Serralves
exposições coletivas (SQUATTERS, em 2001, e VIAGEM AO PRINCÍPIO: IDA E VOLTA, em 2019), individuais, QUATRO PONTOS CARDEAIS (1997)
e a exposição antológica SEM SAÍDA/ENSAIO SOBRE O OPTIMISMO, em 2009.
CPF: "Fazer Tempo" 1999 e "2" 2003
coisas várias, artes (plásticas, fotográficas e comestíveis), escritos, promoções e embirrações
Serralves
exposições coletivas (SQUATTERS, em 2001, e VIAGEM AO PRINCÍPIO: IDA E VOLTA, em 2019), individuais, QUATRO PONTOS CARDEAIS (1997)
e a exposição antológica SEM SAÍDA/ENSAIO SOBRE O OPTIMISMO, em 2009.
CPF: "Fazer Tempo" 1999 e "2" 2003
1987 - 2003: EXPRESSO, e depois
1987. I Bienal de Arte em Sintra (nota, apresentou «Prova de Contacto»). (…)
1990.«Algés - Trafaria (1990)» - Exp. individual (indicada como a 1ª), 19 fotos, 40x40 cm, brometo de prata - Ether, co-prod. Ether/ Urbe, para conferências sobre o estuário do Tejo, FIL 1990. Catálogo* com reproduções e biografia
1991. «A cidade dos objectos». Exp. ind. (2ª) para o Centro Português de Design, Fundação de Serralves. Cat.
1994
1994 - «Alguns espaços culturais no concelho de Oeiras»
Exp. ind. (3ª). Lagar de Azeite, Palácio do Marquês, Oeiras, 10-30 Out. A acompanhar o colóquio «Espaços em aberto». Ed. poster com 14 fotos*
Cartaz, 22.10.94
"Correspondendo a uma encomenda sobre espaços culturais, para acompanhar um colóquio, A.A.S. volta a pôr em prática uma atitude fotográfica que é uma das mais originais no panorama actual. Trata-se, aqui (segundo a edição de um poster-catálogo), de satisfazer o propósito documental, respeitado como exigência da informação, com um rigor formal que é, ao mesmo tempo, o exercício de um olhar analítico e a vontade de suspender quaisquer efeitos de estetização, com uma frieza ou neutralidade que, num primeiro momento, pode ser confundida com o acaso fotográfico, tal como surge no instantâneo de amador. À partida insólitas pela sua aparência não artística (a frontalidade ou o enquadramento oblíquo que deixa restos laterais aparentemente não controlados, a distância do objectos, o uso não retórico da luz), as imagens ganham uma eficácia muito complexa, acumulando, com a presença de elementos supostamente irrelevantes, sinais que se lerão como passos adicionais da construção do seu sentido global. O carácter serial, a unicidade da imagens de cada assunto e a sua variabilidade de abordagem, com a recusa de um formulário estandardizado, são outros elementos a salientar numa prática em que o testemunho se cumpre e se questiona enquanto efeito imediato da fotografia."
LAU (2007), de Augusto Alves da Silva, Berardo Collection. 91 fotografias C print; 300 x 400 cm. Homenagem de Lau Costa, modelo nesta série-instalação:
17 08 2025
Quatro exposições individuais do AUGUSTO ALVES DA SILVA na galeria Pedro Oliveira, de 1999 a 2009.
apontamentos
Por ocasião da exp no Atelier-Museu ("Neorrealismos ou a politização da arte em Júlio Pomar") pode tentar fazer-se uma cronologia comentada, a acompanhar a sequência das obras e das datas.
1. FERROS, 1944 (col. CAM - FCG)
Em 1944 Pomar inscreve-se na Escola de Belas Artes do Porto, depois de ter frequentado a Escola de Lisboa desde 1942, com 16 anos, e antes a António Arroio. Já em 1942 participara numa mostra com colegas vindos da António Arroio (Fernando Azevedo, Vespeira, Pedro Oom) num quarto/atelier na Rua das Flores: essa primeira mostra fora notada no meio artístico do Chiado e na Imprensa (a revista 'Panorama' reproduz-lhe "Pintura" ou "Saltimbanco", uma obra perdida, e é relevante a atenção concedida a um muito jovem artista - Almada Negreiro compra o quadrinho e promove a sua apresentação na 7ª Exposição de Arte Moderna do SNI. Uma muito pequena pintura sobre madeira agora exposta "Sem Título [Rapaz]" pode ser dessa data.
No Porto Pomar integra-se rapidamente no grupo de estudantes (e alguns professores) que expõem com o nome de Independentes desde 1943, do qual se destacam Fernando Lanhas, com quem estabelece uma duradoura cumplicidade, e também Júlio Resende, Nadir Afonso, Amândio Silva, Victor Palla, igualmente ido de Lisboa. Expõe na 3ª Independente, no Coliseu.
Em FERROS nota-se o interesse por Léger ou a sua influência, confirmados por anotações desenhadas num pequeno álbum que se conservou. Terá chegado ao CAM por via de Manuel Filipe, sobre quem publicou uma entrevista no ano seguinte ("Arte") onde surgiu a primeira menção do neo-realismo. Foi exposto em 1945, na Exposição Independente vinda ao IST.
A GUERRA (nº 18) ficou com Fernando Lanhas, e Mário Dionísio referiu-se em 1945 na Seara Nova a outra pintura anterior de tema próximo que lhe pertenceu (título desconhecido, óleo sobre cartão, 46x39cm, CR. nº 9, aqui atribuído a 1942 e à exp. da Rua das Flores, o que parece incerto): "apontamento onde se vê um homem brutalizado pelo peso dum capacete e duma cartucheira, um vago arame farpado, uma forca, uma figura estranha que atravessa o campo (a morte? a humanidade chicoteada e desiludida, mas nem por isso capaz de parar?)" - reed. em M.D., "Entre palavras e cores", 2009.
Em FERROS encontram-se os planos recortados de cor lisa que caracterizam a produção desse ano, numa configuração que seria depressa abandonada.
De 1942 era o SALTIMBANCOS (Pintura) que veio do atelier da rua das Flores, passou pelo Salão do SNI e desapareceu. Conhece-se a reprodução no Panorama e um desenho preparatório, um estudo.
1942, em Panorama, Revista Portuguesa de Arte e Turismo, n.º 13, Fevereiro 1943
Na PINTURA (nº 16), que agora é peça maior da col. Rui Victorino, aparece ao centro uma auto-representação de punho erguido entre chaminés de fábricas e um corpo de mulher de pernas para o ar, que se disse premonitório de posteriores cenas eróticas.
Em CAFÉ aparece um retrato de Victor Palla, à esquerda, e outro de José Maria Gomes Pereira, também arquitecto, também transferido de Lisboa e um dos presentes na exp. de 1942
e em baixo um auto-retrato em 1º plano.