terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Fernando Lemos, 1952, Galeria de Março

catálogo da Galeria de Março, Exp. 27 Dez. 1952 a 9 Jan. 1953
(ver fernando-lemos...indice)

http://alexandrepomar.typepad.com/photos/uncategorized/2008/04/22/lemos1_2.jpg Photo

OBJECTIVA, revista (1937-1945)

(1ª edição 07/15/2008 - em revisão)

Victor Palla / Costa Martins, 1958, LISBOA

04/01/2010


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"HISTÓRIA", espécie de índice cronológico


1931
Fundação do Grémio Português de Fotografia (c/ Álvaro Colaço)



1936
exp. "Uma viagem através de Portugal", org. O Século, 1936 (A.S. pág.  246)

1937
Objectiva nº 1, 15 de Junho de 1937 (o "pequeno formato" - o 24 x 36 mm; foto de A. Lacerda Nobre)
A inauguração da Instanta, "moderna casa de artigos fotográficos", "especialistas do pequeno formato", Agosto

1941-49 - revista Panorama

1945 - fotografia e neo-realismo (supl. Arte, Aragon; António Ramos de Almeida)

1948-50 - Maria Lamas, "As Mulheres do Meu País"

1954-57 - O Jornal do Barreiro e a "Fotografia Pura" dos Salões da CUF e do 6x6
                       Harrington Sena, a "Fotografia do Mês", o Quadro da Actividade dos Amadores Nacionais (05-05-55)

António Lacerda Nobre

Apontamentos

A. Sena não indica as datas de nascimento e morte, e tb. ainda não as encontrei.
...diz que "as fotografias de A. Lacerda Nobre são uma excepção na monotonia das imagens que se publicam ou expõem nos sucessivos Salões...", pág. 253, e refere-o na exp. "Uma viagem através de Portugal", org. O Século, 1936, pág.  246. (E apenas nestes dois casos.)

Lacerda Nobre (Dr. A. Lacerda Nobre, como é quase sempre referido) é um dos mais activos fotógrafos nos 12 primeiuros números de Objectiva em 1937-38 (ano I, nºs 1 a 12, 15 de Junho 1937 a Maio de 38)
A produção posterior publicada é muito desinteressante: capa do nº 13 (1 Junho 1938), um retrato de criança; e fotos nas págs. 39 e 114, no nº 14, "Repouso na doca" e no nº 17, "Tarde no Mondego".
No nº 25, de Julho de 1941 (nº 4 da 2ª série) publica a foto de uma escultura de Manuel Mendes: um contraplongé sobre dois patos, de sentido humorístico algo intrigante.

Lacerda Nobre não comparece no I e II Salão Internacional do Grémio P.F.  (1937 e 38), mas foi em 1938 o vencedor destacado do  "I Concurso e Exposição de Estudo Fotográfico", organizado pela revista Objectiva de uma forma rigidamente "pedagógica", divulgado nos nº 14 e 15, de Julho e Agosto de 1938. Decorreu na SNBA de 16 a 24 de Julho. (Terá sido mais um fracasso para os propósitos renovadores da Objectiva). (não expõe tb a partir de 1941, tal como Alvaro Colaço)

publicado em
Images Portugaises, ed. SPN 1939 (não creditado)
Panorama, 1941 e 1942

#

Publicado em IMAGES PORTUGAISES, ed. Secretariado da Propaganda Nacional, s.d. (1939), prefácio de António Ferro. in 4º, 72 p. não num.; 23 x 23 cm. Legendas em francês, "Index" em inglês. Fotógrafos não identificados, com larga presença de Horácio Novais e Mário Novais.

(ver leilão P4 de 1 de Junho e 9 de Novembro de 2006. Fotos postas à venda separadamente. Alguns dos autores são identicados nos dois catálogos.)

l'abondance des récoltes ? / le blé / quietude. ponte de Santarem


Images: "la beauté naive des poteries" - ? 
Panorama nº 4, Setembro 1941, pág. 5

Images: "l'abondance des récoltes" - ?


Images: "le blé"

 Images: "quietude. ponte de Santarem"

EM OBJECTIVA



"Escolha da sardinha" - fotografia do Ex. Sr. Dr A. Lacerda Nobre feita com "Superb Voigtlander", objectiva "Skapar" diafragmada a 5,6 - 1:100 de segundo, película "Verichrome" (filtro---" , 1935 (nº 1, capa - ou pág. 3?)

"Gradando", de A. Lacerda Nobre, nº 1, 15 de Junho de 1937, pág 13




Fotografias do Dr. Lacerda Nobre, nº5, pág. 76 e  77
Nudez, dr. A Lacerda Nobre, nº 12, Maio 1938, pág.190

#

Panorama nº 4, Setembro 1941, "Feiras e Mercados", pág. 5-7. Artigo assinado por "PANORAMA" onde se propõe a realização em Lisboa da "Grande Feira do Outono", acompanhado por 14 fotos não creditadas em geral de peq. formato. No sumário indica-se a presença de fotografias de, entre outros, Dr Lacerda Nobre. Inclui a foto acima de "Images Portugaises" "la beauté naive des poteries" 

Panorama nº 7, 1942, Os telhados de Lisboa, por António Lopes Ribeiro, pág 25-27, fotos de Horácio Novais, Lacerda Nobre e Manfredo não identificadas.

#

1936: exp. "Uma viagem através de Portugal", org. O Século
1938: I Concurso e Exposição de Estudo Fotográfico", org. Objectiva. SNBA de 16 a 24 de Julho (ver nº 14, de Julho de 38). 

seis fotografias nos 12 nºs iniciais de Objectiva (ano I, nºs 1 a 12, 15 de Junho 1937 a Maio de 38)(publica capas dos nºs 1 e 3, mais pp. 1, 13, 29, 76. 77 e 190) ?

capa do nº 13 (1 Junho 1938), um retrato de criança; 
fotos nas págs. 39 e 114, no nº 14:  "Repouso na doca" 
e no nº 17 "Tarde no Mondego".

No nº 25, de Julho de 1941 (nº 4 da 2ª série) escultura de Manuel Mendes: um contraplongé sobre dois patos, de sentido humorístico algo intrigante.



Fotografia e Neo-realismo (1945)



Entre as movimentações que marcam o início do movimento neo-realista nas artes plásticas portuguesas, logo em 1945, não parece haver lugar para a fotografia, pelo menos em condições de visibilidade que passem pela sua exibição ou publicação. O que não quer dizer que não tenha havido imediatos ecos de um novo contexto criativo, ou só reflexivo, também nessa área, como se comprova pela publicação de um curto texto de Aragon, "O Pintor e a Fotografia", na página semanal  "Arte" do diário A Tarde, Porto, nº 8, de 29 de Julho de 1945 - publicação onde o neo-realismo nas artes plásticas tem o seu baptismo e lançamento.
Tratava-se (como foi identificado por Emília Tavares **nº2) de um breve extracto da comunicação apresentada pelo poeta no primeiro dos debates parisienses conhecidos como “A Querela do Realismo”, em 1936, ao tempo da Frente Popular, e terá sido certamente Victor Palla - que desde muito  cedo se  interessava por fotografia - a comunicar esse texto, a que fez referência numa entrevista de 1992 (*** n. 3).

Pintor

"O novo realismo que virá, queiramo-lo ou não, verá na fotografia, não um inimigo, mas um auxiliar da pintura", diz Aragon, e é a esse texto que deverá ser associado o uso da fotografia pelos pintores neo-realistas: mesmo para os pintores que fotografaram, como Lima de Freitas (filho de um profissional com estúdio em Évora), como Cipriano Dourado e talvez Rogério Ribeiro, os documentos fotográficos são apenas auxiliares da pintura. 

O que digo é que a pintura de amanhã utilizará tanto o olho fotográfico como o olho humano. Anuncio um novo realismo na pintura, o que não tem nada a ver com o regresso a um realismo antigo” - Querelle du Réalisme, ed. Cercle d’Art, 1987, pp. 94-95 (trad. do original). Mas Louis Aragon não reduzia a fotografia à condição de documento para artistas. Defende o instantâneo, as novas possibilidades dos 35 mm e refere calorosamente o seu "amigo Cartier" (Bresson) e as fotografias que fez no México e em Espanha.

#

Entretanto, um crítico identificado com o neo-realismo, António Ramos de Almeida, incluíra uma breve reflexão sobre a fotografia numa conferência proferida e publicada em 1941 que se reeditou em 1945. É um texto incipiente onde a fotografia é pensada sobre o modelo da pintura, e concretamente sobre o paradigma expressionista da verdade da deformação - contra a cópia da natureza pelo academismo tardo-naturalista, o realismo não pode ser fotográfico:

“É que a realidade da arte, embora objectiva, não pode ser fotográfica. A realidade em si mesma é amorfa. Até a fotografia para ser artística tem de focar de certa maneira artificial a realidade, isto é, o específico da arte reside num artifício e o artifício é uma maneira de deturpar a realidade com uma semelhança da realidade. E é assim porque a realidade é inapreensível na sua plena totalidade, impossível de cópia ou de pastiche. (…) O artista serve-se portanto de um artifício para representar e reproduzir a realidade (...) o pintor usa os artifícios pictóricos que, deformando a realidade, dão a visão pictórica da realidade. (...) No cinema, os artifícios são tantos e tais, que o artista consegue reproduzir a totalidade da realidade. Eis a razão do seu triunfo, da sua acessibilidade, da sua contagiante humanidade.” António Ramos de Almeida, A Arte e a Vida, "Cadernos Azuis - Literatura e Arte," ed. Livraria Latina, Porto, 1945, 2ª ed., pp 19-21.

Curiosamente, esta breve referência à fotografia (que começara, aliás, por se publicar em 1938, na revista Sol Nascente, num artigo de Ramos de Almeida sobre o romance brasileiro contemporâneo) viria a ser transcrita num destaque em caixa na página mensal “Fotografia” do Jornal do Barreiro já em 1955, a 5 de Maio, poucos dias antes da abertura da 9ª Exposição Geral de Artes Plásticas, onde houve nove expositores de fotografias. Tratar-se-ia então de contrariar o interesse pelo realismo documental que começava a acompanhar a aura da exposição “The Family of Man”, objecto de notícias e de grande expectativa desde 1954, também em Portugal. 

A transcrição devia interpretar-se na perspectiva do modernismo formalista e da fotografia "pura" - "Até a fotografia para ser artística tem de focar de certa maneira artificial a realidade, isto é, o específico da arte reside num artifício e o artifício é uma maneira de deturpar a realidade com uma semelhança da realidade". Publicava-se, por sinal, junto do quadro classificativo em que Eduardo Harrington Sena sumariava a actividade expositiva dos amadores portugueses durante o primeira ano daquela página, de que era o responsável. 
Dois textos de 1936 e 38 eram republicados em 1945 (e um deles de novo transcrito em 1955), o que ilustra quer a escassez de reflexões dedicadas à fotografia quer a quase suspensão do tempo que os anos da II Guerra constituem quanto à criação e à interpretação, mesmo se o país não a conheceu no seu território.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Artur Pastor, 1922-1999


Pouco a pouco, de vez em quando, há uma parte da história que sai da sombra. Agora, as imagens da Nazaré de um dos fotógrafos mais activos nos anos 40/60, como se vê pela biografia editada abaixo. À Nazaré dedicou Artur Pastor um livro, em 1958, com esse título, e produziu um outro intitulado Algarve, em 1962
Artur Pastor é por vezes referido depreciativamente como salonista (mas salonismo, uma forma actual de salonismo, é igualmente o que preenche as colecções julgadas muito cosmopolitas de alguns bancos provincianos ou locais - uma forma actual que virá a ser desvalorizada e esquecida como aconteceu com a produção oficial e mais admirada de outros tempos - em grande parte são também uma espécie de "activos tóxicos" de mercado especulativo). Salonismo é uma qualificação errada quando aplicada a Artur Pastor, mesmo que tenha concorrido a diversos salões, que eram o espaço predominante de exposição de fotografias durante grande parte do seu tempo de actividade.

O seu espólio, com dezenas de milhar de fotografias (50 mil espécies, não sei se provas e/ou negativos - e não é indiferente), foi adquirido em 2001 pelo Arquivo Fotográfico da CML, continuando a aguardar divulgação.
Este é o cartaz de uma exposição recém-inaugurada na Nazaré, uma terra com grandes tradições fotográficas, por ocasião da inauguração da respectiva Biblioteca Municipal:
Cartaz_ARTUR_PASTOR_A4 

fotos.sapo.pt


Dados biográficos de Artur Pastor




"Artur Pastor nasce a 1 de Maio de 1922 em Alter do Chão, no Alentejo. Em 1942, fruto da necessidade de documentar a tese de final do curso de regente agrícola, descobre o fascínio da fotografia que o há-de acompanhar até ao seu último sopro de vida a 17 de Setembro de 1999.
Após ter terminado o curso, entrega-se de alma e coração à conquista da sua nova paixão, a fotografia. Em Évora, onde vive na altura, envolve-se em inúmeros projectos fotográficos. A primeira exposição, “Motivos do Sul”, teve lugar em Faro, no ano de 1946, onde apresentou trezentos trabalhos, o que demonstra a pujança com que se lançou no mundo da fotografia. Seguem-se outras exposições em Évora e Setúbal. Paralelamente começa a apresentar trabalhos seus em publicações ilustradas, postais, selos e cartazes. Durante este período inicial da sua vida artística colabora em diversos jornais do Sul do País com artigos de opinião e de cariz literário.
No início dos anos cinquenta vai trabalhar para os serviços do Ministério da Agricultura em Montalegre. Naquela época tenta formar, em Braga <!?>, uma associação fotográfica. Em 1953 vem viver para Lisboa. Nesta cidade passa a fazer parte do Foto Clube 6x6.

Pertenceu aos quadros do Estado durante cerca de trinta anos como Engenheiro Técnico Agrário. Ao longo destes anos, foi responsável pela obtenção e organização das mais de 10 000 fotos que compõem a Fototeca da Direcção Geral dos Serviços Agrícolas. Paralelamente, colaborou com outros organismos ligados à agricultura como as Juntas Nacionais do Azeite, do Vinho, das Frutas e a Federação Nacional dos Produtores de Trigo, entre outros. Com uma visão única do mundo agrícola deixou para as gerações posteriores um legado fotográfico de grande valor documental e artístico.
Pelo serviço prestado enquanto fotógrafo do Ministério da Agricultura, foi-lhe atribuído o grau de Oficial da Ordem de Mérito Agrícola e Industrial (Classe do Mérito Agrícola). Registou milhares de fotografias por solicitação dos mais diversos organismos oficiais e grandes empresas, sobretudo no campo da agricultura e turismo.  Colaborou, com centenas de fotografias, em exposições oficiais e feiras, no país e no estrangeiro.

Participou em Salões Nacionais e Internacionais de Fotografia. Nos Salões Nacionais, obteve, com regularidade, os primeiros prémios. Individualmente, realizou 13 exposições fotográficas, com destaque para a que teve lugar no Palácio Foz, em 1970, com 360 trabalhos e no Palácio Galveias, em 1986, com 136 fotografias.

Publicou dois álbuns de grande formato: Nazaré Algarve, sendo da sua autoria os textos, as fotos e a paginação. Ilustrou totalmente, com motivos originais da Nazaré, o álbum de fotografia oferecido à rainha Isabel II, aquando da sua visita a Portugal. Escreveu e ilustrou a separata "A Fotografia e a Agricultura" e forneceu fotografias para o folheto "Alcobaça".
Ilustrou os livros Évora, com textos de Túlio Espanca, As Mulheres do Meu País de Maria Lamas e "A Região a Oeste da Serra dos Candeeiros ".
Em Portugal, colaborou nas publicações Panorama, Mundo Ilustrado, Agricultura, Fotografia, Revista Shell, entre outras, incluindo boletins informativos, almanaques do Alentejo e do Algarve, livros como "Guia de Braga", Portugal, Lisboa, Romantic Portugal, etc., e ainda desdobráveis de turismo, capas de livros e de discos, selos, inúmeros folhetos, agendas, boletins regionais, calendários e cartazes.
Forneceu fotografias para o National Geographic Magazine e Photography Year Book. Foi o autor português que, a convite do editor, escreveu o artigo sobre Portugal, com inclusão apenas de fotos suas, na The Focal Encyclopedia  of  Photography. Várias revistas e jornais estrangeiros dedicaram artigos relativos ao seu trabalho, tais como a Art Photography, americana, o jornal Times de Londres, ou incluíram diversas fotos, como as revistas "Photography", inglesa, a "Revue Française", as alemãs "Merian" e "Architektur & Wohnen", a "Revue Fatis", o "Photo Guide Magazine", entre outras.

O seu espólio foi adquirido, quase na sua totalidade, em 2001 pelo Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa. Os arquivos fotográficos de Artur Pastor contêm largos milhares de fotografias, centenas das quais com irrecuperável valor histórico, imagens de um país perdido ou alterado, a preto e branco, diapositivos a cores, e em negativos a cores. Para além da cobertura de todas as regiões continentais e insulares do país, constam colecções de várias províncias de Espanha e Itália e das cidades de Paris e Londres.
Deixou preparada a exposição "Uma Visão Histórica e Etnográfica do País", com fotografias de Portugal a preto e branco e a cores, e outras, nomeadamente sobre Lisboa, Porto, Braga, Évora e Sintra.
Fazem parte do seu legado maquetas de livros sobre Portugal e sobre algumas regiões e cidades do nosso país, com fotografia e texto da sua autoria.
Considerado “O Domador da Rolleiflex”, utilizou, ao longo da sua vida, diversas máquinas fotográficas desde a lendária Rolleiflex de película 6x6 até à moderna Nikon de formato de 35mm. Artur Pastor foi um marco importante no panorama artístico português tendo sido carinhosa e justamente apelidado, entre os seus pares, como “O Poeta da Fotografia”."

-
Informação de Artur Pastor (filho)
"O seu espólio encontra-se no Arquivo Fotogáfico da CML. São dezenas de milhares de fotografias que aguardam a sua divulgação. A exposição retrospectiva da obra  fotográfica de Artur Pastor estava pronta a ser exibida nas instalações do Arquivo na Rua da Palma. Com ampliações e textos feitos, "apenas" faltou a verba da CML para o catálogo e foi cancelada 15 dias antes."

No site do Arquivo Fotográfico de Lisboa:
Colecção Artur Pastor
Inclui todo o espólio deste fotógrafo no período de 1950 a 1998, de onde se destacam as séries sobre a Nazaré (1950), Algarve (1960), Lisboa, Évora, a recolha do Património construído de todo o país (1980) e a Expo-98. Esta colecção, adquirida em 2001, encontra-se em fase de inventariação.

#

Artur Pastor e Maria Lamas


No muito vasto panorama da fotografia portuguesa da 1ª metade do século 20 (e das décadas de 30 e 40 em particular) que é o livro de Maria Lamas As Mulheres do meu País, Artur Pastor é um dos autores com participação relevante. Esta é a minha fotografia preferida.

Pastor-1
pormenor da página 399: Mulher do bairro da Barreta, Olhão...



Pastor2
Pág. 456. "Tipo de mulher doméstica do povo..., Setúbal, num bairro de pescadores".

#

1954 Artur Pastor, Foto premiada no 4º salão do Grupo Desportivo da Cuf do Barreiro,  ao lado de António Paixão, Mário Camilo, Augusto Cabrita e outros.
5 de Setembro de 1955, Vidas difíceis na secção mantida por Eduardo Harrington Sena; é talvez o caso em que o apologista da "fotografia pura" mais elogia o "ambiente extraordinariamente humano" de uma imagem, sobrepondo-o à respectiva "beleza pictórica".


Artur Pastor não figura nos primeiros lugares do quadro classificativo dos amadores fotográficos publicado  a 5 de Maio de 1955.