sexta-feira, 13 de julho de 2007

2007, Eduardo Luiz, o filme (realização de Victor Candeias) n

 Eduardo Luiz, o filme 

Em ante-estreia na Cinemateca, dia 11 *de Julho*, o filme EDUARDO LUIZ RETRATO DO ARTISTA DESAPARECIDO, de Victor Candeias produzido por Mediterrânea, 2006 – 55 min. Documenta a vida e obra do pintor Eduardo Luiz (1932-1988), “um  homem que escolheu a pintura como ofício e cujo perfeccionismo originou uma obra escassa” e que “no seu exílio voluntário  prosseguiu obstinadamente um percurso isolado dos movimentos artísticos contemporâneos e à margem da opinião crítica”. Também segundo a informação para a imprensa, com a participação de personalidades ligadas às artes plásticas e narração de Rogério Samora e Adriano Luz.

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Auto-retrato póstumo, 1984, o/t 100x50cm

É uma oportunidade para fazer reaparecer o "artista desaparecido", ou desconhecido, segundo outras vozes. O realizador optou por uma aproximação quase policial, procedendo a uma investigação sobre as circunstâncias e as causas da tal suposta desaparição – se por desaparição se refere algo mais do que a morte (em 1988). Talvez por isso o realizador tenha optado por substituir a documentação fotográfica tradicional por efeitos de trucagem ou animação (?) enquanto as obras (usando as reproduções acessíveis) são sujeitas a manipulações gráficas. Tais processos, que podem incomodar os puristas, fazem do filme uma obra acessível e comunicativa, muito diferente da generalidade dos filmes de arte sobre artistas, que são pretenciosos e chatos, a funcionarem só como  escape para frustrações cinéfilas.

A opção por Paris, a dedicação exclusiva à pintura (ao contrário das habituais vidas de amadores jeitosos de que gostam certos críticos), a extrema ambição da obra, a luta inglória e amargurada pelo reconhecimento crítico e institucional, são tópicos que o filme segue como balizas certas.

Faço parte do pequeno grupo que tem o pintor em alta estima, e, sem gostar de me ver no ecrã, acho que a chamada crítica (parte dela) aparece em cena a mostrar o seu pior lado, a recusa de quem escolhe o seu caminho, a cegueira perante o que escapa aos estilos colectivos e às alegadas marcas do tempo.

O filme passará na tv, e o Centro de Arte de Algés – Colecção Manuel Brito vai expor as 15 ou obras que  possui sw Eduardo Luiz em Setembro. Haverá oportunidades para voltar a ver e voltar a falar do pintor. 

terça-feira, 5 de junho de 2007

João Francisco 2007 e 2008 : O arqueólogo amador (galeria 111)

1 : 2007

 

sem título - arca de Noé - 2007 - grafite sobre papel, 100 x 210 cm. / untitled - Noah's ark

depois do dilúvio - after the deluge

Antigo Mercado, Ourique
8 -15 June, 2007

exposição colectiva com/group show with: Luísa Jacinto, André Romão, Filipe Oliveira, Gonçalo Sena, Luís Filgueiras, Maxime Berthou, Miguel Gomes, Miguel Pacheco, Nuno Luz.
curadores/curators: Ana Lúcia Nobre, Miguel Gomes.

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2 : 2008


sem título - sob observação - 2007 - acrílico sobre papel, 140 x 200 cm. / untitled - under observation

 finalistas de desenho - senior students of drawing - (fbaul) 2006/2007

Ministério das Finanças, Lisboa

January 2008

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3 : 2008


sem título - a derrocada - 2007 - óleo sobre tela, 146 x 120 cm.
untitled - the downfall

 finalistas de pintura - senior students of painting - (fbaul) 2006/2007

Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa

January/February 2008

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4 : 2008


sem título - destroços; sem título - livros e cabeças; sem título - o tempo; sem título - a barricada (2008)
untitled - flotsam; untitled - books and heads; untitled - the time; untitled - the barricade (2008) 

 o arqueólogo amador (e outras naturezas mortas) - the amateur archaeologist (and other still-lifes)

Galeria 111, Lisboa

10 may to 14 june 2008








sábado, 5 de maio de 2007

Sara Maia, 2007

 A exposição "Dog's Sleep" na Sala do Veado 

"O excesso necessário"

in EXPRESSO/Actual de 5 Maio 2007

Fomos deixando de saber que a pintura é também um meio de contar histórias, e cada vez que o descobrimos - tem de ser sempre de maneira diferente - o escândalo é maior. É essencial que por esse contar histórias se entenda algo de diferente da ilustração, por mais que se preze a prática do ilustrador que verte em imagens, à sua maneira, a ficção escrita, em geral por outrem. É essencial que as histórias que se contam, as personagens que se constroem, os fantasmas e as fantasias que se soltam cresçam da realidade material da pintura, inscritas no seu fazer, sem que a tradução por palavras (prévia ou posterior) esgote os sinais visuais e sem que os seus sentidos possíveis se congelem numa narrativa estabilizada.



Sara Maia, "O Colo"


Há uma ameaça incontrolada que reside na imagem, no primado do visual antes da fala, que resiste à formulação oral, e é esse indizível - associado ao estranho poder de criar mundos e seres que os povoem - que justificou as suas inúmeras condenações. À rejeição da figura pelo esoterismo simbolista e depois vanguardista, por ela ser incapaz de representar a ideia de absoluto, ou à recusa da pintura como meio, para ser fim em si mesmo, confundindo liberdade de criação com a esvaziada autonomia do medium, associaram-se conceitos de modernidade que reeditavam os interditos iconoclastas e espiritualistas lançados contra as imagens. Elas regressam sempre com novo poder de perturbação.

Com as histórias de Sara Maia libertam-se outra vez fantasmas que partilhamos como nossos. Há cerca de dez anos, a sua pintura afirmava-se pondo em cena relações de poder e crueldade onde o absurdo explícito se reconhecia não como sonho maléfico mas como realidade mais primitiva e mais íntima. Houve figuras que pairavam como que num magma inicial e comum, antes de ganharem autonomia física e espaço próprio. Houve depois teatros que faziam revisitar a tradição do imaginário diabólico e fantástico (Bosch) e a verve caricatural pós-Dadá (Grosz, Dix), sem que essa circulação culta diminuísse a intensidade ficcional das obras.

Agora, Sara Maia aprofunda a raiz popular desses realismos grotescos (há algo de ex-votos nas suas telas) com figuras que se destacam sobre fundos lisos em situações mais cruas e nítidas, assim mais desafiadoras e incómodas. Duas figuras femininas isoladas (A Santa das Garrafinhas e Rainha em Campânula de Vidro) aparecem como imagens de veneração, com os seus estigmas de doença e pesadelo. Quatro casais (A Fingida, O Colo, A Ceia e Ovelha Negra...) traçam um roteiro do convívio conjugal, com os seus rituais de sobrevivência, as suas máscaras, os enredos e engodos. Dois outros quadros referem o triângulo familiar, ambos protagonizados por uma «boa filha». Quem se reconhece nestes retratos ficcionais?

Sara Maia fornece-nos ela mesma o guião e as chaves das suas imagens para tornar mais real a nossa incerteza face ao que vemos. Apesar de haver diversos exemplos anteriores em que o imaginário revelado só poderia ser feminino (Frida Kahlo, Louise Bourgeois, Ana Mendieta, Paula Rego, etc.), ela usa a efabulação e a necessidade do excesso como ninguém o fez antes.

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No mm Expresso/Actual de 5 de Maio, um retrato da artista por Cláudia Galhós

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

2006, Picasso, «El Contemplador Activo», Centro Cultural de Cascais: "Voltar a viver"

Voltar a viver

01-12-2006

 

    As gravuras de um momento de crise na vida e na obra de Pablo Picasso, aos 85 anos 


 

 Pablo Picasso

«El Contemplador Activo»    

Centro Cultural de Cascais

«A Inspiração Trabalha e o Pintor Está de Mãos Cruzadas», 12 de Abril de 1967; cobre, ponta seca

 


Alguns preferem a inactividade de Duchamp. Com as suas sequelas, separou-se mais a arte e a artesania, dispensando qualquer qualificação ou habilidade técnica, o que «dessacralizava» a criação e prometia a democratização universal. No pólo contrário está a hiperactividade de Picasso, habilitada pelo que se chama saber fazer, talento, dom ou génio, que são atributos desigualmente distribuídos e de origem algo obscura.


A grande produção de obra gráfica pelo velho Picasso, que culmina nas «suites» 347 e 156, de 1968 e 69-71, ambas já mostradas em Cascais, não se explica por qualquer voragem mercantil, nem corresponde a uma última estabilização de processos. Na vertiginosa luta contra a morte que se avizinhava, ela procura ainda associar vitalidade e criatividade, num tempo em que o pintor, passados os 85 anos, se encontra já quase retirado do mundo. O período final, incompreendido nas exposições do Palácio dos Papas de Avignon (1970 e 73), é um dos cumes da obra de Picasso e enfrenta plenamente os caminhos contemporâneos que pareciam esquecê-lo - esse confronto está longe de se dar por encerrado.


Não é o caso de uma outra série de 60 gravuras em que Picasso trabalhou de Agosto a Dezembro de 1966 (com a junção de algumas peças posteriores), e que nunca decidiu editar, ultrapassada pelas «suites» referidas ou preterida por razões não ditas. Impressas postumamente nas oficinas de Pierre Crommelynk, o habitual gravador de Picasso que nelas trabalhara, seriam apenas lançadas no mercado no ano do centenário do nascimento, 1981, pela Galerie Louise Leiris.


Se a vida pessoal e a do seu tempo está sempre presente na obra de Picasso, sem que a mais profunda meditação sobre os problemas da pintura se distancie em busca de uma qualquer pureza ou autonomia, esta sequência de gravuras dá conta da mais grave das crises por que passou o pintor. O que continuou a referir-se como uma operação ao estômago (ainda no Dictionaire Picasso, de Pierre Daix, 1995), encobria um cancro na próstata. «Abriram-me como a um frango», brincava o pintor, enquanto reaprendia a viver diminuído na anterior equivalência pública entre potência sexual e artística. Interrompida a pintura por mais de um ano, Picasso recomeça a desenhar no cobre, com hesitações ou dificuldades visíveis. O tema o pintor e a modelo dá lugar crescente ao dos velhos e mulheres nuas, vendo-se o artista a si mesmo como espectador, enquanto o ateliê se torna sala de teatro; há falos que surgem como personagens, mas será só em séries seguintes («Rafael e a Fornarina», de 68, por exemplo) que a «excitação do fazer» segue com êxito os caminhos da sexualidade explícita. Esta é apenas uma produção de crise, quase sempre menor, embora iluminada por alguns súbitos fulgores.



sábado, 23 de setembro de 2006

1994, 2006, Sommer Ribeiro

 Sommer Ribeiro, a Gulbenkian, o CAM

...a propósito da exposição "50 Anos de Arte Portuguesa" e dos 50 anos da Gulbenkian... porque faltam alguns dados para se fazer a história.

1 . Em 28/05/94 referi no Expresso  a saída por reforma do arq. José Sommer Ribeiro do Centro de Arte Moderna, que dirigira desde o início (1983):
"CAM: passagem de testemunho"

2 . e a 23/09/2006 publiquei uma brevíssima notícia necrológica

Sommer Ribeiro (1924-2006)

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Também se pode ver, no Diário de Notícias de 20 de Julho de 1981, em página inteira, n.n. ("Reportagem"):

"No 25º aniversário da Fundação
SEGUNDO MUSEU GULBENKIAN É DEDICADO À ARTE MODERNA"

publicado na véspera da inauguração da exposição "Antevisão do Centro de Arte Moderna", com base numa entrevista com Sommer Ribeiro, defenindo-se aí o respectivo programa e recordando-se as vicissitudes que conheceu o seu projecto.

1 .

Image2

2. Sommer Ribeiro (1924-2006)
23-09-2006

"Director e administrador da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, desde a sua inauguração em 1994, José Sommer Ribeiro faleceu no dia 16, em Lisboa, vítima de cancro. Foi também o primeiro director do Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian (FG), entre 1983 e 94, e em ambos os casos esteve desde o início associado à definição dos respectivos projectos e à sua instalação. Anteriormente, dirigira o Serviço de Exposições e Museografia da FG, criado em 1969, mas a ligação a esta instituição iniciara-se logo no ano da sua criação, em 1956, ao participar na equipa que lançou os primeiros estudos relativos à construção da futura sede.
Nascido a 26 de Junho de 1924, em Lisboa, José Aleixo da França Sommer Ribeiro, que se formara em arquitectura em 1951, teve um papel decisivo na renovação e abertura do panorama artístico nacional ao longo de várias décadas, com independência face às diversas tendências e gerações. Na Fundação Gulbenkian, sobre a qual gostava de dizer que entrara como soldado raso e saíra como coronel, contou com uma relação pessoal de grande confiança da parte de Azeredo Perdigão, o que lhe foi permitindo lançar sucessivos projectos na área das artes plásticas.
Para além da organização de centenas de exposições, e em especial de numerosas retrospectivas, teve uma participação muito influente na aquisição pela Gulbenkian do acervo de Amadeo de Souza-Cardoso e de parte significativa da colecção de Jorge de Brito, bem como na criação da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva."

sábado, 19 de agosto de 2006

2006, Cristobal Hara, PhotoEspaña

 Paisagens habitadas

 

Cristóbal Hara, um grande fotógrafo com quem a tradição documental é mais uma vez posta à prova 


Expresso 19-08-2006  em Madrid



Em Lisboa, no CCB, 2009

   


Num programa de muitas exposições à volta do tema Natureza, a grande descoberta do último PhotoEspaña foi o espanhol Cristóbal Hara. Não é um novo fotógrafo, pelo contrário: nasceu em 1946; foi fotojornalista desde os anos 70 e publicou um primeiro livro em 1990, 4 Cosas de España, escolhendo o trabalho a preto e branco depois de já ter feito uma radical passagem à cor; ganhou o prémio para o melhor livro do PhotoEspaña 1999 com Vanitas e publicou na editora alemã Steidl, em 2004, An Imaginary Spaniard, primeiro volume de uma anunciada trilogia. A descoberta tardia na exposição «Contranatura» (Canal Isabel II, Madrid, até 3 de Setembro) assenta já num extenso corpo de trabalho, tão individual como alheio às modas que fazem as notoriedades mediáticas. Não se lhe conhece uma entrevista e faz constar que as fotos falam por si mesmas.


No livro da Steidl há dois capítulos (sequências de imagens organizadas entre «separadores»), já à beira do fim, que se ocupam dos mais poderosos estereótipos do exotismo espanhol: as formas excessivas da religiosidade popular e os touros. Mas as imagens da «Espanha Negra» são agora a cores e não alimentam ilusões sobre a pureza das raízes ou a autenticidade das tradições vernáculas. As procissões e as cenas rituais de sacrifício dão lugar a figuras carnavalescas e sacrílegas, sem que nada alerte o observador para o que é «a realidade» e a sua paródia. O universo do toureio rural (tema de um segundo fotolivro, Lances de Aldea, 1992) aparece na sua extrema pobreza de circo ambulante, como uma rotina triste e sangrenta.


Como é comum na corrente documental espanhola, protagonizada desde finais de 70 por Cristina García Rodero, Cristóbal Hara é um viajante infatigável e o universo das festas e celebrações populares é um meio privilegiado de observação. Mas o que seria a verdade testemunhal das suas fotografias é posta à prova pela perda de referências que identifiquem os assuntos e pela integração num discurso mais vasto (a exposição, o fotolivro) que desestabiliza qualquer distanciamento interpretativo. Aliás, os ritos tradicionais passaram a ser «festas de interesse turístico nacional» e o imaginário da Disney chegou às mais recônditas aldeias. O carrinho de criança puxado pela cadeira motorizada do deficiente pode seguir-se ao acidente de automóvel com um corpo ainda encarcerado, num percurso que põe em sequência o banal e o excessivo, onde só são decisivos os sinais da vida e da morte. Todas as fronteiras são abolidas entre o quotidiano e o extraordinário, a tradição e o acaso, a regra e a excepção. O próprio gosto surrealista pela estranheza dos encontros (ou o «esperpento» de Val-Inclán) é parodiado com um olhar corrosivo, que lembra o humor de Buñuel - não o de Dalí.


Em An Imaginary Spaniard, Hara dispensou qualquer texto e as fotografias não têm sequer menção de lugar, apenas a indicação, junto à ficha editorial, de que foram tiradas em Espanha, de 1985 a 2002, e, a terminar, uma citação não localizada de José Ortega y Gasset: «Só o imaginário pode ser exacto». A interpretação é problemática, até porque o filósofo é mais conhecido por valorizar o peso do contexto (a circunstância), mas é o próprio fotógrafo que assim se identifica como «um espanhol imaginário», e o retrato que faz de Espanha é afinal mais poderoso e perturbador por se apresentar como uma criação ficcional. Em Contranatura existe outra citação, esta de Miguel Torga - «Todos temos uma única paisagem na alma: aquela que primeiro lhe deu a sua dimensão». Mas Hara nasceu em Madrid e passou a infância pelas Filipinas, Alemanha, Estados Unidos e Espanha. Vivia em Hamburgo, no final dos anos 60, quando decidiu ser fotógrafo (por influência de Cartier-Bresson), e foi em Londres e Paris que se tornou profissional. É provável que continue à procura da sua paisagem única.


É também uma antologia (fotos de 1991-2005, por vezes publicadas noutras sequências) e foi organizada como uma abordagem de temas da vida rural - considerando uma das linhas do festival madrileno que esta pode ser um cenário privilegiado para pensar a relação cultura/natureza. A exposição inclui o filme El Hombre que Quería Robar la Virgen, que rodou em 2003 para o canal Arte sobre as festas populares de Baza e Guadix, perto de Granada, e o livro (ed. La Fabrica) tem a habitual e excelente colaboração do designer gráfico Roberto Turégano. As vistas de ruas desertas de pequenas povoações já não só separadores de capítulos e tornaram-se um dos tópicos do projecto, em diálogo com paredes e muros mais ou menos degradados pelo tempo, sob uma tira de céu - lembram cenários de teatro e quadros abstractos. Uma das sequências principais trata de cães (são quase as únicas fotografias que se podem considerar retratos, e recordam os de António Júlio Duarte) e outra de cavalos, mas também se suspendem aí as generalizações simbólicas: há cavalos de carrossel, cavalos selvagens da Galiza (e as festas da «Rapa das Bestas»), um cavalo de Tróia e um pégaso de fim de festa. As fotos não falam por si mesmas. As melhores, como as de Cristóbal Hara, ampliam as perguntas que lhes fizermos.



Jorge Calado: 

https://alxpomar.blogspot.com/2016/05/jorge-calado-escolhas-para-o-dubai.html


Cristóbal Hara

Born 1946 in Madrid, Spain, Hara grew up in the Philippines, USA and Germany, returning to Spain age 8. He studied law and business administration in Spain and Germany before deciding in 1969 to become a photographer. Moving to London, he spent a few years there and exhibited at the Victoria & Albert Museum. Hara switched to colour photography in 1985 and felt free, at last, from the strictures of composition in black and white. Known for his chronicles of rural Spain and her fiestas filtered through the memories of his own childhood. Like with Bill Brandt (in the UK), his ultimate goal is the book, not the exhibition. Vanitas (1998) won the prize for best photography book at PhotoEspaña in 1999. Autobiography, 2007, is the second volume of a trilogy published by Steidl. Recently he has begun a series of so-called 'trivial essays' for Ediciones Anómalas. His photos have also appeared in magazines like Creative Camera, Du, Aperture and others.



sexta-feira, 18 de agosto de 2006

2003, 2006, Jorge de Brito

 Jorge de Brito, a colecção e a Gulbenkian