domingo, 11 de janeiro de 2026

JULIO POMAR e a GALERIA 111: (2) 1982 e 1985

 2. JP e a 111, 1982 e 1985

1982, nov. - Exp de pintura e desenho <OS TIGRES> . Desdobrável com desenho de Menez e texto do artista traduzido por Maria Velho da Costa (in Parte Escrita III). Pinturas, 1979-82; 13 desenhos de tigres e 5 desenhos de touros para o livro "Tauromagia" de Alberto de Lacerda, ed. Contexto; azulejos, 3 painéis ed. Hypnos, Paris - Joaquim Vital.
A série Tigres foi partilhada pelas galerias Bellechasse e 111.
Depois da exp. de 1973 na 111 e até 1985, JP teve mostras individuais na Galerie de la Différence, Bruxelas, <L'ESPACE D'ÉROS> fev. 1978, onde apresenta as primeiras colagens da chamada "fase erótica", que se verão na Retrospectiva de 1978 em Lisboa, Porto e Bruxelas;
THEÂTRE DU CORPS na Galerie de Bellechasse, Paris, mai 1979;
Painting and drawing, na Galleri Glemminge, Glemmingebro, Suécia, 1980;
LES TIGRES - Peintures Récentes, de novo na Gal. Bellechasse, nov. 1981.
PORTRAITS, drawings (retratos a lápis dos anos 70) na mesma Galleri Glemminge, 1982.
ELLIPSES Peintures Récentes, Gal. Bellechasse, 1984.
Em dez 1979, na 111, lançamento do livro "O Burro em pé" de José Cardoso Pires, ed. Moraes, e exp. das colagens da colecção do escritor.
Em dez. 1981, lançamento do livro "Com Júlio Pomar" de Helena Vaz da Silva, ed. António Ramos.
1985 dez., na 111: RAPTOS DE EUROPA E 7 HISTÓRIAS PORTUGUESAS, sem catálogo com o lançamento do livro "Mensagem" de Fernando Pessoa, com um estudo de Mário Dionísio, "O avesso dos Mitos", e também de "O livro dos Quatro Corvos", tradução portuguesa das Editions de La Différence, "Le Livre des Quatre Corbeaux", com texto de Claude-Michel Cluny.

É o início das obras de temas mitológicos, pintura de história(s), já presentes em algumas Elipses de 1983-84; os temas literários, vindos em desenhos e azulejos da decoração mural do Metro de Lisboa, Alto dos Moinhos, 1982-84 (exp. no CAM) seguem da "Mensagem" para a série dedicada a Edgar Poe e os seus tradutores (The Raven, O Corvo). Os quadros realizados a pretexto de ilustrações para o livro da ed. La Différence, por sugestão e encomenda de Joaquim Vital, nunca serão expostos em conjunto e dispersam-se passando da propriedade do editor para a de Manuel de Brito. Foram em parte mostrados na Bienal de São Paulo de 1985, na antologia itinerante de 1986-87, Brasil e Lisboa, e no Palais de Tokyo, Paris, "4 peintres Portugais à Paris" (Dacosta, Pomar, Cargaleiro, Jorge Martins.
Nas fotos: desenho de Menez, "Presentes de D. Manuel ao Papa", 1985









sábado, 10 de janeiro de 2026

VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 2: AS PAISAGENS

José Veloso de Castro não se fecha num género de fotografia. Tudo lhe interessa e tudo é tema de grandes fotografias: a paisagem, o retrato e o auto-retrato, a reportagem das acções militares, as populações nativas e os colonos instalados (as famílias mistas, o que é raríssimo ou único), as cenas de trabalho indígena ou oficinal, etc.

Aqui algumas paisagens, e é admirável a integração da figura na paisagem, o que só pode ver-se nas provas ampliadas a partir das chapas ne vidro (é um dos casos em que o aproximo do olhar de Sebastião Salgado):


















VELOSO DE CASTRO no Museu Militar 1: a montagem

Uma das razões da excelência da exposição dedicada a José Veloso de Castro é o cuidado posto pelo Pedro Reigadas na sua montagem
São inúmeras a associações de fotografias a peças do Museu Militar, proporcionando comparações e melhor visibilidade da obra do militar-artista





 

JÚLIO POMAR, 1989 - 2025, a Colecção Manuel de Brito e quatro exposições monográficas

 A Colecção Manuel de Brito foi apresentada pela primeira vez em 1994 no Museu do Chiado, na programação de Lisboa Capital Cultural. A exp. teve o subtítulo "Imagens da arte portuguesa do século XX" e foi comissariado pelo próprio e Raquel Henriques da Silva. Um última secção do catálogo, "Escolhas electivas" incluiu Júlio Pomar (12 pinturas) entre Dacosta, Menez, Eduardo Luiz, Paula Rego e Graça Morais. Foi depois apresentada e Macau, Galeria do Forum 1995; no MASP em São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,

Já em 1989 MB apresentara uma mostra antológica de JP na Galeria do Leal Senado em Macau com um texto crítico de Helmut Wohl no catálogo. (8 pinturas da colecção MB, 2 de Arlete Alves da Silva, e outras proveniências)
Nova exp em Macau aconteceu em 2000, no Centro de Arte Contemporânea de Macau com apoio da Fundação Oriente. Catálogo com texto de José Luís Porfírio, "Mudança e estrutura . JP em 26 exemplos 1948-1998" (com obras da colecção de Manuel de Brito: 26 obras). Foi apresentada na Galeria Nacional de Pequim, 2001

Julio Pomar no CAMB, Palácio Anjos, Algés, 2009. Texto de Celso Martins, "JP e o princípio da adequação" (30 pinturas)
A colecção foi depois parcialmente dividida com o filho mais velho de MB, que apresentou a sua colecção em 2024: "O nome igual nos dois? Um receituário para a Liberdade na coleção de Manuel Brito ", na Galerias da Casa Comum (Reitoria) da Universidade do Porto. Com 8 pinturas de Júlio Pomar.

2026, 10 jan. no Centro de Arte Manuel de Brito, Campo Grande



JÚLIO POMAR e a GALERIA 111 (1), desde 1967

 1. JP e a 111: 1967 e 1973

Exposição Desenhos para "Pantagruel", de Rabelais, em 30 maio de 1967 - dizia que foi a 1ª vez que um editor devolveu os originais publicados; o hábito, tb nos periódicos, era ficarem por lá, perderem-se. Foram devolvidos num álbum organizado por Alice Jorge e adquiridos por Manuel Vinhas. Edição Prelo, do amigo Rui de Moura.
O livro fora uma iniciativa do artista, que convidou como tradutor Jorge Reis (exilado em Paris, inconfundível locutor das Actualidades Francesas e autor do premiado romance "Matai-vos uns aos outros", 1961, Prelo) e acompanhou o design gráfico de Alice Jorge. Dispersaram-se os desenhos muito mais tarde, e encontram-se alguns no acervo do Atelier-Museu e no espólio dos herdeiros.
Fotos com Manuel Vinhas, Mário Dionísio e José Sommer Ribeiro (©ccângelo Gonçalves)

"Pomar 69/73" A seguir, exp de dezembro 1973, catálogo com texto ensaístico do autor (no III volume da "Parte Escrita", ed. Atelier-Museu). Em 1969 iniciara-se uma colaboração regular com Manuel de Brito.
A segunda exposição na 111, aconteceu dez anos depois da instalação do pintor em Paris, e reuniu obras dos anteriores cinco anos, com séries dos Banhos Turcos d'après Ingres e retratos, 46 pinturas e 12 desenhos; catálogo com um longo texto do artista. Seguiam-se já às séries dedicadas ao Rugby e a Maio de 68, adquiridas quase totalmente por Jorge de Brito, que foram vistas pela 1ª vez em 1986 numa mostra antológica da Gulbenkian (Brasil e Lisboa).
Manuel de Brito comprava então no estrangeiro muitas obras para Jorge de Brito, nomeadamente em leilões e com o foco em Vieira da Silva, às vezes mesmo em concorrência directa com o arq. João Teixeira, fazendo subir preços e cotações. (ver "20 Anos" de MB, 1984, in "50 Anos 1964-2014"
As obras das novas séries de Pomar eram compradas quase na totalidade, antes de serem expostas, por Jorge de Brito, Manuel Vinhas e Augusto Vieira de Abreu. Em 1973 Jorge de Brito adquiriu um grande número de pinturas e as outras são disputadas por colecções particulares.
Manuel Brito ia vendendo directamente os quadros recentes aos coleccionadores-admiradores e adiando a 1º individual, desejada por Pomar, depois de fazer em 1964 (Tauromachies) e 1965 (Les Courses) duas exposições na Galerie Lacloche, na Place Vandôme, que surgira por intermediação de Manuel Vinhas e entretanto passara a dedicar-se a múltiplos ± Pop e mobiliário de artista (ver Pomar, Alexandre, 2023).
Foi a 1ª individual de pintura em Lisboa depois da de 1966 na SNBA, a então Galeria de Arte Moderna, montada com os quadros de Paris, em geral já de colecções privadas. Era o início do boom do mercado.






terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Castro Soromenho, Elmano da Cunha e Costa (e Manuel Ribeiro de Pavia): A Maravilhosa viagem dos exploradores portugueses, 1946-48

O acervo fotográfico de Castro Soromenho

https://sobrecs.wordpress.com/acervo-castro-soromenho/acervo-fotografico/

O acervo fotográfico de Castro Soromenho encontra-se acessível no site dedicado ao escritor (site activo até 2020, mas acessível em 06.01.26). É uma grande colecção de provas originais de várias autorias e procedências não identificadas (também de postais). Em grande número foram produzidas por Elmano da Cunha e Costa, e incluidas no livro A Maravilhosa viagem dos exploradores portugueses, 1946-48,  em 84 “estampas”, extra-textos legendados, por vezes com duas ou três fotos. Entre estas provas  contam-se muitas com marcas de corte e reenquadramento destinadas a essa edição, que dispõe de um “Indice das estampas - fora de texto”, sempre sem atribuição de autoria. 

Vol. 3. 38.  Uma grande orquestra – Jingas

Numa das edições que conheço, com encadernação editorial (392 pags. + 88 estampas reunidas no final), não existe nem indicação do editor; apenas a referência à “execução” na Empresa Nacional de Publicidade. (Em 1928 a Empresa do Diário de Notícias foi convertida na Empresa Nacional de Publicidade - ENP, controlada pela Companhia Industrial de Portugal e Colónias e pela Caixa Geral de Depósitos.)

Noutra edição, com encadernação diferente e com as estampas distribuídas ao longo do volume, é indicada no rosto a Terra Editora, Lisboa, 1946 a 1948, e no verso a autoria da “realização gráfica” de Manuel Ribeiro de Pavia, de quem são as capitulares e inúmeras gravuras impressas a duas cores, preto e vermelho. O fotógrafo também não é referido. Pavia, 1907-1957, era então um frequente ilustrador de autores neo-realistas e expositor nas EGAP.

É referida por Cláudia Castelo e Catarina Mateus (em O Império da Visão, 2014, ver abaixo) uma 2ª edição , da Editorial Sul, Lisboa, 1956, com “nova selecção fotográfica do mesmo autor, mais uma vez sem os devidos créditos”.



Castro Soromenho foi funcionário colonial e escritor, com um itinerário intelectual e político que o afastou do regime, o fez anticolonialista e escritor angolano, e que o levou ao exílio. É um percurso fascinante

BIOGRAFIA DE CASTRO SOROMENHO (extractos)

https://sobrecs.wordpress.com/biografia/

“A respeito dessa segunda fase, que se aproxima do neo-realismo, disse Castro Soromenho, em entrevista a Fernando Mourão[9]: “… depois de reviver [em Portugal] a minha vida de Angola, fazendo tábua rasa de idéias feitas e dando-me conta de erros de interpretação originados pelo clima social vivido desde a infância numa sociedade em formação, heterogênea pela sua própria natureza (…) Colocado, no tempo e no espaço, numa posição que possibilitou novas perspectivas, o homem e a sua vida, a terra e o meio social revelaram-se na sua forte autenticidade. (…) Desde que nos meus romances surgiram novas realidades sociais e se me apresentaram as suas contradições, logo se me impôs, naturalmente, uma nova técnica – e um novo estilo literário. O neo-realismo teria de ser o novo caminho”.

No ano de 1946, começa a sair em fascículos A Maravilhosa viagem dos exploradores portugueses, terminada a a edição no final de 1948. 

Em 1948, Castro Soromenho é encarregado, juntamente com os escritores Adolfo Casais Monteiro e António Pedro, da propaganda eleitoral no rádio do General Norton de Matos, candidato oposicionista à presidência da República. O programa de rádio não pôde ir ao ar e Norton de Matos desiste da candidatura por falta de condições políticas. Nesse mesmo ano, o escritor faz sua primeira viagem à França.

Voltando atrás:

Infância e juventude em Portugal e África. Com menos de dois anos, Castro Soromenho (n. 1910, Chinde, Zambézia - 1968 São Paulo) vai para Angola (Huambo). Por volta de 1916, quando tinha cinco ou seis anos, seus pais decidem enviá-lo a Portugal, junto com seu irmão Nuno, dois anos mais novo, para cursar o ensino primário e secundário como aluno interno num colégio localizado em Lisboa. Vive em Portugal até aos 15 anos e conclui o quinto ano do liceu. 

 

Em 1925, regressa a Angola vivendo no distrito da Huíla durante dois anos e cursa a Escola Primária Superior “Artur de Paiva”...

De junho de 1928 a janeiro de 1929, trabalha como funcionário numa agência de recrutamento de mão-de-obra da Companhia dos Diamantes, em Vila Luso, Distrito de Moxico. Permanece menos de um ano nesse cargo. Ingressa no Quadro Administrativo de Angola e exerce os cargos de Aspirante e de Chefe de Posto, funções que manteve até aos 27 anos de idade.

Nesse período, Castro Soromenho passou a maior parte do tempo nos sertões do leste de Angola (Luchazes, Moxico e Lunda) e fez, provavelmente, diversas viagens a Portugal. Devido à falta de registros oficiais dessa fase de sua vida, é difícil identificar com segurança as regiões nas quais serviu. Mas no relatório Distrito da Lunda (que se refere ao período de 1931 a maio de 1933), Castro Soromenho consta na “relação do pessoal administrativo colocado no distrito da Lunda, Circunscrição de Saurimo”, como “Aspirante”.

Nos sertões de Angola, Castro Soromenho dedica-se ao estudo da vida dos nativos, dentro dos padrões de sua cultura, e a questões coloniais. O interesse pela etnografia dos povos africanos persistiria ao longo de toda a sua vida.

Aos vinte e dois anos de idade, ainda quando vivia nos sertões, escreve seus primeiros contos, entre os quais Aves do além que é publicado no jornal Ultima Hora em abril de 1934. Esses contos seriam posteriormente reunidos no primeiro livro do escritor, Nhárí, de 1938.

Em 1936, renuncia à carreira administrativa, contra a vontade de seu pai, por incompatibilidade profissional e ideológica... Fixa-se por pouco tempo em Luanda onde trabalha como jornalista no Diário de Luanda e colaborador do Jornal de Angola. Nesse ano de 1936, é publicada sua primeira coletânea de contos, Lendas Negras, nos Cadernos Coloniais, n. 20. No começo de 1937 (ou no final de 1936), Castro Soromenho vai para Portugal e jamais retornaria a Angola.


Ilustrações de Pavia




Alguma Bibliografia

1. ROGER BASTIDE E ANGOLA - A LUNDA -- NA OBRA DE CASTRO SOROMENHO, FERNANDO AUGUSTO ALBUQUERQUE MOURÃO - DO CENTRO DE E S T U D O S AFRICANOS, U.S P

https://sobrecs.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/bastide-a-lunda-na-obra-de-castro-soromenho.pdf

2. "Castro Soromenho: escritor africano", MANUEL RODRIGUES VAZ

https://triplov.com/revistaTriplov/castro-soromenho-escritor-africano/

3. "CHINUA ACHEBE E CASTRO SOROMENHO: COMPROMISSO POLÍTICO E CONSCIÊNCIA HISTÓRICA EM PERSPECTIVAS LITERÁRIAS" Stela Saes (USP)

https://www.abralic.org.br/anais/arquivos/2015_1456150869.pdf

4. José Augusto França – "Castro Soromenho: nota brevíssima à sua memória"

https://revistas.usp.br/africa/article/view/95967/95225

5. Pavia africanista, Almanaque Silva, 2011

https://almanaquesilva.wordpress.com/2011/01/18/a-africa-negra-de-pavia/

6. "Etnografia Angolana" (1935-1939): histórias da coleção fotográfica de Elmano Cunha e Costa" de Cláudia Castelo Catarina Mateus

https://www.academia.edu/30853492/_Etnografia_Angolana_1935_1939_hist%C3%B3rias_da_cole%C3%A7%C3%A3o_fotogr%C3%A1fica_de_Elmano_Cunha_e_Costa

José Veloso de Castro, entre Cunha Moraes e Elmano Cunha e Costa (edições)

José Veloso de Castro 1904-1912 / ...1929 / 2025
Cunha Moraes 1882-1888 
2ª Missão Suíça a Angola 1932-34
Elmano Cunha e Costa 1935-1939

 

"O exame do passado requer uma abordagem crítica, porque não se trata de endossar ingenuamente as categorias de pensamento em vigor à época, mas requer igualmente uma capacidade de recuo, já que também não se trata de julgar os antecessores a partir de posturas intelectuais contemporâneas” - Retour d'Angola 2010, Musée d'Ethnographie de Neuchâtel.

    (Endossar = avalizar e julgar são aqui as palavras chave, e duas atitudes a recusar)



As fotografias de José Veloso de Castro (realizadas em Angola entre 1904 e 1912; publicadas por ele até 1929, expostas agora no Museu Militar em provas actuais), vêm interromper um intervalo fotográfico, quanto a obras impressas, que vem de 1882-88, ou seja, da publicação dos Álbuns "descritivos" de Cunha Moraes - e também de 1887, o "Album da expedição ao Muatianvua" de Henrique Augusto Dias de Carvalho com fotos Manuel Sertório de Almeida Aguiar -, até ao início da década de 30, tempo das exposições coloniais e da definição da etnografia como ciência. 

Nos anos 1930, as documentações fotográficas principais (ou únicas?) são as das 2ª Missão Suíça a Angola, 1932-33, com livro publicado no ano seguinte em Neuchâtel, e de Elmano Cunha e Costa, activo em Angola em 1935-39 e presente em diversas publicações próprias e alheias. 


ANTES DE VELOSO DE CASTRO


1. A

Album photográphico e descriptivo de J. A. da Cunha. Moraes. Africa Occidental: 1885. 

Edição em dois volumes do Getty Research Institute


Volume Moçamedes, Huila e Humpata:

 https://archive.org/details/gri_33125010388300

"Damos por terminado o nosso trabalho, onde, ainda que muito resumidamente, fizemos por tornar conhecidas do leitor as bellezas naturaes existentes nos dominios portuguezes da Africa Occidental, os usos e costumes indigenas, os progressos realisados, os beneficios da colonisação e os serviços dos missionarios entre selvagens que tanto carecem de luz e de instrucção.

O nosso estylo foi sempre despretencioso e sem colorido, porque tivemos de nos limitar constantemente á indispensavel medida que nos marcamos e não tinhamos em vista senão dar uma noticia da nossa exploração artistica por aquellas possessões. Se com ella nada lucrou a litteratura e a sciencia, nada perdeu, porém, a arte."


e Volume Novo Redondo, Benguella e Rio Quicombo: https://archive.org/details/gri_33125010388425/mode/2up






1. B

Edição em 4 volumes. 

Ver https://africainthephotobook.com: https://africainthephotobook.com/tag/angola/


"Africa  Occidental . Album Photographico Descriptivo" 

publicados por David Corazzi, Lisboa, entre 1885 e 1888




https://africainthephotobook.com/2019/09/12/africa-occidental-album-photographico-e-descriptivo-segunda-parte/


Informação de  Ben Krewinkel (o autor do site Africa in Photobook): 


J.A. da Cunha Moraes in 1882 first published an album with albumen prints titled Africa Occidental - Album Photographico Litterário.

Later he published 4 installments (edições em fascículos) called Africa Occidental - Album Photographico Descriptivo with publisher David Corazzi ,Lisbon. These luxurious albums contained in total 158 collotypes.


Vol 1.

1885 Primeira Parte (Do Rio Quillo oa Ambriz) com 38 photographias. O retrato do rei do Congo e um mappa do curso inferior do Zaire. (Com uma itroducçao de Luciano Cordeiro)

Vol 2.

1886 Segunda Parte (Loanda, Cazengo, Rios Dande e Quanza) com 40 photographias, Payzagens e typos (Com uma itroducçao de Idéas Geraes Sobre Angola)

Vol. 3. 

Terceira Parte (Novo Redondo, Benguella e Rio Quicombo) 40 photographias, payzagens e typos (Com uma introducçao de Idéas Geraes Sobre Benguela) 

Vol 4. 

Quarta Parte (Mossamedes, Huilla e Humpata) com 40 photographias, payzagens e typos (Com uma itroducçao de Idéas Geraes Sobre Mossamedes)



1. C


"Africa Occidental: Album Photographico-Litterario", publicada em fascículos, entre 1882 e 1883, em co-autoria de Francisco de Salles Ferreira.

bibliografia:
"Fotografias de Angola do Século XIX: o ‘Álbum Fotográfico–Literário’ de Cunha Moraes",
            Liliana Oliveira da Rocha e Patrícia Ferraz de Matos


https://www.researchgate.net/publication/337142421_FOTOGRAFIAS_DE_ANGOLA_DO_SECULO_XIX_O_'ALBUM_FOTOGRAFICO-LITERARIO'_DE_CUNHA_MORAES


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2. A



Expedição Portuguesa ao Muatiânvua, 1984-1887

álbum com provas fotográficas coladas da autoria de Manuel Sertório de Almeida Aguiar e legendas descritivas manuscritas, de Henrique Augusto Dias de Carvalho



https://purl.pt/23726/4/ea-95-p_PDF/ea-95-p_PDF_24-C-R0150/ea-95-p_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdf

BNP: 

CARVALHO, Henrique Augusto Dias de, (1843-1909)

Album da expedição ao Muatianvua / [texto Henrique Augusto Dias de Carvalho] ; [fotos Manuel Sertório de Almeida Aguiar]. -[1887] : 287 fot., provas em gelatina, 24x32 cm (fot. 9,3x6 cm a 10,4x17,5 cm). 


2. B

Edição impressa posterior em 4 volumes ilustrados com gravuras


CARVALHO, Henrique Augusto Dias de, 
Descripção da viagem à Mussumba do Muatiânvua / pelo chefe da expedição Henrique Augusto Dias de Carvalho ; il. H. Casanova. - Lisboa : Typographia do Jornal : Imprensa Nacional, 1890-1894. - 4 v. : il. ; 22 cm. 

 

digitalização na BNP:

https://purl.pt/23716            


Bibliografia:

https://www.scielo.br/j/rh/a/3M6Gz79sPWDFPJzQYqvFX7v/?lang=pt


https://www.scielo.br/j/anaismp/a/9zzHDCkhMh6xDwF8MTQf5DN/?lang=pt

1. "Expedição portuguesa ao Muatiânvua" como fonte para a história social dos grupos de carregadores africanos do comércio de longa distância na África centro-ocidentalElaine Ribeiro, Professora da Universidade Federal de Alfenas - Minas Gerais

2. "“Clara como céu, escura como água do Luembe”: trajetórias, usos e significados das contas de vidro entre as populações da África Centro-Ocidental (Lunda, 1884-1888)" Márcia Cristina Pacito Fonseca Almeida Doutoranda em História Social (FFLCH/USP), docente na faculdade Piaget e bolsista FAPESP

1: "Entre os anos de 1884 e 1888, o militar português Henrique Augusto Dias de Carvalho chefiou uma expedição que partiu de Luanda e atingiu a mussumba (capital) da Lunda, na África centro-ocidental, governada pelo Muatiânvua. Levou consigo vários objetivos, em parte determinados pelos interesses dos poderes governamentais de Lisboa, em parte estimulado por suas aspirações de saber científico.

Produzida a partir desta viagem, a obra Expedição portuguesa ao Muatiânvua 1884-1888 é composta de oito volumes, sendo que quatro deles referem-se à narrativa da viagem, outro corresponde à história e etnografia da Lunda, um sexto sobre a língua lunda e outro ainda sobre meteorologia, clima e colonização portuguesa em Angola. Pertence a ela ainda o volume de autoria do farmacêutico e subchefe da viagem Sisenando Marques que, conforme o título, trata dos 'climas e das producções das terras de Malange à Lunda'.

Além desses oito volumes, existe o álbum de fotografias tiradas pelo terceiro chefe da expedição, o capitão Sertório de Aguiar, e com legendas e comentários de Henrique de Carvalho, a partir do qual foram produzidas as inúmeras gravuras publicadas nos oito volumes. "