiado


8-VII

Ana Leonor, Reserv. Patriarcal

Jimmie Durham, Módulo

Jorge Martins, Casa da Cerca, Almada

Mark Tobey, Museu Vieira

Marta Wengorovius, Culturgest

Miguel Palma, Graça Fonseca

Patrícia Garrido, M. Chiado,

Sergi Aguillar, CAM

Arles Revisité, Instituto Francês

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

Desenhos de Escultores, Luis Serpa

Hospital, EPAC, Évora (José Rodrigues, L. Pavão)


15-VII

Marília Maria Mira, Monumental

Escultura Ibérica, Culturgest

ESBAP-FBAUL, Alfândega Porto


22-VII

-


29-VII

-

?Desenhos de Escultores, Luis Serpa


5-VIII

Mark Tobey, Museu Vieira

Marino Marini, M. Chiado

Michael Biberstein, CAM

Sebastião Rodrigues, Gulbenkian

Art from Argentina, CCB

Mute, Arquivo Municipal

Democracia Satírica, Pal. Belém

Screen Lovers, CCB

Vale do Côa, Museu Arqueologia


12-VIII

Santo António, Museu Arte Antiga, Museu Arte Popular

Artesanato Índio, Museu do traje

Faianças de Estremoz, Museu do Azulejo

Azulejo Gráfico, Museu Azulejo e Cidade

Carlos Bonvalot, Gandarinha, Cascais

Salette Tavares, Casa Fernando Pessoa

Limiares, Serralves


19-VIII

- (cx)


26-VIII

-


2-IX

Cândido Costa Pinto, F. Gulbenkian

Mark Tobey

Marino Marini

Art From Argentina

Luis Barragán, CCB

Ilya Kabakov, CAM


9-IX

Eva Armísen, Arte Periférica


16-IX

Luía Alegre, Diferença

Rui Calçada Bastos e Edgar Massul, Monumental

(cx)


23-Set.

Ilya Kabakov, CAM

Nuno Cera, Museu Botânico

Sebastião Rodrigues, Gulbenkian

World Photo Press, CCB

Corpos Pintados, CCB

Robert Mangold, Culturgest


30 Set.

Michael Biberstein

Nuno Cera

Robert Mangold, Culturgest

Sofía Gandarias, Pal. Galveias

Escultura Britânica, Serralves


16-12 95

A memória do século - hist. círculo Revista



sábado, 29 de outubro de 1994

1994, Poussin, quarto centenário, Grand Palais, Paris, «Inesgotável Poussin»

 Poussin, quarto centenário


Expresso Revista 29 Outubro 94


«Inesgotável Poussin»


As grandes exposições dos artistas do passado, geralmente associadas à comemoração de alguma efeméride, parecem cerimónias rituais de uma cultura do espectáculo voltada para a ultrapassagem de records, em números de obras e de visitantes. O caso de Poussin, agora apresentado em Paris, no Grand Palais, a pretexto do quarto centenário do nascimento (1594-1665), mostra que essa dinâmica institucional pode esconder uma outra dimensão mais subterrânea de investigação e de interpretação das obras, servindo também como oportunidade excepcional de reconsideração de um artista que foi quase sempre referência essencial para outros pintores, mas também, sob uma máscara de severidade e sapiência, mais respeitado do que visto. Um pintor cuja vida e carreira continua a manter grandes zonas enigmáticas que permitem a existência de quase tantos Poussin quantos os seus biógrafos ou exegetas.

É, aliás, do início de um verdadeiro «ano Poussin» que se trata, a prosseguir nos próximos meses por uma actividade editorial intensa, por vários colóquios internacionais e por uma sucessão interminável de exposições tão eruditas como o prestígio do «pintor-filósofo», embora empenhadas, em alguns casos, em alterar a imagem de um artista erradamente identificado com o significado pejorativo da palavra académico.


Organizada pelo Louvre e dirigida por Pierre Rosenberg, que já depois da inauguração ascendeu ao lugar de director do Museu parisiense, a exposição do Grand Palais — com 110 quadros de um pintor que não terá pintado mais de 300 ao longo da vida, além de 145 desenhos — é apenas o pólo mais visível de todo este movimento.

De facto, ela é completada pela apresentação simultânea de dois outros importantes núcleos de obras nos Museus de Bayonne e de Chantilly, que por disposições testamentárias dos coleccionadores que as doaram não podem ser emprestadas: é no segundo que se exibe o extraordinário Massacre dos Inocentes, tantas vezes citado por outros pintores e agora acabado de restaurar. Entretanto, no Louvre, as salas reservadas a Poussin na ala Richelieu acolhem uma «exposição-dossier» com sete dos seus quadros na companhia de mais 25 de autores franceses que lhe foram próximos e que por vezes estiveram antes atribuídos ao próprio Poussin.


A exposição central (aberta até 2 de Janeiro) passará depois para a Royal Academy de Londres (de 19 Janeiro a 9 de Abril), sem os desenhos e com alguma rotação das pinturas, acompanhada por um diferente catálogo a cargo de Richard Verdi, sendo também completada por exposições paralelas de obras impedidas de viajar, enquanto outros projectos independentes se anunciam para os Estados Unidos e a Itália.

A multiplicação das publicações, iniciada por quatro catálogos parisienses e o lançamento em estreia, pelo Laboratório de Pesquisa dos Museus de França (LRMF), de um CD ROM onde se documentam os exames científicos realizados sobre 38 pinturas e de uma revista intitulada «Techne», é continuada por novos catálogos «raisonnés» da pintura (Jacques Thuillier) e do desenho (P. Rosenberg e L.-A. Prat) e pela edição ou reedição de ensaios de Alain Merot, Marc Fumaroli, Oskar Batschmann, Yves Bonnefoy, Louis Marin, da correspondência integral, etc.                                             

Por outro lado ainda, um colóquio reuniu na passada semana os maiores especialistas internacionais do pintor, e dele se esperavam algumas novidades. Como por exemplo, através da descoberta recente das suas contas bancárias, a constatação de que o estóico Poussin não desprezava as aplicações nos jogos da Bolsa e morreu rico.

A multiplicação exponencial dos estudos sobre o pintor, depois do colóquio que se realizou em 1958, justificava um vivo enfrentamento entre as teses antagónicas, tanto mais que a exposição parisiense reivindica a prioridade das confrontações visuais contra o primado tradicional da especulação mais abstracta. Rosenberg propõe a necessidade de um «regresso a Poussin», e J. Thuillier, o seu principal biógrafo, fala de «limpar a estátua» (ou «décaper le peintre», segundo o título do «Le Monde»).


Tal preocupação, que é também a de reforçar a acessibilidade de Poussin para o espectador comum, passou, na exposição do Grand Palais, pela decisão de acompanhar cada quadro com uma tabela em que se explica o respectivo tema, atendendo à distância a que estão hoje os textos mitológicos ou bíblicos — levando à letra o preceito do pintor de «ler a história e o quadro, a fim de conhecer se cada coisa é apropriada ao assunto», sem com isso, no entanto, voltar a aceitar o primado do literário sobre a percepção estética.

Da aglomeração dos espectadores-leitores resultam outros problemas mais físicos de acesso às obras, que são agravados ainda por uma opção de montagem que usa a iluminação natural em algumas áreas do percurso, valorizando as intensidades cromáticas da pintura de Poussin, mas também criando zonas de reflexo que impõem uma dupla visita à exposição.


Uma ocasião como esta é também a oportunidade para multiplicar as operações de restauro das pinturas e, em especial, para proceder quer à revisão intensiva das atribuições, redefinindo o «corpus» de uma obra por vezes confundida com as suas próprias cópias, quer à proposta de uma nova cronologia da produção de Poussin, afinando a leitura da evolução criativa através da relação directa com as pinturas, e menos segundo as fontes escritas. O ano Poussin, aliás, segundo refere o comissário, tinha começado em Washington, com o confronto factual de duas versões do quadro La Sainte Famille à l'Escalier sucessivamente reconhecidas por originais; a unanimidade foi então imediata, a favor do quadro conservado em Clevelend. Rosenberg conseguiu ainda apresentar dois «inéditos» e o efeito daquele reexame de autorias não foi demolidor, como no caso de Rembrandt.




FALSAS PISTAS


Esquecido em Itália e respeitado em França como distante fundador da tradição nacional, Poussin começou a sair de um prolongado «purgatório» apenas em 1960, por ocasião da primeira exposição monográfica organizada pelo Louvre, que teve o significado de uma espécie de renaturalização do pintor. De facto, Poussin viveu praticamente toda a sua vida criativa em Roma, com o breve intervalo de uma chamada a Paris em 1640-42 para intervir, como «primeiro pintor do rei», Luís XIII, nas decorações da grande galeria do Louvre — um episódio infeliz que para sempre o afastaria das grandes decorações e do papel de pintor cortesão, optando por um isolamento voluntário e orgulhoso no centro da vida artística do tempo. Por outro lado, o pintor tem em Inglaterra uma parte muito substancial da sua obra, aí gozou de uma admiração menos variável com a oscilação dos gostos e aí conta ainda com muitos dos seus principais estudiosos.


Jogam-se, por isso, graves questões de prestígio nacional em torno da revalorização de Poussin como o maior de todos os pintores franceses, ao mesmo tempo que se procura construir uma nova abordagem da sua obra. Alain Mérot já tinha procurado contrariar os preconceitos que envolviam a respectiva recepção ao valorizar o que na sua pintura é, ao mesmo tempo, inspiração e disciplina, sensualidade e rigor. J. Thuillier considera-o agora «um dos pintores mais eróticos de toda a pintura francesa» e associa a sua muito rápida fama romana à importação da tradição do nú da Escola de Fontanebleau, em plena Contra-Reforma.


O catálogo editado por Pierre Rosenberg contempla, como é de regra, o estudo minucioso de todas as obras expostas, sintetizando as leituras iconográficas e argumentando sobre opções cronológicas e evoluções estilísticas. Entretanto, o prefácio e a ordem dos 14 ensaios que inclui não ocultam um ponto de vista global apostado em fazer desta retrospectiva a oportunidade prática de ver em Poussin não tanto o suposto filósofo como o pintor, contrariando a versão dominadora de «um artista encerrado desde há mais de 300 anos no papel de grande intelectual da tradição europeia», como escreve Neil MacGregor, director da National Gallery de Londres e co-comissário para a pintura na exposição do Grand Palais.


Em causa está Poussin como erudito e teórico, e P. Rosenberg é bem claro: «Poussin não é um homem de doutrina, ou pelo menos não é o homem de doutrina que quiseram fazer dele». Enquanto teórico, à leitura da sua correspondência, «parece mais provável que a teoria tenha sucedido à pintura», para justificar os quadros já terminados, e o exame atento comprova que essa teoria «não tem nada de original e é mais uma compilação de fontes diferentes por vezes imperfeitamente compreendidas» («Connaissance das Arts»).

O intuito polémico é mais evidente ainda no texto do director da National Gallery, crítica explícita de uma situação em que «as árvores universitárias vieram muitas vezes esconder a floresta artística», onde se defende «um outro olhar sobre Poussin» que não permita que as suas pinturas continuem a «passar para o segundo plano, para trás das teorias que supostamente deveriam encarnar».\


MacGregor serve-se do prestígio de um dos mais importantes investigadores, Denis Mahon, e concretamente de um pouco conhecido artigo de 1965 intitulado «Plea for Poussin as a Painter», repetindo-lhe o título no catálogo, para contestar as «duas falsas pistas» por que seguiu o entendimento do pintor: «a importância excessiva atribuida ao lado intelectual ou cerebral de Poussin» e «a demasiada insistência sobre os dados históricos e as ideias em detrimento das pinturas».

Já segundo Mahon, «Poussin não era evidentemente um filósofo que empregava a pintura como meio de expressão, mas um pintor de primeiríssima ordem cuja arte revela, sobretudo em relação à maior parte dos outros pintores, uma componente que se pode qualificar vagamente como 'filosófica'».


MacGregor opõe-se agora a uma «geração encorajada a confundir a história da arte com a história das ideias», que se «lançou com entusiasmo na exploração das filosofias abstrusas do século XVI»  e que «acha normal interessar-se mais pelo pensamento do pintor que pelo suporte artístico utilizado para o veicular», defendendo no catálogo «a utilidade de examinar os quadros» e a necessidade de «elaborar uma biografia visual do pintor a partir das suas obras». Porque «a composição, a factura, a cor, o vocabulário plástico são muito mais convincentes, em ultima análise, do que as preocupações filosóficas e as fontes históricas».

Contrariando a tese dominante do «pintor-filósofo» (a que Rosenberg prefere a de «pintor-poeta», na linha de Gide), o autor inglês sublinha que o que sobressai da consideração da obra «não é um grande intelectual, mas um pintor sem paralelo», cuja obra «é empalidecida ainda em muitos casos pela etiqueta de filósofo ou pelas alegações dos seus admiradores universitários, quando ele foi em especial e antes de tudo um colorista tão subtil  e sensual como qualquer veneziano, dotado de um instinto muito seguro da iluminação».


ATEU OU RELIGIOSO


Entretanto, é o próprio confronto entre as teses dos principais estudiosos de Poussin, e em especial das suas contra-argumentações, que conduz à revelação da fragilidade dos suportes documentais e literários que alimentam a investigação erudita desencarnada das obras, ao mesmo tempo que é escasso o estudo de aspectos decisivos nos domínios da iconografia, da biografia, dos processos técnicos de trabalho ou, até, da identidade dos seus coleccionadores.

É particularmente curiosa a oposição entre Jacques Thuillier, que vem agora, no catálogo, defender o ateismo do pintor, prolongando a tese do estoicismo e do racionalismo pré-iluminista que Anthony Blunt propusera, e, por outro lado, a intervenção de um Marc Fumaroli que faz de Poussin um pintor mais religioso que filósofo.


J. Thuillier sustenta a defesa do ateismo do pintor de um modo que não é particularmente favorável à tese da vasta erudição, destacando a importância de uma prática da pintura que «escapa ao conceito e se anima com a inesgotável complexidade do vivido», como «lugar de uma experiência» que não pode «confundir-se com a 'ilustração'» das ideias.

Argumentando contra Blunt, Fumaroli considera o neo-estoicismo apenas o resultado da adopção de máximas de sabedoria prática que eram comuns aos letrados desde o séc. XVI, e chega a invocar contra o investigador inglês a sua condição de espião ao serviço dos soviéticos, acusando-o de fabricar uma identificação entre ele próprio e o seu tema de estudo:


«Blunt foi tentado a atribuir a Poussin a personalidade dupla de um espião, por um lado perfeitamente adaptado ao meio ambiente, mas no fundo traindo-o por uma causa só conhecida por ele próprio e alguns cúmplices», como se fosse «um espião das Luzes cuidadosamente mascarado pela sua prudência estoica na Roma dos papas.» Recorde-se que Blunt, especialista incontestado do pintor, conselheiro artístico e ainda parente da rainha de Inglaterra, falecido em 1983, fez parte com Guy Burgess do célebre grupo dos cinco espiões de Cambridge, passando à condição de agente duplo em 1964, até ser denunciado por Margaret Tatcher em 1979, em pleno Parlamento.


Num artigo onde sintetiza a sua tese, Fumaroli vem valorizar, primeiro, um Poussin seguidor do neo-platonismo, interessado na continuidade entre os mitos e a sabedoria do paganismo e os mistérios revelados por Cristo e a sua Igreja; mais do que um precursor do racionalismo das Luzes, o pintor seria afinal um dos últimos herdeiros do platonismo cristão do Renascimento, identificado com a erudição dos antiquários romanos e o enciclopedismo dos jesuitas, de quem sempre esteve próximo. Na fase final, acentuar-se-ia a via da contemplação e do mistério sobre a do sincretismo arqueológico, «procurando a energia simbólica do lado da concentração e da limpidez», enquanto o seu «génio religioso», sempre identificado com uma igreja militante que tinha Bernini como expoente paralelo, ao estilo italiano, ficaria patente na segunda série dos «Sacramentos» ou na Anunciação de 1657, que «mesmo o 'libertino erudito' mais estoico, no sentido de Blunt, não poderia mimar».


LONGA INFLUÊNCIA


Nascido numa família de notários da Normandia, Poussin fugiu de casa aos 18 anos para seguir uma vocação contrariada. A sua formação é praticamente ignorada, para além da passagem de apenas alguns meses em ateliers franceses, chegando a Roma aos 30 anos sem que tenham sobrevivido da sua produção anterior mais do que alguns desenhos maneiristas. Desconhecido em 1624, mas recomendado em Roma por uma «furia di diavolo» muito diversa da imagem que depois lhe foi associada, Poussin ascenderia a um reconhecimento meteórico logo em 1627, com  A Morte de Germânicus, e seria já célebre três anos depois.

Glorificado ainda em vida como modelo de um ideal clássico que lhe sobreviveu por pouco tempo, mas que a segunda metade do século XVIII iria retomar, figura tutelar da Academia criada em Paris em 1648 (sem ter sido um dos seus proponentes nem acedido a cumprir funções oficiais), Poussin é desde logo o paradigma idealizado do pintor intelectual em oposição ao pintor artesão, num momento em que os artistas reivindicavam a libertação das condições regimentais das corporações e, num mesmo movimento, a entrada da pintura no plano das artes liberais, ainda muito antes da definição conceptual das Belas-Artes.

O perfil de «pintor filósofo», com a qualidade suplementar de não se ter submetido à dependência cortesã, que foi condição primeira dessa liberalização das cadeias corporativas, servia exemplarrmente a causa da transição Du Peintre à l'Artiste — título de uma notável obra de Nathalie Heinich (ed. Minuit, 1993). É a compreensão do preciso contexto histórico da defesa do primado do literário na pintura, e por isso da necessária nobreza dosseus assuntos, como momento prévio à emergência da percepção estética autonomizada (primeiro da imitação mecânica, e depois da literatura), que permite situar o processo de «intelectualização da relação com as imagens» (N.H.) patrocinado por Poussin e responsável pela sua assimilação da percepção da obra pictural a um acto de leitura. 

Por outro lado, aquele desconhecimento das etapas da formação de Poussin permitiria que, muito mais tarde, Balzac o tomasse por modelo romântico do artista boémio, o «génio» indisciplinado do Chef-d'Oeuvre Inconnu. O isolamento da carreira de pintor, a recusa da decoração mural para se confinar às telas de formato médio, a independência conquistada face aos mecenas e encomendadores, o facto de não ter criado um atelier nem trabalhar com assistentes, a recusa da vida oficial para se consagrar inteiramente à sua obra são aspectos que antecipam o artista inovador do século XIX.


O ensaio de Richard Verdi sobre a influência exercida por Poussin na evolução da pintura europeia, também publicado no catálogo, abre uma pista particularmente fecunda para entender a contraditória riqueza da sua obra, ora modelo da prioridade atribuida ao desenho (e ao «disegno») sobre a cor, ora exaltada pelas componentes imaginativas e irracionais, ora tomada por paradigma da tradição antiga do sublime, ora valorizada pela «veracidade» do seu entendimento da natureza. É toda a história da devoção demonstrada por Ingres e do interesse de Delacroix, passando Poussin de modelo do neo-classicismo para precursor do romantismo, e logo a seguir reivindicado pelos que procuraram uma representação realista da paisagem («Eis a natureza», diria Corot diante de O Outono), para ser mais adiante modelo de Degas, Pissarro e, em especial, Cézanne, depois dos cubistas, de Balthus e de Lupertz.


Neste sentido, exprime-se também no «regresso a Poussin» pretendido por Rosenberg e outros, se se recordar que o pintor foi referência essencial do «regresso à ordem» dos anos 20, em especial para Picasso, a ideia de que não se esgotou ainda a influência possível desse pintor que amava «as coisas bem ordenadas, fugindo à confusão».