sábado, 28 de janeiro de 1995

1995, Serralves, o ano decisivo

Serralves: o ano decisivo 

Expresso 28-01-95 


DURANTE três dias, decorreu em Serralves um colóquio sobre o tema «Arte e Descentralização». 

Graças à colaboração do Instituto Francês do Porto, a presença dos directores dos museus de Bordéus e Céret, da colecção pública regional de arte contemporânea (FRAC) do Languedoc-Roussillon e dos «affaires culturelles» do Franche-Conté, do «député-maire» de Sète e ainda dos directores da Inspecção Geral do Ensino Artístico e da Associação Francesa de Acção Artística, vindos de Paris, assegurou um excepcional nível de qualificação das comunicações estrangeiras. 

Apesar da sua tradição centralista, a França vive desde 1985 um processo acelerado de regionalização, e o investimento na cultura — e na educação — é considerado como uma pedra angular da modernização das regiões e da reorientação do seu desenvolvimento económico. Em termos estratégicos mais globais, essa mesma descentralização corresponde à criação de novas redes de inter-relações comunitárias e, no plano externo, a vontade de aproximação aos países do Sul justifica-se pela necessidade de contrapor um bloco mediterrânico aos interesses maioritários da Europa do Norte.  

Para quem esperava, porém, no âmbito das participações nacionais, ver equacionado o projecto de Serralves, esta foi uma oportunidade perdida. Os seus responsáveis desperdiçaram uma ocasião privilegiada para encerrar um longo capítulo nebuloso da história do Museu do Porto e delinear uma estratégia mobilizadora frente às novas realidades em presença. 

É esse silêncio, que só foi quebrado nos bastidores do colóquio, que importa aqui ultrapassar, forçando o debate público.


A saída de Santana Lopes e o novo quadro político aberto por um ano de todas as eleições, por um lado, a reorganização da rede nacional de museus e a atribuição ao respectivo instituto, o IPM, das responsabilidades gestionárias no campo da arte contemporânea, por outro, fazem do momento actual a ocasião certa para definir apostas nítidas quanto a Serralves e para procurar corrigir tudo aquilo que, neste caso, está mal encaminhado desde 1986. 

Parece ser inquestionável que Serralves e o Centro Cultural de Belém são os dois pólos decisivos de uma acção artística nacional voltada para a contemporaneidade e para a circulação internacional. As incertezas do futuro de ambos terão de ser, portanto, encaradas com urgência e em paralelo, com intervenção directa do IPM e no quadro da rede de museus dinamizada por Simoneta Luz Afonso.

Se em Lisboa o edifício já existe, mesmo que o módulo de exposições do CCB não deva limitar-se ao campo da arte moderna e contemporânea, a Fundação das Descobertas que supostamente o gere não passa de um caríssimo equívoco. Ela terá de ser desmantelada, assumindo o Estado a responsabilidade do mega-complexo polivalente que ergueu, sob uma fórmula a definir e recorrendo com realismo e transparência aos eventuais recursos mecenáticos. 

No Porto, o projecto de Serralves terá também de ganhar uma nova credibilidade e o museu projectado por Siza Vieira deverá ser rapidamente construído. Perante a malha de museus e centros espanhóis de arte contemporânea (Valência, Las Palmas, Santiago de Compostela, Barcelona, Bilbao, Sevilha, Badajós, Cáceres, San Sebastian, etc, todos eles de iniciativa regional e/ou municipal), está em causa a travagem de um crescente desiquilíbrio cultural — e também turístico, de desenvolvimento económico e social — que terá consequências imprevisíveis para Portugal. 


Para viabilizar esse projecto, que é nacional e regional, a estrutura gestionária de Serralves deverá ser repensada, conjugando-se as responsabilidades do poder central e local, quer estratégicas quer financeiras, com a Fundação já existente, mobilizadora de significativos recursos privados mas incapaz de assegurar, por si própria, a prossecução dos objectivos propostos — mesmo que para ela fossem canalizados anualmente todos os apoios privados às actividades culturais. Aquela conjunção de vontades e meios deverá, certamente, fazer-se no quadro de uma nova estrutura tripartida em que cada interlocutor assuma com clareza os seus objectivos e os investimentos que lhe cabem.

O facto de Santana Lopes ter exigido um acréscimo recente de representação do Estado na administração de Serralves, para depois nomear duas pessoas totalmente alheadas do projecto, Agustina Bessa Luís e Gomes de Pinho, afastando o presidente da Comissão Coordenadora da Região Norte, Luís Braga da Cruz, dá a medida de uma anterior lógica política em absoluto irresponsável. 


Entretanto, a não definição pública de um projecto artístico preciso para Serralves, a inexistência de um programa museológico já em curso (antecipando-se, como sempre deve suceder, à construção das paredes do Museu), a ineficácia dos modelos de gestão a que uma visão defensiva das limitações estatutárias impostas à Fundação parece amarrar a sua administração — chegando ao absurdo máximo de defender a meta do auto-financiamento — são três factores que pesam actualmente sobre a credibilidade da instituição. 

Pesa também sobre Serralves a ambiguidade da posição da Câmara do Porto, «membro por natureza» da Fundação, mas que nem sequer contribuiu com a quota inicial dos outros fundadores (dez mil contos...), e que foi porta-voz de candidaturas aos apoios comunitários, mas nunca assumiu uma real cumplicidade orgânica com o projecto. 

Em terrenos culturais afins, que deveriam conciliar-se com a prioridade estratégica do Museu de Serralves, reconhecida pelo menos desde 1979, a indeterminação do projecto dos vários núcleos do Museu da Cidade, o recente anúncio de um Centro Cultural do Porto nos jardins do Palácio de Cristal (com mais um galeria de exposições e um custo anunciado de um milhão de contos) e, entre outros episódios, o escândalo do monumento à amizade entre o Porto e Matosinhos, confiado pelos respectivos presidentes das câmras a dois artistas como Carlos Lança e Abreu Pessegueiro (mais cem mil contos e um provável mamarracho) são factores que não  abonam a favor de uma descentralização consciente.

Por outro lado ainda, não é já possível ignorar-se o clima de difícil relacionamento entre Serralves e a cidade, quer com os seus artistas, quer com os interesses que os mecenas representam na própria Fundação, ao cabo de uma longa história de indecisões, adiamentos e conflitos — museu e centro de congressos, centro cultural multidisciplinar, museu e grande auditório; Museu Nacional de Arte Moderna ou Centro de Arte Contemporânea, horizonte cronológico a iniciar em 1910 ou em 1960; Cadeia da Relação, folhetim Santana Lopes, etc. 


É certo que se entrou recentemente num processo de possível redinamização da Fundação, com a angariação de novos sócios fundadores (mais 16, até à data) e com a perspectiva de novas contribuições financeiras dos sócios entrados em 1989. Mas tudo isso é apenas uma gota de água perante a dimensão do projecto e os custos reais, nunca contabilizados com realismo, dos seus quatro vectores: edifício, orçamentos de funcionamento e de actividades, colecção. E talvez, segundo o modelo do Museu de Barcelona, devesse ser só esta última a área própria dos investimentos da Fundação. 

Depois de diversas oscilações quanto ao projecto a implantar em Serralves (e Siza Vieira foi fazendo os sucessivos estudos), aponta-se agora para um único edifício dotado de um auditório de 350 lugares. Há expectativas — demasiado optimistas? — de que a construção se possa iniciar já este ano, embora se aguarde ainda a entrega do ante-projecto definitivo. Os apoios comunitários estão assegurados, mas os orçamentos e a vontade política do Governo são, pelo menos, incertos. 

Deve recordar-se, por outro lado, que a Fundação, na letra dos protocolos subscritos pelos iniciais fundadores e na caracterização que lhe deu o decreto-lei de 1989, traz as marcas de uma complexa conjução de circunstâncias conjunturais, umas favoráveis e outras desfavoráveis. 

Por um lado, se Teresa Gouveia pôde comprar os terrenos de Serralves, em 1986, não conseguiu ultrapassar a recusa do primeiro-ministro em garantir os fundos necessários para a construção e financiamento do futuro Museu. Além de reflectir esse impasse, a ideia da Fundação, só concretizada três anos mais tarde, traduzia tanto um propósito experimental de desburocratizar a gestão de equipamentos culturais, desligando o museu da máquina anquilosada do antigo IPPC, como o excessivo optimismo que então era possível depositar nas virtualidades do mecenato.

Quando foi forçada a abandonar o projecto, Teresa Gouveia deixou-o marcado por deficiências estruturais evidentes. Desde logo, pelo teor do artigo 2º do Decreto-lei 240-A/89, segundo o qual «o Estado assegurará, anualmente, para as despesas de funcionamento da Fundação, um subsídio equivalente ao despendido no ano de 1988 com a Casa e o Parque de Serralves». Essa verba ronda actualmente os 120 mil contos e é insuficiente mesmo para a actual escala de actividades.


Respeitando Serralves como afirmação pioneira de uma estrutura descentralizada, é indispensável definir a articulação do seu projecto com a acção do IPM. As razões que favoreciam a procura de uma solução de autonomia para Serralves (a degradação dos museus geridos pelo IPPC), aconselham hoje um relacionamento activo com o IPM — ou seja, a integração na rede nacional de museus, sem contrariar a especificidade de um modelo próprio de gestão. 

Reabrindo-se todo o processo, sobre a base de uma efectiva garantia de vontade de construção e equipamento do Museu de Serralves, em que se associarão o Estado, a Câmara e a Fundação, é tempo de caracterizar sem equívocos o modelo de instituição a criar. É tempo de equacionar a relação entre as vertentes Museu e Centro de Arte, entre a sua importância nacional e regional, entre a vocação portuguesa e internacional, entre a sua área cronológica de competência artística e um alcance multidisplinar que integre não só a arte contemporânea em sentido estrito como as vertentes da criação industrial (o design, a moda, as artes ditas decorativas, as novas tecnologias da imagem), a arquitectura e a fotografia, explorando articulações culturais produtivas com os interesses económicos da região.

O que hoje parece oportuno defender para Serralves é a conciliação clara e afirmativa dos vários novos factores em presença. Definindo uma vocação museológica, de alcance internacional, que seja estruturante de uma acção programada de divulgação artística, capaz de proporcionar uma informação ainda inexistente sobre a modernidade histórica e voltada para a arte do presente e do futuro. Com um horizonte cronológico da sua colecção própria que tenha início por volta de 1945, dando sequência natural no Porto à definição temporal do Museu do Chiado e, em especial, ancorando a área de competência do Museu de Serralves na história artística da cidade. Por essa data, afirmava-se no Porto a «terceira geração moderna», através do grupo dos Independentes... É esse o imperioso ponto de partida de um museu portuense de arte contemporânea.




Brasil, 1995, CCB, "O Brasil dos Viajantes"

Mosaico brasileiro 

Expresso 28-01-95 


# O BRASIL DOS VIAJANTES

# LÚCIO COSTA

# RUY OHTAKE

# MÁRIO CRAVO NETO

# COLECÇÃO PIRELLI-MASP

Centro Cultural de Belém


Se se queria provar que depois da Capital Cultural o CCB não ficaria de paredes nuas, a abertura simultânea de cinco exposições vindas do Brasil, ontem, e a inauguração, na próxima terça-feira, de «A Pintura Maneirista em Portugal», organizada pela Comissão dos Descobrimentos e antes prevista para o Palácio da Ajuda, constitui uma aposta ganhadora.  

Mas, na sua diversidade temática e na variável ambição dos respectivos projectos, o presente «pacote brasileiro», talvez mais do uma solução de programação, parece também significar o estabelecimento de uma ponte entre o centro lisboeta e os grandes Museus de Arte Moderna de São Paulo (MASP) e do Rio de Janeiro (MAM), que importaria ver continuada nos dois sentidos.

À frente deste progama múltiplo, a exposição «O Brasil dos Viajantes» é o resultado de um ambicioso projecto de revisão e de síntese do que foi, desde a «descoberta» até ao século XIX, a visão europeia sobre o continente sul-americano. Numa montagem cenográfica de grande efeito, do arquitecto Haron Cohen, contando com recursos mecenáticos invulgares, Ana Maria Belluzzo, da Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da Universidade de S. Paulo, apresenta um exaustivo levantamento histórico das representações iconográficas produzidas por observadores que se sucederam no tempo com diferentes abordagens ideológicas, científicas e artísticas . 

O olhar sobre o outro (o selvagem e a natureza virgem) é aqui devolvido como num espelho, fazendo regressar da observação do que é descoberto para a identidade de descobridor, enquanto sistema de leitura e código de representação. Dos iniciais testemunhos escritos portugueses (Caminha), e da imediata caracterização da alternativa entre o mau e o bom selvagem (O Inferno, do MNAA, e Adoração dos Magos, do Museu Grão Vasco), passar-se-á em seguida a uma galeria internacional de descrições edílicas ou antropofágicas que antecedem as posteriores atitudes «philosophicas» e naturalistas dos séculos XVIII e XIX, até ao romantismo paisagístico da pintura do século XIX. Reunindo livros e ilustrações, tapeçarias e pinturas, encenando um «Gabinete de Curiosidades» ou abrindo espaços à cartografia e aos tratados de História Natural, esta é uma viagem erudita e empolgante que vem complementar utilmente outras redescobertas do Brasil que têm privilegiado o olhar antropológico sobre o passado colonial.

As outras exposições mantêm a fidelidade do CCB à arquitectura e à fotografia, direcções onde as opções podem ter sido por vezes discutíveis mas que procuram preencher espaços vazíos da programação institucional.   

«A presença de Lúcio Costa» é uma exposição documental sobre «a vida e a obra» do urbanista de Brasília, vinda do Paço Imperial do Rio de Janeiro. À breve apresentação da sua figura maior no quadro  do modernismo arquitectónico do Brasil, lugar que partilhou com Niemeyer, segue-se «A  Arquitectura de Ruy Ohtake», um nome afirmado nos anos 60 e hoje proposto como exemplo do que poderá ser, talvez, um genuíno pós-modernismo brasileiro. 

Quanto à fotografia, o CCB acolhe uma antologia da obra de Mário Cravo Neto e a colecção Pirelli-MASP. O primeiro é um grande fotógrafo brasileiro com circulação internacional (a galeria Módulo já lhe dedicara em 1993 uma exposição individual), cuja obra recente encena enquanto criação escultórica (a pose figurativa modelada pela luz num espaço vazio e negro, em permanentes formatos quadrados de grande qualidade superficial) a visão antropológica de um universo cultural marcado pelos rituais da afirmação do corpo e do domínio das forças do desconhecido.

A exposição colectiva faz uma abordagem parcial ao acervo fotográfico do MASP, iniciado há cinco anos com o apoio da empresa Pirelli. Centrada sobre a criação contemporânea, com algumas contribuições dos anos 50, como as de Geraldo Barros ou Pierre Verger, a mostra é a apresentação de um desígnio em curso; não um levantamento estruturado e exaustivo, mas o panorama aleatório de um recente coleccionismo, onde Sebastião Salgado e, outra vez, Mário Cravo Neto ombreiam com numerosos nomes até agora desconhecidos.  

sábado, 7 de janeiro de 1995

1995, Expresso, Índice

 1995 EXPRESSO


Política cultural 


«Refundação da SEC », Cartaz, Tribuna, 31 Dez.94 # Bl


1. «Serralves, o ano decisivo», Actual, 28 Jan. # Bl

2. «São Carlos: contas desafinadas», Actual, 4 Fev. # Bl

3. «Recomeçar a falar», Fernando Pereira Marques, Livros, 11 Fev. # Bl

4. «Outras culturas» (Estados Gerais) Tribuna 1, 18 Mar. # Bl

5.  «Mudar a política» (Estados Gerais) 1º caderno , Opinião, 18 Mar. # Bl


6. «Museus em pré-campanha», Actual, 3 Jun. # Bl

7. «Lx 95» (Festas da Cidade e Mês da fotografia), Actual, Tribuna 2,  3 Jun. # Bl

. Entrevista com Manuel Frexes (c/ Fernando Diogo) Revista (10 Jun.)


8. «Cultura: todos na oposição (Programas eleitorais), Cartaz, Actual, 23 Set. # Bl

9. «Do Chiado até Alcântara, com passagem por Belém» (Museus, Chiado), Cartaz, Actual, 30 Set. # Bl


10. “Cultura democrática”, Actual, Tribuna 3, 7 Out # Bl

11. “CCB”, Revista (transição), pag 28, 21 Out. # Bl

12. “Dois nomes, duas políticas” (MC 87-95, os responsáveis) Revista, 21 Out. # Bl

13. “Parque Jurássico?”, Actual, Tribuna 4, 11 Nov.

14. “Pagar a factura” (Gulbenkian), Actual, Tribuna 5, 25 Nov.


+

IPM apoia feiras de arte, Actual, 07 Jan.

«CAM: programa para 95», Actual: 21 Jan.

«Chiado em movimento» (nota: Chafes, Alcântara, Grupo de Amigos) Actual: 22 Abr.

«Colecção Berardo vai ter museu em 1995», Actual: 6 Maio 

«Indústrias da cultura regressam à FIL» Actual: 27 Maio

«Três em Veneza», Actual, 3 Jun. # Bl


Arte internacional


1. «Arte de Feira» (Arco, Madrid), Revista, 18 Fev.

2. «A mão e a máquina (David Hockney), Revista, 29 Abr. *

3. «Hispano-luso» (Museu de Badajoz), Revista, 27 Maio

4. «Cem anos de guerrilha (Bienal de Veneza I), Revista, 17 Junho *

5. «Corpo a corpo» (Bienal de Veneza II), Revista, 24 Jun. *

Cezanne em Paris, Revista, 28 Out.


FOTOGRAFIA


1. «O que é Ist?» (Augusto Alves da Silva), Revista, 14 Jan.? # Bl

«Roubadas fotos da colecção da SEC», Actual 11 Fev. 

2. «Porto revisitado (Alfândega), Revista, 4 Mar.

«Porto perde foto histórica» (H.P.Robinson), Actual, 6 Maio

«Águas paradas» (Encontros de Braga), Cartaz 13 Maio # Bl

«Os lugares da luz» (António Júlio Duarte), Revista, 13 Maio

«Espanha arcaica» (Fontes da Memória II), CCB, Cartaz, capa, 20 Maio

«Gerard Castello Lopes na arte do pós-guerra», Actual, 1 Jul.

«Grande prémio europeu para Paulo Nozolino», Actual, 8 Jul.# Bl


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31 Dez.

Cartaz, Tribuna, «Refundação da SEC » (P1)

Livros, «Confidências para o exílio»

idem, «João Rodrigues», ed. Salamandra


INDICE


JANEIRO


07 Jan.

Actual: IPM apoia feiras de arte

Exp., Cx1: «O capital cultural» (Modigliani/Encontros Africanos, CGD Culturgest)


14 Jan.

Revista: «O que é Ist?» (Augusto Alves da Silva)* (data? 14 jan?) 


21 Jan.

Actual: «CAM: programa para 95»

Exp., Cx2: «Duas evocações», Dacosta na Casa Fernando Pessoa e Arpad, fotos de MC Galvão Teles, Museu Arpad


28 Jan. 

Actual: «Serralves, o ano decisivo» (P2)

«Mosaico brasileiro» (O Brasil dos viajantes, Lúcio Costa, etc, CCB) *


FEVEREIRO


04 Fev.

Actual: «Leonel Moura em França»

Id.: «São Carlos: contas desafinadas» (P3)

Exp., Cx4: «Má, muito má pintura», CCB, Pintura Maneirista # Bl


11 Fev. 

Actual: «Roubadas fotos da colecção da SEC»

Exp., Cx5: Lugares e corpos do Brasil», CCB, Mário Cravo Neto e Colecção Pirelli-Masp

Livros: «Recomeçar a falar», Fernando Pereira Marques


18 Fev.

Actual: «Veneza e Joanesburgo: bienais»

Revista: «Arte de Feira» (Arco, Madrid)* (II) RECORTE


25 -



MARÇO


4 Mar.

Revista: Porto revisitado (Alfândega)* (III) RECORTE


11 Mar.

Actual: Refundar a Fundação de Serralves (nota)

Revista: «Perdidos e achados (Jorge Vieira no Chiado)* (IV) Recorte


18 Mar.

Tribuna: «Outras culturas» (Estados Gerais» (P4) recorte

Opinião: «Mudar a política» (Estados Gerais) (P5) 1º cad.

TV: «Orsay: o século XIX à volta de um museu»


25 - 


ABRIL


1 Abr.

Exp.Cx6: «Lacunas, eixos e ruturas», Colecção CGD, Culturgest

TV: «A construção de Paris» (Orsay)

*Revista: «Américas perdidas (Gulbenkian)* (V) recorte


8 -


14 Abr.

Exp., Cx7, «A ideia de paisagem» (Biberstein e Calhau na Madeira)

Actual: «Nome: Menez»


22 Abr.

Actual: «Chiado em movimento» (nota: Chafes, Alcântara, Grupo de Amigos)

Exp., Cx8: «Jovens ou novos», Arte Jovem/Forum Maia


29 Abr.

Exp., Cx9: «Sem palavras», José Loureiro, Alda Cortez (C2)

* Revista: «A mão e a máquina (David Hockney»)* (VI) recorte


MAIO


6 Maio

Actual: «Colecção Berardo vai ter museu em 1995»

Id.: «Porto perde foto histórica» (H.P.Robinson)

Id.: «Feiras de arte em Lisboa e Compostela»

Exp., Cx10: «A Espanha como exemplo» (Calatrava, Fontes da Memória), CCB


13 Maio

Exp., Cx11: «Águas paradas» (Encontros de Braga)

*Revista: «Os lugares da luz» (António Júlio Duarte)* (VII) (C3)


20 Maio

Exp., Cx12: «Espanha arcaica» (Fontas da Memória II), CCB, capa 1


27 Maio

Actual: «Indústrias da cultura regressam à FIL»

TV: «Falar de pintura» (Bonnard, H. Wohl, Erice/López Garcia)

*Revista: «Hispano-luso» (Museu de Badajoz)* (VIII) Recorte


JUNHO


3 Junh.

Exp., Cx13: «A forma e a mão» (Ascânio MMM), 111 (C4)

Actual: «Museus em pré-campanha» blog

Id. «Três em Veneza» blog

Tribuna: «Lx 95» (Festas da Cidade e Mês da fotografia) (P6)


10 Jun.

Revista: Entrevista com Manuel Frexes (c/ Fernando Diogo) (IX) recorte


17 Junho

*Revista: «Cem anos de guerrilha (Bienal de Veneza I)* (X) bl -FALTA


24 Jun.

*Revista: «Corpo a corpo» (Bienal de Veneza II)* (XI) bl - FALTA


JULHO


1 Jul.

Actual: «Gerard Castello Lopes na arte o pós-guerra»


8 Jul.

Actual: «Grande prémio europeu para Paulo Nozolino»

Id.: Jorge Martins no metro de Washington

??? Id.: «Um ano de Museu do Chiado» ????

Exp., Cx 14, capa 2: «O corpo da escultura/'Esta arte de primitivos'» (Marino Marini), Chiado (C5)


15 Jul.

Exp., Cx 15, capa 3: «Contramundos» (René Bertholo), Fernando Santos (C6)


22 Jul.

TV.: «Arquitecturas ambulantes» (Roulottes)


29 - 


AGOSTO


5 - Agosto

Exp., Cx.16: «Um pintor desconhecido (Carlos Bonvalot), Gandarinha, Cascais (C7)


12 Agos.

Exp.Cx.17: «Artes de Verão» (Bienais das Caldas e Cerveira)

Livros: Artes & Leilões


19 Ago.

Exp.Cx.18: «Espaços infinitos» (Michael Biberstein), CAM (C8)

Cartaz: Hein Semke (1899-1995)


26 Ago.

*Revista: «Metro-Arte»* (XII) FALTA

Cartaz: Prémios AICA 1995


SETEMBRO


2 Set.

Revista: «Nemo em Lisboa»* (XIII) recorte


9 Set.

Revista: «Arte Total» (Ilya Kabakov)*  (XIV) (C9) *

Cartaz: Arte portuguesa em Paris


16 Set.

Cartaz, capa 4, cx 19: Made in England, Esculturas com histórias, Serralves (C10)


23 Set.

Cartaz, Actual: «Cultura: todos na oposição»

Cartaz: Cézanne e Vermeer na rentrée


30-Set.

Cartaz, Actual: «Do Chiado até Alcântara, com passagem por Belém»

Cartaz, cx 20: «Album de família», Photo World Press, CCB


# 8. «Cultura: todos na oposição (Programas eleitorais), Cartaz, Actual, 23 Set. # Bl

# 9. «Do Chiado até Alcântara, com passagem por Belém» (Museus, Chiado), Cartaz, Actual, 30 Set. # Bl




OUTUBRO


7 - cultura democrática tribuna


14 -


21 as políticas da cultura - revista

Dacosta monumento

Rentree port em Paris


# 10. “Cultura democrática”, Actual, Tribuna 3, 7 Out # Bl

# 11. “CCB”, Revista (transição), pag 28, 21 Out. # Bl

# 12. “Dois nomes, duas políticas” (MC 87-95, os responsáveis) Revista, 21 Out. # Bl



28 - 


NOVEMBRO


4 vila franca foto


11 feira

Revista Mexico, ALVAREZ BRACO - Recorte


18 -


25 - retratos Cecil Beaton e gageiro


DEZEMBRO


1 Gerard cx


8 P Proença


16 revista - sec xx hist da arte - recorte


23 - 


30 -



notasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasnotasno

Exposições corridas


31-XII

Além da Taprobana, SNBA

Desenhos Contemporâneos, Museu Rafael BP


07-I

Além da Taprobana, SNBA

Ayres de Carvalho, Fundação RESS

Teresa Dias Coelho, Casa FP

Artistas da Flandres, Sintra

Colecção Manuel Brito, Chiado


14-I

Ricardo Lalanda, Central Tejo


21-I

Ana Marchand, CAM

Jaime Baptista, Barata

James Welling, Módulo

Luisa Correia Pereira, Valentim de Carvalho

Miguel Telles da Gama, Novo Século

Oscar Baeza, Monumental

Encontros Africanos, Culturgest

Arca de Noé, Serralves


28-I

Jorge Martins, Diferença

Josá Barrias, Casa FP

Cães d'Água, ZDB

Miguel Delibes, Inst. Cervantes

Julãio Sarmento, Pedro Oliveira


4-II

John Beard, Luis Serpa

José Barrias, Casa Fernando Pessoa

LúcioCosta, CCB

Um Gosto Privado..., Museu Arqueologia


11-II

Bernard Plossu, FG

Sid Kerner, Arquivo Municipal

Modigliani/Encontros Africanos - Culturgest

Pintura Maneirista, CCB/Joanni V Magnifico, Ajuda

Pedro Chorão, Quadrado Azul


18-II

-

25-II

Bernard Plossu, FG

Domingos Rego, Palmira Suzo

Jorge Queiroz, Alda Cortez

Luisa Correia Pereira, Valentim de Carvalho

Modigliani/Encontros Africanos - Culturgest

Sid Kerner, Arquivo Municipal

We met in London, SNBA

Pedro Chorão, Quadrado Azul

Alfândega Nova, Alfândega do Porto


4-III

Bernard Plossu, FG

Eurico Gonçalves, São Bento

Jorge Queiroz, Alda Cortez

Jorge Vieira, Chiado

Luisa Correia Pereira, Valentim de Carvalho

Pedro Casqueiro, Módulo

O Brasil dos Viajantes, fotog. e arquitectura, CCB

João Jacinto, Módulo/Porto

Obras de Arte de Matosinhos, Árvore


11-III

Donald Baechler, CAM

Luís Lemos, Galveias

Manuel Zimbro, Assírio & Alvim

Padro Casqueiro, Módulo

Um Paseo por los 90, Instituto Cervantes

Alfândega Nova, Alfândega do Porto

Fotografias da SEC, Serralves


18-III

António Quadros Ferreira, SNBA

Jorge Vieira, Chiado

José Aurélio, Culturgest

Manuel Magalhães, Diferença

Picasso/Disidn, Casa da Cerca/Almada

Pintura Alemã, deutsch Bank

Um Paseo por los 90, Instituto Cervantes

Fado, Etnologia


25-III

Gaetan, Valentim de Carvalho

Jorge Martins, Luis Serpa

Jorge Pinheiro, Arte Periférica

Jorge Vieira, Chiado

Manu

el Zimbro, Assírio & Alvim

Rosa Carvalho, Alda Cortez

Autocromos, Instituto Francês

Arte Moderna II, Culturgest


1-IV

-


8-IV

Anabela Costa, Central Tejo

Arpad Szenes, Museu

Carmo Moura Nunes, São Mamede

Joh, Museu Botânico

Jorge Martins, Luis Serpa

Tiago estrada, Módulo

Carlos Mesquita?, Módulo/Porto

João Penalva, Pedro Oliveira

Arte Joven, Forum Maia


15-IV

Francisco Ariztia, Espaço Oikos

Keith Haring, 1991

Tapeçarias, Museu Arte Antiga


22-IV

Arpad Szenes, Museu

Duarte Belo, Assírio e Alvim (Fós Côa)

Marta Soares, Boqueirão

Piet Mondrian, CCB

Nikias Skapinakis, Fernando Santos

Colecção foto SEC, Serralves


29-IV

Carlos Barroco, Novo século

Carlos Neto, Quadrum

Fernando Cruz, SNBA

Gaetan, Valentim de Carvalho

Jorge Vieira, Chiado e Palmira Suzo

José Alberto Reis Pereira, SÃo Mamede

José Manuel Castanheira, Museu do teatro

Manuel Vicente, diferença

Arte Moderna 2, Culturgest

Retratos da Alma, Papel e Companhia

Ângelo de Sousa, Quadrado Azul


6-V

António Júlio Duarte, Lagar de Azeite, Oeiras

Encontrosda Imagem, Braga

Albano Silva Pereira, ed. Caldeiras,Coimbra

José M. Rodrigues, Gal. Municipal, Caldas da Rainha


13-V

Ana Leonor, Museu Geológico

Costa Pinheiro, Tapeçarias Portalegre

Manuel Amado, Pal. Galveias

Microscapes, Arquivo Municipal

A Idade do Bronze, Museu Arqueologia

cx+Rev.


20-V

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

António Júlio Duarte, Lagar de Azeite, Oeiras

Augusto Alves da Silva, CGD, Culturgest

Cruzeiro Seixas, São Mamede

José Loureiro, Alda Cortez

Manuel Amado, Pal. Galveias

Rui Chafes, CAM

Imagens e Colónias, Museu Etnologia

Arte Moderna 2, Culturgest


27-V

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

Alain Volut, Instituto Francês

António Ole, Espaço Oikos

Costa Pinheiro, Tapeçarias Portalegre

Keith Haring, 1991

Jorge Martins, Casa da Cerca, Almada

Jorge Vieira, Chiado


3-VI

António Mira, Quadrum

Augusto Alves da Silva, CGD, Culturgest

Bruno sousa, Diferença

Maria João salema, Módulo

Valente Alves, Graça Fonseca

Desenhos de Escultores, Luis Serpa


10-VI

Ana Jotta, Alda Cortez

Júlio resende, Galveias

Richard Serra, CAM

Rosa Carvalho, Casa Fernando Pessoa

Susana Campos, Palmira Suso

Fontes da Memória, CAM


17-VI

-


24-VI

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

Eduarda Feio e Mário Peixoto, Valentim de Carvalho

Wallmate, Cisterna FBAUL


1-VII

Barbara Lessing, Museu Botânico

Jimmie Durham, Módulo

José Afonso Furtado, Diferença

Julião Sarmento, Palácio Sintra

Richard Serra, CAM

Mark Tobey, Museu Vieira

Marino Marini, M. Chiado


8-VII

Ana Leonor, Reserv. Patriarcal

Jimmie Durham, Módulo

Jorge Martins, Casa da Cerca, Almada

Mark Tobey, Museu Vieira

Marta Wengorovius, Culturgest

Miguel Palma, Graça Fonseca

Patrícia Garrido, M. Chiado,

Sergi Aguillar, CAM

Arles Revisité, Instituto Francês

Abstracção e Montagem (Col. IVAM), CCB

Desenhos de Escultores, Luis Serpa

Hospital, EPAC, Évora (José Rodrigues, L. Pavão)


15-VII

Marília Maria Mira, Monumental

Escultura Ibérica, Culturgest

ESBAP-FBAUL, Alfândega Porto


22-VII

-


29-VII

-

?Desenhos de Escultores, Luis Serpa


5-VIII

Mark Tobey, Museu Vieira

Marino Marini, M. Chiado

Michael Biberstein, CAM

Sebastião Rodrigues, Gulbenkian

Art from Argentina, CCB

Mute, Arquivo Municipal

Democracia Satírica, Pal. Belém

Screen Lovers, CCB

Vale do Côa, Museu Arqueologia


12-VIII

Santo António, Museu Arte Antiga, Museu Arte Popular

Artesanato Índio, Museu do traje

Faianças de Estremoz, Museu do Azulejo

Azulejo Gráfico, Museu Azulejo e Cidade

Carlos Bonvalot, Gandarinha, Cascais

Salette Tavares, Casa Fernando Pessoa

Limiares, Serralves


19-VIII

- (cx)


26-VIII

-


2-IX

Cândido Costa Pinto, F. Gulbenkian

Mark Tobey

Marino Marini

Art From Argentina

Luis Barragán, CCB

Ilya Kabakov, CAM


9-IX

Eva Armísen, Arte Periférica


16-IX

Luía Alegre, Diferença

Rui Calçada Bastos e Edgar Massul, Monumental

(cx)


23-Set.

Ilya Kabakov, CAM

Nuno Cera, Museu Botânico

Sebastião Rodrigues, Gulbenkian

World Photo Press, CCB

Corpos Pintados, CCB

Robert Mangold, Culturgest


30 Set.

Michael Biberstein

Nuno Cera

Robert Mangold, Culturgest

Sofía Gandarias, Pal. Galveias

Escultura Britânica, Serralves


16-12 95

A memória do século - hist. círculo Revista