sábado, 7 de janeiro de 1995

1995, Expresso, Índice

 1995 EXPRESSO


Política cultural 


«Refundação da SEC », Cartaz, Tribuna, 31 Dez.94 # Bl


1. «Serralves, o ano decisivo», Actual, 28 Jan. # Bl

2. «São Carlos: contas desafinadas», Actual, 4 Fev. # Bl

3. «Recomeçar a falar», Fernando Pereira Marques, Livros, 11 Fev. # Bl

4. «Outras culturas» (Estados Gerais) Tribuna 1, 18 Mar. # Bl

5.  «Mudar a política» (Estados Gerais) 1º caderno , Opinião, 18 Mar. # Bl


6. «Museus em pré-campanha», Actual, 3 Jun. # Bl

7. «Lx 95» (Festas da Cidade e Mês da fotografia), Actual, Tribuna 2,  3 Jun. # Bl

. Entrevista com Manuel Frexes (c/ Fernando Diogo) Revista (10 Jun.)


8. «Cultura: todos na oposição (Programas eleitorais), Cartaz, Actual, 23 Set. # Bl

9. «Do Chiado até Alcântara, com passagem por Belém» (Museus, Chiado), Cartaz, Actual, 30 Set. # Bl


10. “Cultura democrática”, Actual, Tribuna 3, 7 Out # Bl

11. “CCB”, Revista (transição), pag 28, 21 Out. # Bl

12. “Dois nomes, duas políticas” (MC 87-95, os responsáveis) Revista, 21 Out. # Bl

13. “Parque Jurássico?”, Actual, Tribuna 4, 11 Nov.

14. “Pagar a factura” (Gulbenkian), Actual, Tribuna 5, 25 Nov.


+

IPM apoia feiras de arte, Actual, 07 Jan.

«CAM: programa para 95», Actual: 21 Jan.

«Chiado em movimento» (nota: Chafes, Alcântara, Grupo de Amigos) Actual: 22 Abr.

«Colecção Berardo vai ter museu em 1995», Actual: 6 Maio 

«Indústrias da cultura regressam à FIL» Actual: 27 Maio

«Três em Veneza», Actual, 3 Jun. # Bl


Arte internacional


1. «Arte de Feira» (Arco, Madrid), Revista, 18 Fev.

2. «A mão e a máquina (David Hockney), Revista, 29 Abr. *

3. «Hispano-luso» (Museu de Badajoz), Revista, 27 Maio

4. «Cem anos de guerrilha (Bienal de Veneza I), Revista, 17 Junho *

5. «Corpo a corpo» (Bienal de Veneza II), Revista, 24 Jun. *

Cezanne em Paris, Revista, 28 Out.


FOTOGRAFIA


1. «O que é Ist?» (Augusto Alves da Silva), Revista, 14 Jan.? # Bl

«Roubadas fotos da colecção da SEC», Actual 11 Fev. 

2. «Porto revisitado (Alfândega), Revista, 4 Mar.

«Porto perde foto histórica» (H.P.Robinson), Actual, 6 Maio

«Águas paradas» (Encontros de Braga), Cartaz 13 Maio # Bl

«Os lugares da luz» (António Júlio Duarte), Revista, 13 Maio

«Espanha arcaica» (Fontes da Memória II), CCB, Cartaz, capa, 20 Maio

«Gerard Castello Lopes na arte do pós-guerra», Actual, 1 Jul.

«Grande prémio europeu para Paulo Nozolino», Actual, 8 Jul.# Bl


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31 Dez.

Cartaz, Tribuna, «Refundação da SEC » (P1)

Livros, «Confidências para o exílio»

idem, «João Rodrigues», ed. Salamandra


INDICE


JANEIRO


07 Jan.

Actual: IPM apoia feiras de arte

Exp., Cx1: «O capital cultural» (Modigliani/Encontros Africanos, CGD Culturgest)


14 Jan.

Revista: «O que é Ist?» (Augusto Alves da Silva)* (data? 14 jan?) 


21 Jan.

Actual: «CAM: programa para 95»

Exp., Cx2: «Duas evocações», Dacosta na Casa Fernando Pessoa e Arpad, fotos de MC Galvão Teles, Museu Arpad


28 Jan. 

Actual: «Serralves, o ano decisivo» (P2)

«Mosaico brasileiro» (O Brasil dos viajantes, Lúcio Costa, etc, CCB) *


FEVEREIRO


04 Fev.

Actual: «Leonel Moura em França»

Id.: «São Carlos: contas desafinadas» (P3)

Exp., Cx4: «Má, muito má pintura», CCB, Pintura Maneirista # Bl


11 Fev. 

Actual: «Roubadas fotos da colecção da SEC»

Exp., Cx5: Lugares e corpos do Brasil», CCB, Mário Cravo Neto e Colecção Pirelli-Masp

Livros: «Recomeçar a falar», Fernando Pereira Marques


18 Fev.

Actual: «Veneza e Joanesburgo: bienais»

Revista: «Arte de Feira» (Arco, Madrid)* (II) RECORTE


25 -



MARÇO


4 Mar.

Revista: Porto revisitado (Alfândega)* (III) RECORTE


11 Mar.

Actual: Refundar a Fundação de Serralves (nota)

Revista: «Perdidos e achados (Jorge Vieira no Chiado)* (IV) Recorte


18 Mar.

Tribuna: «Outras culturas» (Estados Gerais» (P4) recorte

Opinião: «Mudar a política» (Estados Gerais) (P5) 1º cad.

TV: «Orsay: o século XIX à volta de um museu»


25 - 


ABRIL


1 Abr.

Exp.Cx6: «Lacunas, eixos e ruturas», Colecção CGD, Culturgest

TV: «A construção de Paris» (Orsay)

*Revista: «Américas perdidas (Gulbenkian)* (V) recorte


8 -


14 Abr.

Exp., Cx7, «A ideia de paisagem» (Biberstein e Calhau na Madeira)

Actual: «Nome: Menez»


22 Abr.

Actual: «Chiado em movimento» (nota: Chafes, Alcântara, Grupo de Amigos)

Exp., Cx8: «Jovens ou novos», Arte Jovem/Forum Maia


29 Abr.

Exp., Cx9: «Sem palavras», José Loureiro, Alda Cortez (C2)

* Revista: «A mão e a máquina (David Hockney»)* (VI) recorte


MAIO


6 Maio

Actual: «Colecção Berardo vai ter museu em 1995»

Id.: «Porto perde foto histórica» (H.P.Robinson)

Id.: «Feiras de arte em Lisboa e Compostela»

Exp., Cx10: «A Espanha como exemplo» (Calatrava, Fontes da Memória), CCB


13 Maio

Exp., Cx11: «Águas paradas» (Encontros de Braga)

*Revista: «Os lugares da luz» (António Júlio Duarte)* (VII) (C3)


20 Maio

Exp., Cx12: «Espanha arcaica» (Fontas da Memória II), CCB, capa 1


27 Maio

Actual: «Indústrias da cultura regressam à FIL»

TV: «Falar de pintura» (Bonnard, H. Wohl, Erice/López Garcia)

*Revista: «Hispano-luso» (Museu de Badajoz)* (VIII) Recorte


JUNHO


3 Junh.

Exp., Cx13: «A forma e a mão» (Ascânio MMM), 111 (C4)

Actual: «Museus em pré-campanha» blog

Id. «Três em Veneza» blog

Tribuna: «Lx 95» (Festas da Cidade e Mês da fotografia) (P6)


10 Jun.

Revista: Entrevista com Manuel Frexes (c/ Fernando Diogo) (IX) recorte


17 Junho

*Revista: «Cem anos de guerrilha (Bienal de Veneza I)* (X) bl -FALTA


24 Jun.

*Revista: «Corpo a corpo» (Bienal de Veneza II)* (XI) bl - FALTA


JULHO


1 Jul.

Actual: «Gerard Castello Lopes na arte o pós-guerra»


8 Jul.

Actual: «Grande prémio europeu para Paulo Nozolino»

Id.: Jorge Martins no metro de Washington

??? Id.: «Um ano de Museu do Chiado» ????

Exp., Cx 14, capa 2: «O corpo da escultura/'Esta arte de primitivos'» (Marino Marini), Chiado (C5)


15 Jul.

Exp., Cx 15, capa 3: «Contramundos» (René Bertholo), Fernando Santos (C6)


22 Jul.

TV.: «Arquitecturas ambulantes» (Roulottes)


29 - 


AGOSTO


5 - Agosto

Exp., Cx.16: «Um pintor desconhecido (Carlos Bonvalot), Gandarinha, Cascais (C7)


12 Agos.

Exp.Cx.17: «Artes de Verão» (Bienais das Caldas e Cerveira)

Livros: Artes & Leilões


19 Ago.

Exp.Cx.18: «Espaços infinitos» (Michael Biberstein), CAM (C8)

Cartaz: Hein Semke (1899-1995)


26 Ago.

*Revista: «Metro-Arte»* (XII) FALTA

Cartaz: Prémios AICA 1995


SETEMBRO


2 Set.

Revista: «Nemo em Lisboa»* (XIII) recorte


9 Set.

Revista: «Arte Total» (Ilya Kabakov)*  (XIV) (C9) *

Cartaz: Arte portuguesa em Paris


16 Set.

Cartaz, capa 4, cx 19: Made in England, Esculturas com histórias, Serralves (C10)


23 Set.

Cartaz, Actual: «Cultura: todos na oposição»

Cartaz: Cézanne e Vermeer na rentrée


30-Set.

Cartaz, Actual: «Do Chiado até Alcântara, com passagem por Belém»

Cartaz, cx 20: «Album de família», Photo World Press, CCB


# 8. «Cultura: todos na oposição (Programas eleitorais), Cartaz, Actual, 23 Set. # Bl

# 9. «Do Chiado até Alcântara, com passagem por Belém» (Museus, Chiado), Cartaz, Actual, 30 Set. # Bl




OUTUBRO


7 - cultura democrática tribuna


14 -


21 as políticas da cultura - revista

Dacosta monumento

Rentree port em Paris


# 10. “Cultura democrática”, Actual, Tribuna 3, 7 Out # Bl

# 11. “CCB”, Revista (transição), pag 28, 21 Out. # Bl

# 12. “Dois nomes, duas políticas” (MC 87-95, os responsáveis) Revista, 21 Out. # Bl



28 - 


NOVEMBRO


4 vila franca foto


11 feira

Revista Mexico, ALVAREZ BRACO - Recorte


18 -


25 - retratos Cecil Beaton e gageiro


DEZEMBRO


1 Gerard cx


8 P Proença


16 revista - sec xx hist da arte - recorte


23 - 


30 -



notasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasno

Exposições corridas


31-XII

Além da Taprobana, SNBA

Desenhos Contemporâneos, Museu Rafael BP


07-I

Além da Taprobana, SNBA

Ayres de Carvalho, Fundação RESS

Teresa Dias Coelho, Casa FP

Artistas da Flandres, Sintra

Colecção Manuel Brito, Chiado


14-I

Ricardo Lalanda, Central Tejo


21-I

Ana Marchand, CAM

Jaime Baptista, Barata

James Welling, Módulo

Luisa Correia Pereira, Valentim de Carvalho

Miguel Telles da Gama, Novo Século

Oscar Baeza, Monumental

Encontros Africanos, Culturgest

Arca de Noé, Serralves


28-I

Jorge Martins, Diferença

Josá Barrias, Casa FP

Cães d'Água, ZDB

Miguel Delibes, Inst. Cervantes

Julãio Sarmento, Pedro Oliveira


4-II

John Beard, Luis Serpa

José Barrias, Casa Fernando Pessoa

LúcioCosta, CCB

Um Gosto Privado..., Museu Arqueologia


11-II

Bernard Plossu, FG

Sid Kerner, Arquivo Municipal

Modigliani/Encontros Africanos - Culturgest

Pintura Maneirista, CCB/Joanni V Magnifico, Ajuda

Pedro Chorão, Quadrado Azul


18-II

-

25-II

Bernard Plossu, FG

Domingos Rego, Palmira Suzo

Jorge Queiroz, Alda Cortez

Luisa Correia Pereira, Valentim de Carvalho

Modigliani/Encontros Africanos - Culturgest

Sid Kerner, Arquivo Municipal

We met in London, SNBA

Pedro Chorão, Quadrado Azul

Alfândega Nova, Alfândega do Porto


4-III

Bernard Plossu, FG

Eurico Gonçalves, São Bento

Jorge Queiroz, Alda Cortez

Jorge Vieira, Chiado

Luisa Correia Pereira, Valentim de Carvalho

Pedro Casqueiro, Módulo

O Brasil dos Viajantes, fotog. e arquitectura, CCB

João Jacinto, Módulo/Porto

Obras de Arte de Matosinhos, Árvore


11-III

Donald Baechler, CAM

Luís Lemos, Galveias

Manuel Zimbro, Assírio & Alvim

Padro Casqueiro, Módulo

Um Paseo por los 90, Instituto Cervantes

Alfândega Nova, Alfândega do Porto

Fotografias da SEC, Serralves


18-III

António Quadros Ferreira, SNBA

Jorge Vieira, Chiado

José Aurélio, Culturgest

Manuel Magalhães, Diferença

Picasso/Disidn, Casa da Cerca/Almada

Pintura Alemã, deutsch Bank

Um Paseo por los 90, Instituto Cervantes

Fado, Etnologia


25-III

Gaetan, Valentim de Carvalho

Jorge Martins, Luis Serpa

Jorge Pinheiro, Arte Periférica

Jorge Vieira, Chiado

Manu

el Zimbro, Assírio & Alvim

Rosa Carvalho, Alda Cortez

Autocromos, Instituto Francês

Arte Moderna II, Culturgest


1-IV

-


8-IV

Anabela Costa, Central Tejo

Arpad Szenes, Museu

Carmo Moura Nunes, São Mamede

Joh, Museu Botânico

Jorge Martins, Luis Serpa

Tiago estrada, Módulo

Carlos Mesquita?, Módulo/Porto

João Penalva, Pedro Oliveira

Arte Joven, Forum Maia


15-IV

Francisco Ariztia, Espaço Oikos

Keith Haring, 1991

Tapeçarias, Museu Arte Antiga


22-IV

Arpad Szenes, Museu

Duarte Belo, Assírio e Alvim (Fós Côa)

Marta Soares, Boqueirão

Piet Mondrian, CCB

Nikias Skapinakis, Fernando Santos

Colecção foto SEC, Serralves


29-IV

Carlos Barroco, Novo século

Carlos Neto, Quadrum

Fernando Cruz, SNBA

Gaetan, Valentim de Carvalho

Jorge Vieira, Chiado e Palmira Suzo

José Alberto Reis Pereira, SÃo Mamede

José Manuel Castanheira, Museu do teatro

Manuel Vicente, diferença

Arte Moderna 2, Culturgest

Retratos da Alma, Papel e Companhia

Ângelo de Sousa, Quadrado Azul


6-V

António Júlio Duarte, Lagar de Azeite, Oeiras

Encontrosda Imagem, Braga

Albano Silva Pereira, ed. Caldeiras,Coimbra

José M. Rodrigues, Gal. Municipal, Caldas da Rainha


13-V

Ana Leonor, Museu Geológico

Costa Pinheiro, Tapeçarias Portalegre

Manuel Amado, Pal. Galveias

Microscapes, Arquivo Municipal

A Idade do Bronze, Museu Arqueologia

cx+Rev.


20-V

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

António Júlio Duarte, Lagar de Azeite, Oeiras

Augusto Alves da Silva, CGD, Culturgest

Cruzeiro Seixas, São Mamede

José Loureiro, Alda Cortez

Manuel Amado, Pal. Galveias

Rui Chafes, CAM

Imagens e Colónias, Museu Etnologia

Arte Moderna 2, Culturgest


27-V

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

Alain Volut, Instituto Francês

António Ole, Espaço Oikos

Costa Pinheiro, Tapeçarias Portalegre

Keith Haring, 1991

Jorge Martins, Casa da Cerca, Almada

Jorge Vieira, Chiado


3-VI

António Mira, Quadrum

Augusto Alves da Silva, CGD, Culturgest

Bruno sousa, Diferença

Maria João salema, Módulo

Valente Alves, Graça Fonseca

Desenhos de Escultores, Luis Serpa


10-VI

Ana Jotta, Alda Cortez

Júlio resende, Galveias

Richard Serra, CAM

Rosa Carvalho, Casa Fernando Pessoa

Susana Campos, Palmira Suso

Fontes da Memória, CAM


17-VI

-


24-VI

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

Eduarda Feio e Mário Peixoto, Valentim de Carvalho

Wallmate, Cisterna FBAUL


1-VII

Barbara Lessing, Museu Botânico

Jimmie Durham, Módulo

José Afonso Furtado, Diferença

Julião Sarmento, Palácio Sintra

Richard Serra, CAM

Mark Tobey, Museu Vieira

Marino Marini, M. Chiado


8-VII

Ana Leonor, Reserv. Patriarcal

Jimmie Durham, Módulo

Jorge Martins, Casa da Cerca, Almada

Mark Tobey, Museu Vieira

Marta Wengorovius, Culturgest

Miguel Palma, Graça Fonseca

Patrícia Garrido, M. Chiado,

Sergi Aguillar, CAM

Arles Revisité, Instituto Francês

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

Desenhos de Escultores, Luis Serpa

Hospital, EPAC, Évora (José Rodrigues, L. Pavão)


15-VII

Marília Maria Mira, Monumental

Escultura Ibérica, Culturgest

ESBAP-FBAUL, Alfândega Porto


22-VII

-


29-VII

-

?Desenhos de Escultores, Luis Serpa


5-VIII

Mark Tobey, Museu Vieira

Marino Marini, M. Chiado

Michael Biberstein, CAM

Sebastião Rodrigues, Gulbenkian

Art from Argentina, CCB

Mute, Arquivo Municipal

Democracia Satírica, Pal. Belém

Screen Lovers, CCB

Vale do Côa, Museu Arqueologia


12-VIII

Santo António, Museu Arte Antiga, Museu Arte Popular

Artesanato Índio, Museu do traje

Faianças de Estremoz, Museu do Azulejo

Azulejo Gráfico, Museu Azulejo e Cidade

Carlos Bonvalot, Gandarinha, Cascais

Salette Tavares, Casa Fernando Pessoa

Limiares, Serralves


19-VIII

- (cx)


26-VIII

-


2-IX

Cândido Costa Pinto, F. Gulbenkian

Mark Tobey

Marino Marini

Art From Argentina

Luis Barragán, CCB

Ilya Kabakov, CAM


9-IX

Eva Armísen, Arte Periférica


16-IX

Luía Alegre, Diferença

Rui Calçada Bastos e Edgar Massul, Monumental

(cx)


23-Set.

Ilya Kabakov, CAM

Nuno Cera, Museu Botânico

Sebastião Rodrigues, Gulbenkian

World Photo Press, CCB

Corpos Pintados, CCB

Robert Mangold, Culturgest


30 Set.

Michael Biberstein

Nuno Cera

Robert Mangold, Culturgest

Sofía Gandarias, Pal. Galveias

Escultura Britânica, Serralves


16-12 95

A memória do século - hist. círculo Revista



sábado, 27 de agosto de 1994

1994, Brasil, "Memória da Amazónia", Alfândega Porto

"Brasil, Brasis"

«Memória da Amazónia: Etnicidade e Territorialidade»

«Recife, Raízes e Resultados»

Alfândega, Porto, 23 junho a 30 novembro

Expresso 27 08 94

«MEMÓRIA DA AMAZÓNIA» É UMA EXPOSIÇÃO ADMIRÁVEL E DIFERENTE QUE SE APRESENTA NA ALFÂNDEGA DO PORTO. A ANTROPOLOGIA REVÊ A SUA PRÁTICA ANTERIOR EM CONTACTO COM A REALIDADE POLÍTICA DO PRESENTE: O ENCONTRO OU CONFRONTO ENTRE DOIS MUNDOS CONTINUA


À ENTRADA há uma longa parede, fortemente iluminada, onde se expõem citações extraídas das primeiras informações escritas sobre os índios dos Brasil — são «citações de seres e situações fantásticas», segundo o roteiro, porque a estranheza perante o outro desconhecido só podia exprimir-se através da reactualização de antigas descrições mais ou menos míticas: «vimos muitos homens e mulheres que não tinham cabeça e tinham os olhos no peito», Santo Agostinho «dixit»; «eu pensava que estava no paraíso terrestre», Américo Vespúcio, 1502; «próximo do Eldorado existe uma terra das mulheres que se chamam Amazonas e não têm homens», séc. XVI; «outra casta de gente nasce com os pés às avessas», 1663. 

Passa-se, a seguir, da palavra à imagem, em três diferentes suportes: um painel onde se reunem gravuras com as primeiras representações dos povos ameríndios (imagens também fantásticas, menos iluminadas e não individualmente referenciadas); um diaporama que se vê num écran-objecto (é uma escultura «minimalista», em ferro), dedicado às imagens ambivalentes do índio, ora bom selvagem, o da Adoração dos Magos, de Grão Vasco, ora mau selvagem, no Inferno, do Museu de Arte Antiga, até ao rigor naturalista das estampas da «Viagem Philosophica», de 1783-1792; um monitor vídeo com um extracto do filme "Aguirre, o Aventureiro", de Herzog, e um documentário sobre a situação actual dos Yanomani. 





Adiante, um mapa do povoamento indígena no tempo dos primeiros contactos; móveis de um museu do século XIX apresentando material arqueológico e objectos pertencentes a grupos extintos (machados de pedra, cerâmicas, adornos, uma máscara — os mais recentes são de meados do séc. passado, dos Jurupixuna, e já dos anos 70 do séc. XX, dos Arara); urnas funerárias da ilha de Marajó, expostas sobre placas de ardósia e de modo a valorizar a sua beleza artística; por fim, notícias do massacre da aldeia Haximu da tribo dos Yanomani, publicadas na imprensa portuguesa, em 1993.

É o primeiro andamento, o núcleo «Choque», da exposição «Memória da Amazónia, Etnicidade e Territorialidade», apresentada na furna grande da antiga Alfândega pela Reitoria da Universidade do Porto em colaboração com a Universidade do Amazonas, comissariada por J. A. Fernandes Dias, Eglantina Monteiro (antropólogos), Paulo Providência (arquitecto) e Ângelo de Sousa (artista plástico). Seguem-se-lhe os núcleos «Tutela» e «Afirmação da Etnicidad», que não se verão como sucessivos capítulos de um percurso linear mas como outros tantos recomeços de uma mesma exposição, cobrindo o mesmo horizonte temporal com novas perpectivas de abordagem, com diferentes olhares.

Neste ano de Lisboa Capital Cultural, aqui se proporia, se tal distinção existisse, o prémio de melhor exposição de 94 para esta iniciativa portuense. 


OUTRA ANTROPOLOGIA...




O visitante desprevenido confronta-se, de imediato, com uma exposição diferente, capaz de provocar as mais desencontradas reacções, do desconforto ou da rejeição extrema perante a distância em relação à norma, até ao interesse em aprofundar a originalidade expositiva e teórica deste projecto. É a segunda via que se procurará seguir adiante, já com recurso a esclarecimentos prestados por Fernandes Dias, docente da Faculdade de Belas Artes de Lisboa e do Departamento de Antropologia da U. de Coimbra.


Esta exposição é diferente, desde logo, pela extensa utilização da escrita como material expositivo e pelo recurso a diversos suportes de apresentação de imagens (gráficas ou em movimento), que, como os textos (enunciados programáticos e citações), forçam o visitante a demorar a sua passagem. Depois, já em relação ao terreno específico da antropologia, pela recusa evidente de algumas das suas regras habituais: a estetização dos objectos «primitivos» ou a sua contextualização por referência a uma história encerrada, ou fatalmente condenada, onde a valorização de uma inocência perdida é o único limite admissível para o olhar neutral do cientista. 

Aqui, pelo contrário, fala-se de massacres e de estratégias de sobrevivência, expõem-se recentíssimas cartilhas de alfabetização que fixam a escrita das línguas indígenas e um quadro das actuais organizações auto-representativas dos índios — em «Afirmação da Etnicidade» —, apresenta-se uma realidade política de contornos imprevisíveis, que é conflituosa já no momento presente (o debate sobre a auto-representação das nações índias está a processar-se em cumprimento da constituição brasileira de 1988) e potencialmente explosiva no futuro (confronte-se com a situação em Chiapas). A neutralidade, afinal, não é possível.


Uma exposição é quase sempre uma espécie de album de estampas: mostram-se séries de imagens ou colecções de objectos acompanhadas por breves legendas. Far-se-ía assim a prova de uma suposta facilidade de ver contra as agruras do livro de texto, oferecendo-se a síntese fácilmente acessível de um qualquer saber constituído, o «digest», a ilustração preguiçosa de um discurso. Em geral, é para ver depressa, para percorrer ou atravessar, e pode ser também, é cada vez mais, já em dimensão industrial, um espectáculo, da ordem da recreação, da ocupação de tempos de lazer, da «animação urbana». 

No caso presente, não só se contrariam tais lógicas, mas sem qualquer sacrifício do seu impacto visual, como a própria exposição se constroi como um exercício crítico em relação à disciplina que é suposto ilustrar, em consonância com uma reorientação radical do estudo antropológico das sociedades indígenas que se vem observando no Brasil, aliás, já com sensível atraso em relação a situações idênticas da restante América. E não será por acaso que uma iniciativa académica dedicada ao «encontro de culturas» foi acolhida pela Universidade do Porto mas não despertou qualquer interesse da parte da Comissão dos Descobrimentos, que lhe concedeu um subsídio de apenas 300 contos, naturalmente recusado pela Reitoria (o roteiro conserva ainda o seu emblema oficial, por ser anterior a tal episódio). 


E ARTE CONTEMPORÂNEA


Voltando à construção da diferença expositiva e conceptual deste projecto, há que destacar a criação de mobiliário original (expositores e meios de iluminação com intervenção escultórica e valor semântico) e, em especial, a montagem sequencial em cenários onde é visível um grande investimento ao nível da concepção plástica: neles se consegue sempre uma mobilização significante dos recursos do espaço, dos materiais, da luz, da cor e do som, em condições sucessivamente diferenciadas que se percorrem como outros tantos ambientes ou instalações.





De facto, a prática museológica encontra-se aqui com processos importados do território da arte contemporânea e é questionada ou descontruída por eles. Mas as instalações (por exemplo a «sala à Kosuth» da secção «Tutela» ou a feira de artesanato indígena do terceiro núcleo) têm sempre um preciso sentido funcional e teórico, até porque os responsáveis pela arquitectura interior participaram como comissários de parte inteira na construção conceptual da exposição: elas não são meros efeitos de teatralização, veiculam uma nova forma de pensar a antropologia, diferenciando as diversas relações com os objectos que se estabeleceram ao longo do tempo ou os significados e valores que lhes são associados em diversos contextos ideológicos. Não é impunemente que se ocupa o cenário fortíssimo da galeria subterrânea e granítica da Alfândega do Porto, onde há alguns meses se podia ver a instalação de Ângelo criada para as 2as Jornadas de Arte Contemporânea.


Diferença, ainda, é a estratégia de apresentação de muitos dos objectos em conjuntos, ou acumulações (outra situação tomada da arte contemporânea), a qual permite subverter a relação formalista com o objecto etnográfico que se constituiu com a arte do princípio do século; e também a opção pela não identificação individual das peças expostas, substituída por referências colectivas e compreensivas (textos «Trançar o mundo», para a cestaria; «Mudar de pele», as máscaras, no núcleo «Tutela»). Assim se mantem a evidência de uma margem permanente de desconhecido, que é propiciadora de intranquilidade para a vontade de conhecer-«dominar» do visitante, e se constrói um outro modelo de mostra antropológica que é «menos uma exposição de objectos do que de contextos de significação dos objectos» (F.D.). Existem, no entanto, problemas de localização de algumas das tabelas e também de legibilidade do roteiro, devido a erradas opções gráficas.


Importa sublinhar, ainda, que os materiais expostos estão, na sua esmagadora maioria, inventariados e reproduzidos em publicações recentes, e, por isso, a própria ausência de catálogo, neste caso (também excepcional), não se afigura uma lacuna: esta é uma exposição com uma genealogia recente, está directamente relacionada com as que a precederam sobre o mesmo tema e convida a revê-las criticamente.


É o caso de «Índios da Amazónia», no Museu de Etnologia, em 1986, que, por sua vez, actualizava a exposição pioneira de 1966, na SNBA, «Arte do Índio do Brasil», com a recolha de Vitor Bandeira; de «Memória da Amazónia — Alexandre Rodrigues Ferreira e a Viagem Philosophica», organizada em 1991 pelo Museu Laboratório Antropológico de Coimbra;  e de «Nas Vésperas do Mundo Moderno  Brasil», promovida pela Comissão dos Descobrimentos no Museu Nacional de Etnologia, em 1992, sendo comissário geral  Jill R. Dias e Benjamim Pereira o responsável pela concepção e realização da exposição. 


Entretanto, a actual mostra propõe uma outra linha paralela de reflexão em torno da criação artística, dos artefactos produzidos para consumo dos brancos ao artesanato índigena actual comercializado pela Funai, e da atenção à dimensão simbólica e artística que excede o valor funcional dos objectos tradicionais até à apresentação de obras realizadas sobre suportes ocidentais por artistas indígenas (Chico da Silva) ou outras de artistas eruditos que trabalham sobre referências indígenas (Marcelo Silveira e Flávio Emanuel). A simultaneidade de uma segunda exposição na Alfândega sobre arte popular brasileira, «Recife, Raízes e Resultados», constitui uma poderosa amplificação de toda esta problemática. 



AUTO-REPRESENTAÇÃO


Fernandes Dias diz que neste projecto se pretendeu «identificar as limitações das formas das exposições tradicionais» e que a respectiva montagem partiu de «duas preocupações assumidas, uma de carácter temático, sobre a sua narrativa científica e crítica, e outra de linguagem expositiva, com um forte investimento estético», porque esta «não é uma exposição de objectos, é uma exposição de conceitos». Tratava-se de «expor um tema», em deslocação do interesse pelos vestígios materiais e pela história das suas interpretações para a atenção aos «modos de relacionamento entre índios e brancos», ou seja, à «situação actual das sociedades indígenas no contexto multi-étnico da Amazónia brasileira».  

Esta situação é caracterizada, segundo F.D., pela ocorrência constante de novos factos políticos referentes aos povos indígenas e pela «manifestação poderosa de inúmeras organizações de auto-representação desses mesmos povos», o que não pode deixar de ter «reflexos profundos na própria investigação antropológica, e nas tarefas e papéis do antropólogo». De facto, «os movimentos emancipatórios recentes abalam não só a tutela das instituições que os dominam ainda, como a própria legitimidade dos intérpretes que se exprimem em seu nome».


Dos contactos preparatórios estabelecidos no Brasil por Eglantina Monteiro e Fernandes Dias, nomeadamente com lideranças indígenas, através da COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazónia Brasileira, fundada em 1989 e contando com a presença de representantes organizados de 55 povos índios), resultou a «noção clara da importância, na vida política e social, que a reivindicação de uma identidade étnica diferenciada passou a ter para os indígenas e para a sociedade nacional». Ao contrário da perspectiva antes dominante nos estudos antropológicos, a extinção ou a conservação, aquela reivindicação «é uma manifestação de vitalidade persistente, quer na defesa das tradições quer na capacidade de inovar face à coexistência com os brancos».


Por isso se escreve no texto que se exibe como prefácio à exposição: «Convidamos os visitantes a descobrir os modos como os (povos indígenas) souberam sobreviver, e como querem garantir a sua existência no futuro. Desmentindo a imagem dominante que deles se fez, como seres efémeros, em transição para outra coisa — a cristandade, a assimilação, o desaparecimento». 

Aí se deve ler também que o processo resultante do «descobrimento» de 500 «é visto aqui como um encontro e confronto imprevisíveis entre dois mundos», e que a exposição se organiza em «três espaços que correspondem a três tipos de situações de contacto interétnico na Amazónia do Brasil, que podem estar e estão presentes desde o século XVI aos nossos dias: choque, tutela , afirmação da etnicidade».

Em vez de uma narrativa unificada pelo devir histórico, pela mapa geográfico, pelas áreas de recolha e de saber etnográfico, «cada um destes espaços mostra que modo de relacionamento caracteriza cada situação de contactos, que ideias sobre o outro formularam os dois intervenientes no contacto, que resultados daí decorreram».

Entretanto, a própria exposição (até 30 de Novembro) é um processo em aberto: em Setembro será publicada uma «Revista» onde se fará a caracterização teórica do projecto e a sua ilustração através da montagem realizada; seguir-se-á, em Outubro, um ciclo de vídeos e, por fim, um colóquio internacional. Conta-se com uma conferência inaugural de Manuela Carneiro da Cunha, antropóloga responsável pela edição, em 1992, da História dos Índios do Brasil (Ed. Companhia das Letras), e com as participações, entre outros, de David Maybury-Lewis, presidente da Cultural Survival, com sede em Harvard, de Francesco Pellizzi, antropólogo americano que é consultor dos Chiapas e foi o fundador do seu Museu, de Philippe Descola, coordenador do número da revista «L'Homme» dedicado a «La remontée de l'Amazone» (1993), de antropólogos brasileiros e de dois ou três representantes indígenas com formação universitária. As actas do colóquio serão publicadas pela U. do Porto, que também dedicará a este projecto o seu próximo «Boletim», a sair em Novembro. 


as exposições anteriores referidas

«Nas Vésperas do Mundo Moderno  Brasil», Comissão dos Descobrimentos no Museu             Nacional de Etnologia, 1992 - cat*

«Memória da Amazónia — Alexandre Rodrigues Ferreira e a Viagem                         Philosophica» Museu Laboratório Antropológico de Coimbra, 1991 - cat* (apresentada no Mosteiro dos Jerónimos em 1992 e ainda no Museu Municipal Dr Santos Rocha, Figueira da Foz, numa nova versão)

«Índios da Amazónia», no Museu de Etnologia, em 1986

«Arte do Índio do Brasil», SNBA, 1966 (recolha Vitor Bandeira)

e também, num tema próximo: "Os Negros em Portugal - sécs. XV a  XIX", Mosteiro dos                                     Jerónimos,  Comissão dos Descobrimentos, 1999

 

e NOTAS semanais


AMAZÓNIA/RECIFE, Alfândega

08-06-94

«Memória da Amazónia: Etnicidade e Territorialidade» e «Recife. Raízes e Resultados», duas  exposições da Universidade do Porto, em colaboração com Universidades brasileiras. Da «viagem philosophica» de Alexandre Rodrigues Ferreira (1783-1792), através dos objectos da colecção do Museu e Laboratório Antropológico da Universidade de Coimbra, até aos actuais «artistas populares» do Recife, as duas mostras, apresentadas em notáveis condições de montagem, são um acontecimento de excepcional importância. 


AMAZÓNIA/RECIFE

13-08-94

«Memória da Amazónia: Etnicidade e Territorialidade» é a terceira apresentação do espólio etnológico da «viagem philosophica» de Alexandre Rodrigues Ferreira (entre 1783 e 1792), conservado no Museu e Laboratório Antropológico da Universidade de Coimbra e na Academia das Ciências, numa exposição que apresenta igualmente informações e objectos contemporâneos sobre os mesmos grupos étnicos, com recurso a materiais de proveniência brasileira resultantes de recentes trabalhos de campo e também a documentos que traduzem o processo actual de progressiva organização autónoma e auto-representação das nações índias. 

A possibilidade de estabelecer uma ligação compreensiva entre aquela colecção etnográfica pioneira, a história de cinco séculos das relações de entre dois mundos, ditos primitivos e civilizados, e ainda a situação actual configura um original projecto de exposição, estabelecido em três tempos, «Choque», «Tutela» e «Afirmação de etnicidade», que se prolonga num exercício de montagem de rara eficácia conceptual e visual, com recurso ao vídeo e aos textos escritos em painéis, de que se encarregaram conjuntamente J. A. Fernandes Dias e Eglantina Monteiro (antropólogos), Paulo Providência (arquitecto) e Ângelo de Sousa (pintor). Alguns problemas de inteligibilidade (tabelas e roteiro) poderão ser resolvidas com a edição, em Setembro, de uma «Revista da Exposição». 

«Recife. Raízes e Resultados» é uma segunda exp., também de excepcional qualidade, dedicada a actuais «artistas populares» do Nordeste do Brasil, numa extensa representação de gravadores, pintores, escultores, poetas de folhetos de cordel e também ex-votos, brinquedos e estandartes de Carnaval. (até 25 Set.).


Memória da Amazónia 

Recife. Raízes e Resultados

Expresso 20-08-94

«Memória da Amazónia: Etnicidade e Territorialidade»: partindo do espólio etnológico da «viagem philosophica» de Alexandre Rodrigues Ferreira (1783-1792), o percurso da exp. organiza-se em três tempos históricos, «Choque», «Tutela» e «Afirmação de etnicidade», reunindo informações e objectos de grupos étnicos extintos e/ou actuais, com recurso a materiais de proveniência brasileira resultantes de recentes trabalhos de campo e também a documentos sobre o processo actual de organização autónoma e auto-representação das nações índias. O uso informativo do vídeo e dos textos escritos, assim como a concepção da montagem, reforçam a originalidade desta mostra (até 30 Nov.).

«Recife. Raízes e Resultados» é uma segunda exp., organizada pelas Universidades de Pernambuco e Paraíba, comissariada pelos arquitectos Moisés Andrade e Janete Costa, que reune obras de artistas populares do Nordeste do Brasil, e também de alguns artistas eruditos que trabalham sobre raízes populares e ainda objectos de produção anónima ou colectiva, como os ex-votos e estandarte de carnaval. Nomes a reter, num conjunto de notáveis representações que torrnam problemáticas as fronteiras estabelecidadas e renovam algumas questões decisivas sobre o lugar das artes: Gilvan Samico e José Costa Leite, xilogravadores, o segundo também poeta; Mestre Lourenço, Mestre Gualdino e Manuel Eudoxio, escultores em madeira, barro e cerâmica pintada; Francisco Amâncio, dito Bajado, "um artista de Olinda", pintor dos anos 60/70; Montez Magno, pintor que trabalha sobre a arte popular geométrica (até 25 Set.).


MEMÓRIA DA AMAZÓNIA 

RECIFE. RAIZES E RESULTADOS

07-09-94

Duas exposições inter-relacionadas e que se dotaram de excepcionais condições cenográficas, não como exercício de decoração de espaços, mas como condição de definição conceptual de novos entendimentos. A primeira faz da repreapresentação de um espólio já mostrado, mas completado por novos materiais, uma data de viragem na apresentação de testemunhos das sociedades indígenas brasileiras, e reflecte novas condições de relacionamento entre «mundos», ditos civilizados e primitivos. A segunda é uma notável mostra de arte popular, que, para lá da qualidade dos objectos reunidos, recentra a sua abordagem por efeito do estabelecimento de um largo horizonte que vai da produção artesanal anónima à criação erudita. 


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A REVISTA MEMÓRIA DA AMAZÓNIA... existe na Biblioteca de Artes mas está mal catalogada: o principal autor: J.A. Fernanes Dias não consta 

e em vez dos autores e comissários (J.A, Fernandes Dias / Eglantina Monteiro / Paulo Providência e Ângelo de Sousa) referem-se os nomes "in memoriam", o designer e os fotógrafos...



 









1994, "Memória da Amazónia", "Brasil, Brasis"