"Une si jolie famille". Bruxelas, Botanique, 1992
E a primeira presença internacional, depois de três colectivas em Londres:
"Making Time", Museum of London, 1987;
"Masks and Faces", The London Institute gallery, 1988;
"BA Photography Degree Show", London College of Printing, 1988. (não disponho de informações sobre estas exp.)
Além de representações nacionais na Europália 81, Anvers, e na
Bienal dos Jovens Criadores, Valência, 1992.
Une si jolie famille (Portraits photographiques), 26 set a 8 nov 19921

São 6 fotografias e os personagens presentes vão subindo de 1 a 6, crianças e adultos; alguns repetem-se (todos os 3 homens, as mulheres não sei), as roupas mudam e os lugares da casa (ou as casas) e as mobílias variam, mas todos se dispõe sempre à volta de uma mesa de refeição. O Augusto comparece duas vezes (nos 2 e 5, ao lado de outro homem e com uma criança ao colo).
É uma encenação fotográfica, o que é único no seu trabalho enquanto série (há fotos com encenação discreta e ocasional noutras séries ou livros), e é também raríssima a auto-representação, não sendo aqui propriamente auto-retratos.
O título da série é o título colectivo do projecto e do catálogo, e trata-se de uma representação dos 12 países da então Comunidade Europeia, concebido como um álbum de família ou um refrato colectivo. São retratos pouco originais as outras representações (nomes que não conheço), e excepto um caso, também com encenações, de grupos, todos P/B.
É aqui o retrato, individual e colectivo, a vários títulos identitário (a figura singular, um par de mulheres e outro de homens, as famílias ± alargadas) que se mostram e assim se questionam; quem são? que relações se estabelecem? Que grupos formam? E a repetição das figuras em situações diferentes adensam as dúvidas. É um jogo, um puzzle, um questionamento?
Do texto no catálogo: “Dès que nous abordons la mise en scène, nous quittons un peu plus le réel pour rejoindre la métaphore. C'est le cas avec la séquence imaginée par Augusto Alves Da Silva qui propose entre autres choses son regard sur l'évolution d'une famille dans le cadre délimité d'une salle de séjour. Du personnage solitaire à la tribu de six individus, il passe en revue la plupart des possibilités de cellule familiale dans un mouvement évolutif, n'omettant pas le cas échéant de remplacer un élément du groupe par un autre. Il y parle donc aussi de l'intrusion, de l'exclusion, du départ, de ces accidents qui jalonnent la vie d'une famille.” Alain D'Hooghe
1994: A série foi incluída na exp. "Depois de Amanha", CCB, Lisboa'94, comis. Isabel Carlos
com o título "QUE BELA FAMÍLIA", Fugicrome 75x93cm
e um texto de António Sena no catálogo: "Photomaton e Senso Comum". pp 27 a 34.
(os candieiros e as mesas sempre redondas, as janelas fechadas)