2. (FB: 13.01.26) Um museu ou Centro de Arte Contemporânea para a rua das Fisgas, Pedra Furada - Alcoitão / Alcabideche / Cascais?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
O NOVO MUSEU RENDEIRO: A Colecção do Estado da D. Sandra* (1 e 2)
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
JULIO POMAR e a GALERIA 111 (3) Anos 1980 e 1990
3. JP e a 111 - ANOS 80. Depois de 1985: 1989 e 1990 (as séries brasileiras)
VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 5 : TRABALHO
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 4 : NATIVOS
Sem se tratar de um levantamento etnográfico programado ou metódico, tanto quanto se percebe pelo acervo que deixou - sempre em chapas de vidro, aqui impressos por Roberto Santandreu a partir dos negativos integrais -, Veloso de Castro fotografou lugares e grupos indígenas, à margem, mas no ambiente, das suas responsabilidades militares. É um observador interessado, atento aos usos locais, onde os registos em pose, mesmo quando são frontais, nunca têm a rigidez hierática e submissa da então habitual fotografia etnográfica e antropométrica. A composição recusa a simetria e a imobilidade obrigatória das figuras, na necessária posição de autoridade, apesar de ter de empregar sempre o tripé e de encenar ou imobilizar os "figurantes", mas aceitando movimentos e imprevistos. A última destas imagens é um raro instantâneo.
Divergindo dos "levantamentos" anteriores (Cunha Moraes e Serpa Pinto) e seguintes, já dos anos 30 (a Missão Suíça de 1932-33 editada em 1934 pelo Museu de Neuchâtel, Fernando Mouta 1934, Elmano da Cunha e Costa (1933-29), as fotografias não incidem sobre o "primitivismo" e a "rudeza" dos indígenas, não objectificam os corpos e as figuras. Pelo contrário parecem resultar da curiosidade e da empatia estabelecida com os seus modelos. Não fotografa o "gentio", os cafres, e percebe-se que o enquadramento militar (as "campanhas de pacificação") estabelecia uma relação mais digna e correcta do que o que se reconhece nos meios das missões ou dos agricultores colonos. Depois de os sobas prestarem vassalagem, as relações de trabalho parecem seguir com préstimo para as duas partes. Não conheço outras fotografias assim.
É um artista, um amador, e um militar, e um colonial. É assim que fotografa.
Ver a seguir nº 5 O Trabalho e depois os colonos, famílias mistas
"Celeiros do Libôlo - Dala Cachibo" 1908 (neg. 80x 101mm)
"Dala Cachibo - Tipos Libôlo", 1908 (81x106mm). Junto ao celeiro, provável família polígama
"Entrada de uma casa indígena" 1912 (neg. 87x120mm) - é certamente a casa de um feiticeiuro
cemitério indígena usando vasos e recipientes europeus
Dois sobas com as suas famílias
"Soba Cachiga e outros importantes", 1908 (neg. 81x111mm) com soldados nativos e um graduado negro, mais um oficial branco
"Mucusso - Mulheres do Baixo Cubango" 1910 (neg. 86x115mm)

1984, a GALERIA 111 por MANUEL DE BRITO: 20 anos
Manuel Brito nos 20 anos da Galeria 111
VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 3 : OS RETRATOS
O retrato na obra de Veloso de Castro, numa brevíssima amostra diversificada.
Os auto-retratos não só actos narcísicos, é evidente a ambição de se afirmar como artista
domingo, 11 de janeiro de 2026
JULIO POMAR e a GALERIA 111: (2) 1982 e 1985
2. JP e a 111, 1982 e 1985




































