sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

VELOSO DE CASTRO, Angola 6: A ACÇÂO MILiTAR

 Veloso de Castro faz a reportagem da segunda campanha dos Cuamatos, de 1907, que contou em livro.




Alves Roçadas. Note-se que a pose (necessária na fotografia com tripé e chapa de vidro) nunca é hierática e rígida e raramente é formal, "arranjada". O instantâneo possível é lento, e certamente não é, ou é pouco repetido. Na trincheira, os oficiais comem em cima de tambores (!) e a cara do alferes à direita é um acaso que impressiona. 








712 – Assalto ao Cusso – 3ª fase, 1908

537 – Passagem de artilharia numa ravina, 1908

805 – Passagem do rio Catofe, 1908

Metralhadora Hotchkiss da guarnição de Aucongo, 1907

657 – Sapadores de coluna, 1908



596 – Enterro de um soldado, 1908






O CASO DA COLECÇÃO ELLIPSE. COLECÇÂO BERARDO. COLECÇÂO CACE (3)

... E O ATAQUE AO ACERVO BERARDO DO/NO CCB. CARTA PESSOAL A UMA MINISTRA MAL INFORMADA

 


1. Como se pode considerar pela foto junta, ignoro se a Colecção Ellipse é mesmo importante dentro dos acervos de arte contemporânea existentes no CCB, de que é parte central e essencial a Colecção Berardo, que se encontra sob tutela judicial. Os compradores de João Rendeiro para o Fundo e depois Fundação Ellipse, Alexandre Melo (então assessor de Sócrates) e Pedro Lapa (então director do Museu do Chiado) - duas acumulações inaceitáveis, como se discutiu à época -, nunca me pareceram figuras de gosto seguro.

2. Se José Berardo ganhar os processos judiciais q se eternizam, levantados pelos bancos de que é devedor, é provável q lhe interesse manter a colecção no CCB e ressuscitar o (seu) respectivo nome original. A sua ambição foi dotar o país com um museu de arte contemporânea... e depois moderna por dedicação, amor à arte (e à camisola), responsabilidade social e altruísmo. Nunca quis vender as obras que adquiriu, e ouvi-lo a comentar as peças da colecção era uma experiência muito generosa.

3 Se o comendador José Berardo perder os processos, no todo ou em parte (falta reavaliar a colecção que entretanto, desde 2006, muito se valorizou), o Estado não vai comprar o acervo, pq não terá dinheiro para isso - já perdeu uma oportunidade favorável.
A ameaça de meter a Col Berardo sob a tutela do chamado CACE, Colecção do Estado, de que agora se fala sem haver nenhum bom senso - meter aí as obras e a correspondente responsabilidade curaturial... -, não tem sentido nem pernas para andar. O que se espera, na hipótese bastante improvável de o Berardo perder os processos, é q os vários bancos credores, cedendo às recomendações do Estado, venham a manter as suas partes de colecção no CCB, onde muito se valorizarão, considerando-as nas suas contas enquanto activos, como fazem com as outras propriedades.

4. Mas deve recordar-se que no CCB estão só as obras que foram objecto de depósito inicial por parte das Fundações de Berardo, no início desta história. As peças da colecção pessoal, aquisições posteriores, que prolongavam no tempo e diversificavam o acervo (julgo q o grande Matta, a América Latina, figurações recentes), foram legitimamente retiradas por ele no contexto do conflito judicial.
Outro acervo importante, resultante das aquisições orientadas por Jean-François Chougnet, 1º diretor do Museu (o melhor director q por cá trabalhou na área dos modernos), foi adquirido por Berardo a preço de custo, aliás custo muito bonificado por ser Chougnet e por ser para o Museu: nos anos iniciais (2 ou 3?) do Museu do CCB, Berardo e o Estado metiam 500 mil euros para compras, cada um, anualmente, e o contrato permitia em caso de resolução a entrega das obras a uma das partes, descontando o valor já entregue (no total 2 ou 3 mihões); são obras recentes e muitas de artistas portugueses, tipo Cabrita e Sarmento. O Estado não se chegou à frente.
Berardo tem exposto no Funchal e tem pronta a antiga garagem da Rodoviária em Azeitão (perto da Bacalhoa) que comprou para as acolher. Mas o CCB seria o seu lugar "natural". Em toda esta história, desde o 1º contrato Estado/Berardo ao tempo e por ordem de Sócrates, depois com a renovação cega do contrato por Castro Mendes, o Estado foi acumulando erros e desleixos.

5. Ao CCB, ao MAC/CCB, à data da sua criação por António Costa e Adão e Silva, foi atribuída a colecção Berardo, que lá se encontrava em exposição e nas reservas, bem como as colecções Ellipse e Teixeira de Freitas em depósito. O Estado (o MC, o MMP ou a ambiciosa funcionaria D. Sandra) nunca poderia transferir a col. Berardo para qualquer outro lado, porque não depende do Estado e sim dos tribunais, e o comendador é ainda o proprietário. Aliás, para q uma obra qualquer saia do CCB para ser cedida para uma exposição internacional ou local é necessário (ou era até há pouco) pedir a autorização escrita de Joe Berardo. (Julgo q continua a ser assim - ele continua a ser o legítimo detentor da propriedade mesmo q os bens estejam judicialmente arrolados.) Mudar a orientação quanto à Col. Ellipse porque mudou o governo e se decide fazer diferente é um erro.

6. Diz-se que a colecção do BPP, Banco Privado do Rendeiro, foi atribuída em comodato a Serralves, e aí se deverá manter, não no inacessível barracão da Rua das Fisgas de Alcoitão. Outra colecção, essa pessoal do João Rendeiro, foi adquirida (no todo, ou com falhas?) por Serralves ao tempo da direcção de João Fernandes, também a preço de custo apenas corrigindo a inflação. Contou-me o João que foi uma negociação muito renhida: Rendeiro tinha comprado a preços bem favoráveis por as obras se destinarem ao depósito e apresentação em Serralves, e esse foi um argumento decisivo para fazer os preços.

7. No domínio da relação entre a arte contemporânea (ou não) e banqueiros fraudulentos (Berardo não é tal) há ainda o caso Oliveira e Costa do BPN, com a colecção egípcia, a malfadada colecção Miró, que era um fundo de mercadso mas encheu o olho dos papalvos e o Estado comprou por junto em vez de escolher o melhor, e isso seria o bastante..., mais algumas obras contemporâneas ± avulsas. Aliás nunca se soube quanto teve o Estado de pagar à Christie's para suster o leilão Miró... Tudo isto é uma história menos interessante.

PS. O problemático personagem Paulo Mendes publicou um texto no Público invocando o nome de uma associação de artistas, AAPP, sem perguntar nada aos associados, que agora aparecem em grande número a assinar a CARTA à Ministra (aliás os associados da AAPP são poucos e restritos, e as eleições da direcção não são sérias, o site é escasso). Aí apoiava a conjura a favor de Alcoitão e da D. Sandra contra o CCB. Agora os abaixo assinados da Carta tiraram-lhe o tapete: interditem-no que o gajo não é sério.
 
 
A CARTA À MINISTRA: "No quadro das negociações em curso para o estabelecimento de um protocolo que definirá o destino e a tutela da Coleção Ellipse, os abaixo-assinados, cidadãos e profissionais do âmbito da arte contemporânea, nas suas variadas vertentes, defendem ser crucial que a referida Coleção fique em depósito permanente no MAC/CCB, em Lisboa, tal como foi anunciado aquando da inauguração desta instituição, em 2023.
O MAC/CCB foi constituído, enquanto Museu, no pressuposto de que, sob a sua alçada, e sob diversos regimes contratuais, ficariam a Coleção Berardo, a Coleção Ellipse e a Coleção Teixeira de Freitas. A complementaridade e a articulação destas três coleções são os fatores que permitem, de forma inédita em Portugal, o estabelecimento de um panorama contínuo, consistente e internacional da arte moderna e contemporânea, de 1909 à atualidade.
A oportunidade histórica construída através do depósito permanente destas três Coleções no MAC/CCB aparece agora ameaçada pela sua hipotética desarticulação, nomeadamente através da tutela da Coleção Ellipse pela CACE <Colecção do Estado>, numa decisão que duplicaria funções, equipas e orçamentos para prosseguir um objetivo para o qual o MAC/CCB já está vocacionado e apenas ele está preparado.
Em suma, defendemos que a Coleção Ellipse deve ser gerida no quadro institucional do MAC/CCB. A sua retirada para integrar um “centro de arte" <a situar num barracão na zona comercial de Alcoitão, que antes pertenceu a João Rendeiro e a ministra foi convencida ou forçada a comprar por 3,5 milhões a favor de falência do BPP, o Banco Privado de Rendeiro> constitui uma decisão cara e improdutiva, amputando o Museu, comprometendo o seu trabalho e as aspirações do público e artistas portugueses, e, em última análise, empobrecendo o país."
ASSINADA POR 140 ARTISTAS E PROFISSIONAIS.
Também assinei mas eu sou amador...
 
 
nofb a 30 jan.
ver aqui tb a 14 jan (1)

O NOVO MUSEU RENDEIRO: A Colecção do Estado da D. Sandra

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

JULIO POMAR e a GALERIA 111 (4) : ANOS 2000

 2002. 19 fev : OS TRÊS EFES - fábulas, farsas e fintas

obras de 1996 a 2002, com um desdobrável e a edição do livro "Apontar com o dedo o centro da terra " com texto de António Lobo Antunes, ed. D. Quixote / Galeria 111 (lançamento a 21 fev.). 

CONVITE. 19 JAN A 2 MARÇO
Ulisses e as Sereias com Guitarra Portuguesa 1001, pastel, fundo litográfico sobre tela



desdobrável capa e folha 2. design H. Cayatte e JP


as duas 1ªas páginas manuscritas, de 26 pag. 
("Para o Júlio, 
meu amigo 
António 
24.7.01)


2013, 12 jan. ATIRAR A ALBARDA AO AR, pinturas e desenhos. 

Exp. proposta por Alexandre Pomar, vinda da Árvore, Porto, 2012, por ocasião do Prémio Casino do Estoril (a qual foi acompanhada pela edição de um catálogo e do livro, textos de Laura Castro) e da realização do filme "Só o teatro é real" Um filme de Tiago Pereira sobre Júlio Pomar, produção da Fundação Júlio Pomar com música de Ricardo Jacinto.

 Júlio Pomar : atirar a albarda ao ar / org. Árvore-Cooperativa de Actividades Artísticas ; coord. Laura Soutinho ; comis. e texto Laura Castro.



https://www.rtp.pt/noticias/cultura/julio-pomar-atira-a-albarda-ao-ar-em-lisboa_v624936

+

No livro que assinalou os 50 anos da 111 (1964-2014), um pequeno texto dedicado a Manuel de Brito abre o volume.

30.10.2014

Se Manuel de Brito não tivesse existido não seria fácil inventar um outro igual, ou pelo menos, a ele semelhante.

A chave do seu indiscutível êxito está em que Manuel de Brito era tão bom conhecedor do meio que o viu nascer e em que cresceu que, como a história o provou, não se viu segundo.

Tímida e pouco informada a sociedade portuguesa (da época?) não era naturalmente propícia a que lhe pusessem em causa hábitos e convicções.

As mãos e os olhos, conjuntamente hábeis, que o instinto de Manuel de Brito soube usar, foram a alavanca do êxito.

Usei a palavra alavanca levado pela voga que hoje lhe dão, mas logo me apetece recusá-la por inadequada: em vez de alavanca, termo que me soa de modo demasiado brutal, assaz mecânico, prefiro evocar a habilidade de Manuel de Brito, qualidade que na gíria das famílias da época se usava aplicar aos artistas.

Assim se poderia dizer (e ele bem gostaria de o ouvir) que na sua época Manuel de Brito foi um artista.





Mais tarde a Gal, 111 deixou de referir J. Pomar entre os artistas da galeria, sem ter havido uma ruptura comunicada. A decisão resultava  de questões de exclusividade devido à realização de exposições noutras galerias, de desenhos e azulejos: a Gal. 111 não se interessava pela comercialização de desenhos, mas reagiu às outras exposições em galerias.


2001: QUELQUES DESSINS (1965-1988), Gal. Flora J, Paris, catálogo tx de Lydia Harambourg  e JP (extractos) / ALGUNS DESENHOS, Gal. Valbom (2003)

2002: TROIS TRAVAUX D'HERCULE ET QUELQUES CHANSON RÉALISTES, Gal. Patrice Trigano, Paris, cat. com tx de Pierre Cabanne

2003: DESENHOS PARA GUERRA E PAZ, Gal. João Esteves de Oliveira, catálogo. 

2004: MERIDIENNES-MERINDIENNES, Gal Patrice Trigano, cat tx de Marcelin Pleynet

2004 FABLES ET FICTIONS, esculturas (em bronze) e as suas fotografias por Gérard Castelo Lopes, Gal. Le Vion Bleu, Sidi Bou-Said, Tunísia, catálogo

2009: 9 avril - 9 mai, NOUVELLES AVENTURES DE DON QUIXOTTE ET TROIS (4) TRISTES TIGRES, Gal. Patrice Trigano, desdobrável


2008, nov,. Desenhos para Dom Quixote de la Mancha, Gal. João Esteves de Oliveira, cat. com tx do artista e J. esteves de Oliveira

+

Na 111 em 2016 "Júlio Pomar e Vítor Pomar - Ver o que salta aos olhos", exp. proposta por Vítor Pomar 30 de junho a 09 de setembro de 2016

https://111.pt/wp-content/uploads/2016/07/Press-realese-Julio-Pomar-e-Vitor-Pomar.pdf








sábado, 17 de janeiro de 2026

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O NOVO MUSEU RENDEIRO: A Colecção do Estado da D. Sandra* (1 e 2)

 2. (FB: 13.01.26) Um museu ou Centro de Arte Contemporânea para a rua das Fisgas, Pedra Furada - Alcoitão / Alcabideche / Cascais?




É significativo que quem vem a público alarmar-se com a confusão da anunciada localização futura da Colecção de Arte Contemporânea do Estado (CACE é um nome muito feio) no antigo barracão da rua das Fisgas, vindo da falência do BPP (a Fundação Ellipse do banqueiro João Rendeiro), sejam dois antigos responsáveis pelo Museu do Chiado (também erradamente dito Museu Nacional de Arte Contemporânea) que tiveram depois funções, seguintes ou em acumulação, como presidente do Instituto Português de Museus, num caso, e como curador da tal Fundação Ellipse e director do Museu de Arte Moderna - Colecção Berardo, no outro, sem ele se distinguir como director de museus..
Se é insólita a informação oficial sobre a Colecção, que diz retirá-la do CCB, ao qual estava atribuída, para a instalar no labirinto de armazéns em Alcoitão, promovendo-o a uma espécie de novo museu, os dois artigos publicados no Público por Raquel Henriques da Silva e Pedro Lapa não conseguem ser esclarecedores: levantam incertezas, manifestam dúvidas e inquietações, enquanto a tutela dos museus (desde 2023 Museus e Monumentos de Portugal, EPE) se ausenta da sua suposta responsabilidade, sem orientação vocal nem legítimo protagonismo.
A ministra ainda conhece mal a casa, o sector e o meio, está "verde", pelo que surpreende a urgência em anunciar decisões mal fundamentadas. Mais Museu, menos Museu, a Arte Contemporânea goza de uma sabida incompreensão e mesmo desconfiança, rejeição. As trocas de obras e de lugares de arrumação ou reservas, as trocas de programas de museus existentes, e o anúncio de mais um, enquanto faltam recursos e "vontade política" para os que estão no terreno, não defendem a arte nem conferem segurança. Entretanto os profissionais calam-se - estão amordaçados?.
Aliás a Colecção do Estado é um equívoco desviante que se sobrepõe aos museus, esvaziando-os de autonomia e competência e verbas, comprando obras a seu bel-prazer, em geral obras definitivamente efémeras. E a respectiva direcção não inspira nenhuma confiança, o que não se tem dito em voz alta.
Aliás, ao Museu do Chiado veio sobrepor-se o Museu do CCB, sem clareza dos seus respectivos destinos, ambos ditos de Arte Contemporânea, contrariando as expectativas de ampliação que sempre se foram renovando e sempre se atraiçoam: o Convento de São Francisco não se resolve como devia, ali, naquele lugar estratégico.
Aliás, outros museus que deveriam ser fulcrais em Lisboa, o Museu Nacional de Etnologia e o Museu de Arte Popular, continuam esmagados e desertos.
O terreno está um pântano.
*Sandra Vieira Jürgens (https://sandravieirajurgens.com/)





1 (FB 11-01)


(1)
O BARRACÃO RENDEIRO, A COLECÇÃO CACE da D. SANDRA E UMA MINISTRA DESORIENTADA
Nem a Isabel Salema consegue entender as trapalhadas da Colecção do Estado (ex-Colecção SEC)... e as trapalhadas vêm dos anos 80. ENTRETANTO, os museus, os que poderiam ser e já foram grandes museus, os Museus de Etnologia e de Arte Popular continuam sem resolução à vista (o MAP envergonhado) e sem as verbas mínimas para actuar com dignidade (o MNE). Também podiam ser sucessos turísticos, mas nada se faz.
A prioridade é o barracão Rendeiro (e Pedro Gadanho) em Alcoitão/Alcabideche, a arte contemporânea tipo Ellipse/BPP e outras arbitrariedades muito caras - a ministra chegou a parecer mais orientada (nas visitas pelo país e na entrevista única no Expresso) mas parece ter sido capturada. Esta direita não se enxerga, e o PS também andou perdido: apostava em Coches e Tesouro Real... o PSD fez Serrralves, o CCB e o Museu do Chiado ).

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

JULIO POMAR e a GALERIA 111 (3) Anos 1980 e 1990

 3. JP e a 111 - ANOS 80. Depois de 1985: 1989 e 1990 (as séries brasileiras)



1988 - MASCARADOS DE PIRENÓPOLIS, expostos no Arco Madrid (Gal. 111) e na Galeria 111, Lisboa. Catálogo com texto de Manuel Castro Caldas (separata com tradução). Com a apresentação do livro "Os Desenhos do Circo de Brasília" texto de Paulo Herkenhoff ("Pomar visto do Brasil"). .
Manuel de Brito não aceitava compradores estrangeiros, como continuará a fazer, no ano seguinte com Paula Rego, alegando ter clientes interessados. Era um erro, de todos os pontos de vista, q irá justificar o afastamento da feira.

1990, 14 dez. - LOS INDIOS, Arco Madrid (Gal. 111), fevereiro (7 quadros que não estiveram à venda, cedidos pela galeria de Paris, enquanto outros 8 se encontravam no Rio de Janeiro), e LES INDIENS, Galerie Georges Lavrov, Paris, setembro. (10 quadros). Catálogos com o mesmo texto de Michel Waldberg.
Apresentação do livro "Pomar", texto de Mário Dionísio, Publ. Europa-América - é a versão portuguesa de "Pomar" com texto de Michel Waldberg, Éditions de la Différence.

As séries brasileiras estiveram na antologia “Pomar/Brasil” (org. FG: Rio, São Paulo, CAM) mas nenhuma obra podia ficar no mercado brasileiro. Tudo estava capturado pelo mercado nacional.





















Os Desenhos do Circo de Brasília, 1987, estudos para painéis de azulejo, q se seguiram às decorações murais para o Alto dos Moinhos, Metro de Lisboa, participaram em "Pomar/Brasil" e tiveram circulação no Brasil - galerias Paulo Figueiredo, Brasília, e Anna Maria Niemayer, no Rio, acompanhadas pelo referido volume com texto de Paulo Herkenhoff editado pela 111.




Entretanto, Manuel de Brito organiza duas mostras antológicas em Macau: "Pomar" 1989, Gal. do Leal Senado - catálogo com texto de Helmut Wohl; e "Júlio Pomar", com obras da sua colecção, em 1999, Centro de Arte Contemporânea com a Fundação Oriente; cat com tx de José Luís Porfírio.. É levada em 2000 à Galeria Nacional de Pequim

Outras exp em galerias: 1986 - Desenhos, Clube 50, Lisboa, "Páginas de álbum, estudos de bichos", e Gal de Arte de Vilamoura, a convite de Cruzeiro Seixas. 1987, Gal. Gilde, Guimarães.
1996, "Cinco figuras de convite", azulejo, Ratton

4. ANOS 90
Pomar não expõe na 111 na década de 1990.

Em galerias de Paris nos anos 1990-2001:
FABLES ET PORTRAITS, Galerie Gérald Piltzer, 1994, com a publicação de um livro, texto Claude-Michel Cluny.
L'ANNÉE DU COCHON OU LES MÉFAITS DU TABAC, Gal. Piltzer, 1996 (a série dedicada a Ulisses e outrostemas); com um deficiente Jornal da exposição com texto de José Cardoso Pires)
LES JOIES DE VIVRE, Galerie Gérald Piltzer, 1997 (passagem a grandes formatos durante uma grave situação de saude, um cancro; regresso ao tema do Xingu; publicado um álbum com ensaios de Marcelin Pleynet e António Lobo Antunes.
LA CHASSE AU SNARK, L'ENTRÉE DE FRIDA KHALO AU PARADIS, CONTES MORAUX, Galerie Gérald Piltzer, 1999, e Salander O'Reilly Gallerie, Nova Iorque, 2000; publicação de um álbum com texto de Marcelin Pleynet, ed Piltzer.
QUELQUES DESSINS, Galerie Flora J, 2001; com livro homónimo. (A exp entrou em itinerância em Portugal: "Alguns desenhos", Gal. Valbom 2003)
Nesses anos de voragem do mercado, e altos valores, Manuel de Brito recusa-se a comprar em França, o que incrementa a acção de intermediários, galerias Antiks, Cordeiros, Quadrado Azul, Fernando Santos, Valbom etc, e de vários dealers.

Outras exposições em galerias:
1993 Tapeçarias recentes, Gal. Tapeçarias de Portalegre;
"Caracóis", azulejos, Ratton Cerâmicas, com álbum de poemas de Pedro Tamem


VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 5 : TRABALHO

 



"Congo - Ribeira de Bende", 1914 (neg. 95x145cm) lavadeiras/os


"Fabrico do azeite", 1909 (neg. 86x114mm)


"Comércio de borracha - negociações" 1912 (neg. 82x115mm)

"Cuango - Comercio da borracha" 1912



"Fiação do algodão" 1908 (neg. 80x98mm)


ferreiros




f