Alexandre Pomar
coisas várias, artes (plásticas e comestíveis), escritos, promoções e embirrações
terça-feira, 26 de maio de 2026
segunda-feira, 18 de maio de 2026
2026, MMP, AVERIGUAÇÕES : "Colecção do Estado", 3 obras de PANCHO GUEDES + valores de compra absurdos + Disparates oficiais sobre JOÃO ABEL MANTA
Pancho Guedes [Lisboa, 1925 - Joanesburgo, África do Sul, 2015]
"Família vegetal", 1974 / "A força do seu olhar", 1996 / "Um navio aborigene", 2005
Guache sobre papel, 51 x 73 cm / Acrílico sobre tela, 50 x 40 cm /
Tinta-da-china sobre papel, 21 x 30 cm
Valor de aquisição: €41.032
Maria José Aguiar (Barcelos, 1948)
Festas das cruzes, 1974
Óleo e acrílico sobre tela, 160 x 130 cm
Valor de aquisição: €40.000
"Fiel a uma conceção de arte como intervenção cívica, a obra em análise apresenta uma crítica à burguesia e ao conceito de família, recorrendo à representação de uma fotografia de retrato doméstico segundo os estreitos cânones formais oitocentistas."
domingo, 17 de maio de 2026
2007, Margarida Correia, "THINGS" na 111
Margarida Correia
05/18/2007 (no Blog Typepad, depois Wordpress, agora Blogspot)
Com Edgar Martins, com Brígida Mendes, com Margarida Correia, e outros haverá, muitas das fotografias de novos autores portugueses estão a ser feitas fora de portas. Importa agora a terceira, com uma primeira exposição na Galeria 111, "Things", depois da presença forte na Monumental em 2006, com "Saudade", onde tinha sido também possível consultar o prometedor catálogo de "Gueiko e Maiko", de uma exposição em Torres Vedras.
A partilha de espaços de escrita <no Expresso>tinha então adiado um primeiro comentário, e agora confirma-se que se consolida a coerência do trabalho e a continuidade dos processos e projectos, com a variação suficiente para se tratar de um aprofundamento de direcções. A revisão do percurso pode fazer-se em https://www.margaridacorreia.com/
Living room I, 2006, C-Print (74 x 94 cm)
Tratava-se então (2006) de uma série de trípticos ou de composições triplas, onde constavam uma fotografia familiar recuperada, em geral cena ou retrato de grupo; o registo isolado e objectivo, actual, de um objecto reconhecível nessa primeira imagem, quase sempre uma peça de vestuário (ou chapéu, óculos), e de um retrato contemporâneo de alguém que usa esse mesmo objecto. Nesse jogo de reconhecimentos abria-se um trânsito entre épocas, gerações, gostos ou modas vestimentares, mas era também o retrato contemporâneo, em condições de encenação e cumplicidade com o fotógrafo, que se afirmava como género, ou como problematização de uma prática. De uma adivinhada circulação familiar (passando de mães a filhas os objectos e as suas memórias, ou situações) transitava-se também para uma relação de companheirismo entre artista e modelo. O que poderia ser um exercício escolar tinha uma eficácia e uma abertura de sentidos, uma suspensão de certezas, que lhe asseguravam outra projecção.
Agora importam os cenários domésticos e os retratos neles situados, sempre discretamente expostos, avolumando-se uma ideia de concentração sobre dois lugares (Roterdão e Lisboa) e duas famílias, num processo de lenta aproximação do observador a espaços e relações de intimidade - o site confirma a identidade e a localização de duas séries paralelas. Importam as figuras retratadas, entre exposição e intimidade, os espaços ou cenários em que se incluem, a relação entre ambos (as figuras e os seus lugares), alguns objectos que assumem uma presença mais relevante e certamente significativa, algumas redes de relações familiares que se sugerem ou esboçam, mas também os lugares por si mesmos, só parcialmente ou parcimoniosamente legendados. Há sempre sucessivas leituras para cada fotografia, isolada, em sequência, revendo-se o conjunto, etc.
Numa grande variedade referencial das imagens fotográficas, surgem fotografias isoladas (retratos, pormenores de interiores domésticos, objectos), mas também dípticos e trípticos, por vezes incluindo páginas de álbuns fotografadas onde se reencontram os objectos vistos nas fotos actuais. Havendo um prévio projecto estabelecido, a produção dos trabalhos (as fotografias isoladas ou em séries) parece construir-se como o avolumar da distância entre o programa e o resultado - nada é óbvio ou unívoco. A cada aproximação as imagens parecem resistar mais à ideia da ilustração de um projecto, ganham sempre mais densidade significante, atraem mais a curiosidade do observador e mantêm-no à distância.
Note-se como mesmo no caso mais directo de apropriação de uma fotografia anterior se criam as sucessivas instabilizações de sentidos, num contexto (ensaio ou ficção?) em que o que se vê é sempre a pequena parte do iceberg.
(?)
Daphne de Jong, MOMA (1982), 2006, C-Print, 25" x 20" (64 x 51 cm)
sexta-feira, 15 de maio de 2026
1987, "OS PINTORES DA EUROPA" à escolha para Estrasburgo em 16 de maio
OS PINTORES DA EUROPA, parte I, 16 maio 1987
Propostos 16 pintores para a escolha de 2 nomes pelos leitores do Expresso
1987, "OS PINTORES DE EUROPA", exposição-concurso e colóquio
UM EPISÓDIO EUROPEU EM 1987, OBVIAMENTO ESQUECIDO
A PINTURA DA EUROPA APRESENTADA EM ESTRASBURGO, EXPOSIÇÃO CONCURSO por iniciativa da revista EIGHTY
16 países e 75 artistas - 4 portugueses.
Por Portugal: António Dacosta e Graça Morais, por escolha dita institucional; Paula Rego e Eduardo Batarda escolhidos por votação "popular". Participaram na selecção o Diário de Lisboa, o Diário de Notícias, o Tempo e o Expresso (4 páginas e "16 PINTORES DOS ANOS 80", na Revista de 16 maio)
Arquivo Expresso, 12 dezembro 1987 (artigos de José Luis Porfírio: "Grandes e pequenos em Estrasburgo" e A P: "Por um lugar no mercado" - exposição e colóquio no Parlamento Europeu com Bonito Oliva)
terça-feira, 5 de maio de 2026
2026, "Tratado", livro de amigos e de retratos do José M. Rodrigues, edição EGEAC
Já saiu o livro da exposição do José M. Rodrigues na Galeria Avenida da Índia, 28 09 a 22 12 2024. "Tratado". Era um espaço ingrato, árido, enorme, mas o livro é perfeito.







